Câmara discute Greve Nacional dos professores

Câmara discute Greve Nacional dos professores

A Câmara Municipal de Campina Grande, atendendo ao requerimento do vereador Olímpio Oliveira, realizou, na tarde desta Quarta-Feira, dia 24, uma sessão especial, para discutir as motivações da greve nacional da educação pública.

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Professores da rede pública estadual de ensino cruzaram os braços desde da última Segunda- Feira.  A paralisação foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e deve seguir até o dia 25.

As paralisações da rede pública estadual têm adesões também de trabalhadores das redes municipais de ensino fundamental e médio. Oficialmente, 22 estados já aderiram ao movimento.

Para o autor do requerimento, o vereador Olímpio Oliveira, é preciso que a educação seja uma prioridade na gestão pública. ??Que as crianças e adolescentes em idade escolar possam sair das estatísticas criminais e passem a frequentar as escolas. De acordo com último censo do IBGE, cerca de 53% das crianças em idade escolar estão fora da escola na Paraíba. Eu quero que essas crianças estejam nas escolas e não as cadeias?.

??Prioridade no Brasil é a copa do mundo e não a educação e é por este motivo que estamos aqui discutindo as motivações da greve?, declarou o vereador Napoleão Maracajá.

Além do cumprimento da Lei do Piso Nacional dos Professores da Rede Pública, que é R$ 1.567, a categoria pede a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que direciona, nos próximos dez anos, 100% dos royalties do pré-sal para o setor e a definição de diretrizes nacionais de carreira para os profissionais da educação básica.

Segundo o professor Carlos Belarmino, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (SINTEP), a educação não é uma atividade atrativa, além de ser mal remunerada.

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Para a professora Socorro Ramalho, diretora do SINTEP,  para que o ensino público seja efetivamente de qualidade no Brasil é preciso valorizar os profissionais da educação. ??? impossível melhorar a educação se não for a partir do magistério, para que tabletes para o professores se a escola não tem sequer internet?”.

Os estados que aderiram são: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Os estados podem continuar ou não a greve após os três dias dependendo das negociações nos locais.

Participaram da sessão os seguintes vereadores: Alexandre do Sindicato, Olípio Oliveira, Sargento Régis, Miguel Rodrigues, Napoleão Maracajá, Galego do Leite, Joia Germano, Vaninho Aragão, Lafite, Rodrigo Ramos e Lula Cabral.




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