Vereadores defendem reestruturação das políticas de saúde mental do país

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, nesta terça-feira (02), a 111ª Sessão Ordinária, presidida pelo vereador Saulo Germano e secretariada pelo vereador Rafafá. A sessão foi marcada por forte comoção e por um amplo debate sobre saúde mental, após o falecimento do jovem Gerson de Melo Machado, ocorrido em João Pessoa. Além das homenagens e reflexões sobre a revisão e fortalecimento das políticas de saúde mental do país, os parlamentares trataram de temas como fiscalização de serviços públicos, abastecimento de água, mobilidade urbana e políticas para a causa animal.

Diante do falecimento do jovem Gerson de Melo Machado, de 19 anos, que invadiu a jaula de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Almeida (Bica), em João Pessoa, os vereadores solicitaram um minuto de silêncio e abriram um amplo debate sobre saúde mental e a fragilidade das redes de proteção.

Luciano Breno destacou a perplexidade do caso e a necessidade de políticas públicas eficazes para pessoas com transtornos mentais. Alexandre Pereira afirmou que, embora a proposta de cuidado dessas pessoas fora de hospitais e em convívio familiar seja positiva, o modelo atual não funciona na prática. Pimentel Filho lamentou que somente após uma tragédia o tema volte à pauta, ressaltando que, apesar da orientação federal para acompanhamento familiar e atuação dos CAPS, a rede não funciona e não consegue dar conta dos casos.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

A vereadora Waléria Assunção afirmou que é preciso revisitar e ajustar a política antimanicomial, apontando que hoje existe “uma assistência fragmentada”. Jô Oliveira reforçou que o caso evidencia 18 anos de abandono institucional, envolvendo histórico familiar, passagens por órgãos de acompanhamento e lentidão processual, visto que a determinação de internação do jovem foi publicada apenas um dia após sua morte. A vereadora disse ainda que a reforma psiquiátrica buscou acabar com o modelo de “depósito” de pessoas dopadas, mas questionou se a atual rede psicossocial tem sido suficiente.

Olimpio Oliveira ampliou o pedido de solidariedade para todas as vítimas de transtornos mentais em Campina Grande, observando que os casos são silenciados e que o pós-pandemia evidencia uma sociedade adoecida, tratada pelo Estado como pauta secundária. Criticou a “maquiagem” de alguns lares de acolhimento onde se misturam idosos, pacientes psiquiátricos e usuários de drogas, e alertou que mais de 500 pacientes com transtorno do espectro autista aguardam terapia na rede pública de Campina Grande. Por fim, Carol Gomes destacou que a saúde mental é um tema permanente, mas agravado após a pandemia. Disse que existem campanhas, mas são insuficientes, e questionou quantos “Gersons” pedem socorro sem serem percebidos. A vereadora ressaltou a importância da intervenção precoce, mas advertiu para diagnósticos sem protocolos adequados. Para Carol, o ato do jovem foi um pedido de socorro, e o tema precisa ser fortalecido como compromisso da Casa com a sociedade.

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Abrindo o pequeno expediente, o vereador Dinho Papa-Léguas lamentou a suspensão da Lei nº 9.257 pelo Judiciário, que considerou a norma inconstitucional. A legislação garantia gratuidade para profissionais da segurança pública em eventos e espaços como cinemas e estádios. O vereador destacou a importância da categoria, tanto pelo direito ao lazer quanto pelo reforço natural à segurança que sua presença proporciona nesses ambientes. Informou ainda que já havia realizado reuniões com promotores de eventos, que estavam de acordo com a lei e feito ajustes solicitados pelo setor. Dinho afirmou que a decisão judicial surpreendeu a todos e continuará defendendo a retomada da vigência da lei.

Rostand Paraíba voltou a cobrar o abastecimento de água para o Assentamento Quebra Quilos, em São José da Mata. Segundo o vereador, moradores relataram que já realizaram solicitação à Secretaria de Agricultura, mas o abastecimento não chegou. Rostand lamentou a situação, pediu providências imediatas e informou que irá pessoalmente ao assentamento para trazer novos esclarecimentos à Casa.

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Olimpio Oliveira informou que o Governo Federal editou a Medida Provisória nº 1.305/2025, que reconhece o direito sucessório das permissões dos taxistas, garantindo que, em caso de impossibilidade de condução ou falecimento do permissionário, cônjuges e filhos possam assumir a atividade. O vereador destacou a importância da conquista e relembrou que, em 2012, uma lei de sua autoria assegurou aos mototaxistas de Campina Grande o mesmo direito sucessório, enfatizando o papel do trabalho parlamentar e das iniciativas de representação legislativa.

Waléria Assunção anunciou o lançamento da I Edição da campanha “Natal Sem Fome Pet”, iniciativa de seu mandato voltada a ajudar ONGs, protetores independentes e animais do município, ressaltando o compromisso do mandato com políticas públicas para a causa animal. Ela citou projetos como o Banco de Ração e a Política de Vacinação Domiciliar, e pediu o apoio da população e dos vereadores. Rafafá reforçou que acredita na adesão da Casa, afirmando que a causa animal é urgente e precisa da união de todos.

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Frank Alves cobrou da Secretaria de Serviços Urbanos a retirada de entulhos na Rua Santa Filomena, no bairro da Liberdade, solicitação que faz desde março, destacando riscos aos pedestres, que são obrigados a caminhar pela rua devido ao acúmulo de metralhas na calçada. O vereador também ressaltou a importância da saúde mental, mencionando o trabalho desenvolvido pela instituição Aurineth Alves no atendimento de crianças, adolescentes e adultos.

Em resposta a demanda apresentada, Alexandre Pereira informou que a SESUMA já esteve no local e constatou que o entulho pertence a um imóvel particular, cabendo ao proprietário a remoção. Segundo ele, o responsável será notificado.

Pimentel Filho abriu sua participação no grande expediente agradecendo aos vereadores e às pessoas envolvidas na ação social de arrecadação de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade, realizada pela Pastoral da Alimentação.

Em seguida, fez menção ao novo Plano Diretor, aprovado no fim do ano passado, destacando que, no quesito mobilidade urbana, trânsito e calçadas são pontos críticos. Segundo o vereador, não houve qualquer avanço nos últimos quatro anos, desde o fim da gestão Romero Rodrigues até a atual administração, no que diz respeito à manutenção das calçadas, que prejudicam a acessibilidade, inclusive de pessoas sem limitações de locomoção. Nesse sentido, ele cobrou a implementação efetiva do Plano Diretor. Ainda com relação ao trânsito, Pimentel informou ter recebido um pedido para articular um movimento de educação no trânsito voltado a motociclistas, compromisso que pretende encaminhar à STTP.

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Encerrando, apresentou um vídeo da visita previamente agendada com o gerente da CAGEPA, realizada juntamente com o Ministério Público. Segundo ele, o MP declarou que os reservatórios estão seguros e que serão realizadas avaliações técnicas e documentais para atestar a condição estrutural dos equipamentos. Nesse sentido, Pimentel destacou a atuação do Governo do Estado na assistência às famílias envolvidas no episódio recente da cisterna.

O vereador Alexandre Pereira alertou para os primeiros movimentos do Governo do Estado rumo à privatização parcial da CAGEPA, ponderando que Campina Grande não pode ser incluída, sem debate e sem garantia de proteção ao patrimônio municipal. O vereador também destacou que diversos problemas ambientais e estruturais, como o assoreamento e a poluição do Açude Velho, são responsabilidade direta da CAGEPA, que há quase 60 anos opera água e esgoto no município. Segundo Alexandre, a prefeitura cumpre seu papel de manutenção urbana, mas a empresa estadual não tem feito os investimentos necessários na coleta e no tratamento de esgoto, que ainda é despejado no manancial.

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Alexandre mencionou também os problemas envolvendo o Açude de Bodocongó, assoreado após a obra do parque construída pelo Governo do Estado, que segundo ele foi ineficiente, abandonada e sem utilidade prática, apesar do investimento de R$ 56 milhões. Encerrando, afirmou que considera a CAGEPA uma das empresas mais ineficientes do Estado e que espera que as obras de recuperação e limpeza dos mananciais tenham início já no próximo ano, com qualidade e responsabilidade ambiental.

Encerrando o grande expediente, Aninha Cardoso levou à tribuna uma denúncia sobre as condições estruturais da Escola Municipal Henrique Guilhermino Barbosa, no Catolé de Zé Ferreira. A vereadora relatou que esteve na unidade há cerca de dez dias e encontrou a escola com estrutura comprometida. A vereadora reforçou que a unidade precisa de uma reforma completa e urgente, motivo pelo qual apresentou requerimento solicitando a intervenção imediata.

A vereadora também mencionou o CERAST, citando que a sala de fisioterapia está alagada devido ao vazamento de ar-condicionado e que a piscina utilizada para fisioterapia aquática está inutilizada há um ano por falta de conserto da bomba.

Aninha também cobrou isonomia na fiscalização da cidade, pedindo que os vereadores mantenham o mesmo empenho dedicado aos reservatórios da CAGEPA para inspecionar equipamentos municipais que estão, segundo ela, em situação crítica. Concluindo, Aninha questionou a chegada de novas suplementações orçamentárias na Casa, enquanto fornecedores afirmam seguir sem pagamentos.

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Sessão Ordinária 02/12/2025

Fotos: Josenildo Costa/CMCG




Câmara Municipal realiza Sessão Especial em homenagem ao CRN-6

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, na noite desta segunda-feira (01), uma Sessão Especial em homenagem ao Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6). A iniciativa foi proposta pelo vereador Pastor Luciano Breno e reuniu parlamentares, profissionais da área e representantes da categoria. Entre os presentes estavam à nutricionista Gerana Golveia, o presidente do CRN-6, Dr. Rafael Rocha Azevedo, a nutricionista Adeilma Tavares, o conselheiro federal do CFN, Dr. Caio Víctor, além de vereadores, estudantes e demais profissionais da nutrição.

Durante a solenidade, o vereador Pastor Luciano Breno fez uso da tribuna para justificar a propositura e saudar os presentes. Ele destacou seu trabalho na defesa da categoria, afirmando ser o parlamentar que mais apresentou projetos relacionados aos nutricionistas na casa de Félix Araújo. “Sou o vereador que mais aprovou projetos, que foram sancionados e hoje se tornaram lei”, afirmou. O vereador ressaltou ainda que duas leis de sua autoria tornaram-se referência nacional, apesar das pressões para que fossem modificadas, como a Lei nº 7.526, que exige a presença de um profissional de nutrição em estabelecimentos que comercializam suplementos nutricionais.

Luciano Breno lembrou que enfrentou resistência de alguns setores da sociedade, mas manteve sua posição em defesa da categoria. “Essa é uma das leis que criou polêmica. Recebi pressão, a nível nacional, para criar uma nova lei modificando está lei já sancionada pelo executivo. No entanto, eu não fugi da raia”, declarou. Em seguida, enumerou outras legislações importantes voltadas para os nutricionistas, como as leis nº 7.095, 7.527 e 7.586, e pediu maior engajamento das entidades e dos profissionais para garantir a efetivação dessas normas no município de Campina Grande.

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O vereador reforçou que seguirá atuando em defesa da categoria e citou projetos que ainda tramitam na Casa, entre eles a proposta que prevê a presença de nutricionistas nas equipes dos PSFs e outra que trata do plano de carreira dos profissionais da nutrição no município. “Eu assumi meu mandato em 2017 e, desde então, tenho levado essa categoria ao conhecimento de todos. Tenho feito o meu papel enquanto vereador”, afirmou. Ele concluiu reiterando o compromisso com a classe: “Pode ter certeza, o nosso compromisso com a categoria é continuar (…). Eu faço isso porque, de fato, aprendi a entender a importância que é o nutricionista na vida das pessoas”.

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O conselheiro federal do CFN, Dr. Caio Víctor, também se pronunciou durante a sessão, destacando a relevância dos projetos aprovados pelo Legislativo municipal e comentando iniciativas em tramitação no Congresso Nacional, como as discussões sobre piso salarial e carga horária da categoria. Ele ressaltou o papel do Conselho Federal diante de temas ligados à regulamentação dos suplementos alimentares. “Vamos formar um grupo de trabalho, no Conselho Federal, para estar discutindo pautas relativas à regulamentação de suplementos alimentares”, afirmou, lembrando que muitas decisões atualmente são tomadas por profissionais sem domínio técnico da área.

O conselheiro também destacou a importância da atuação técnica dos nutricionistas nessas discussões, diante da influência do mercado de suplementos. “Essa é uma pauta nossa, do Conselho Federal, em nível de Câmara de Deputados, em nível de Senado Federal, para estar regulamentando essa área, esse mercado que a gente sabe que tem muita influência (destacando que nem sempre são nutricionistas), que pode contribuir, mas também pode trazer perigos à nossa população”, concluiu.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Em seguida, o presidente do CRN-6, Dr. Rafael Rocha Azevedo, cumprimentou os presentes, falou sobre sua trajetória pessoal e ressaltou a importância da profissão. Ao recordar seu ingresso no curso de Nutrição aos 17 anos, relatou ter recebido uma crítica que o marcou profundamente, questionando a escolha por uma área ligada à alimentação em um país marcado pela escassez. Ele afirmou que sua resposta veio com o tempo, por meio de sua atuação. “Eu fiz nutrição; faço nutrição; eu vivo a nutrição; eu penso a nutrição; eu exerço a nutrição para momentos como esse (…). Tudo aquilo que a gente tá ouvindo e falando aqui, para mim, é extremamente gratificante”, disse com relação aos avanços proporcionados pela categoria e pelo apoio do poder legislativo, como também os demais poderes que beneficiam os profissionais.

Dr. Rafael destacou ainda a necessidade de fiscalização e de participação da categoria na cobrança pelo cumprimento das leis municipais. Ele reforçou que, embora a legislação federal não exija nutricionistas como responsáveis técnicos em lojas de suplementos, em Campina Grande essa obrigatoriedade está prevista em lei. “A fiscalização vai acontecer (…). No município de Campina Grande é lei, então a gente pode cobrar”, afirmou. O presidente do CRN-6 encerrou parabenizando o vereador Luciano Breno pelo trabalho em defesa da categoria e manifestou interesse em estabelecer um termo de cooperação com a Prefeitura para fortalecer ações como a Semana da Alimentação Consciente, destacando a importância de promover sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis.

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Sessão Especial em homenagem ao CRN-6 01/12/2025

Fotos: Josenildo Costa/CMCG




CMCG concede Título de Cidadania Campinense ao Professor Josemir Camilo

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, na noite desta quinta-feira (27), uma solenidade para conceder o Título de Cidadania Campinense ao professor e pesquisador Josemir Camilo de Melo. A homenagem foi proposta pela vereadora Jô Oliveira, que ressaltou a importância da trajetória do novo cidadão campinense e sua contribuição para a formação intelectual e cultural da Rainha da Borborema.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

A sessão contou com a presença de autoridades, acadêmicos, ex-alunos e familiares. Entre eles, estiveram Thélio Farias, presidente da Academia de Letras de Campina Grande; Marisa Braga de Sá, mestra em Geografia e ex-coordenadora do curso de História da UFCG; Carlos Roberto Medeiros, ex-aluno do homenageado; e o deputado estadual Félix Araújo Filho. Amigos e parentes também marcaram presença para celebrar a honraria

Nascido no Recife, em 1947, Josemir viveu a infância e juventude em Goiana (PE), onde estudou em instituições tradicionais como o Ginásio Manoel Borba e o Seminário Carmelitano. Mais tarde, formou-se em História pela Universidade Católica de Pernambuco, tornando-se mestre pela UFPE com a dissertação: A Lavoura Canavieira em Pernambuco e a Expansão do Capitalismo Britânico (1870-1890). Conquistou também o PhD pela mesma universidade, com a tese: Modernização e Mudanças: Um Trem Inglês nos Canaviais do Nordeste (1852-1902).

Na carreira docente, atuou em escolas e universidades de Pernambuco e da Paraíba. Lecionou na Universidade Católica de Pernambuco, na Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata e na Universidade Federal da Paraíba, onde foi responsável pela criação do Curso de Bacharelado em História no Campus II, hoje UFCG. Após se aposentar em 2001, ainda atuou como professor visitante na Universidade Estadual da Paraíba e em instituições privadas da região.

Sua formação acadêmica inclui ainda passagem pela London School of Economics, onde realizou pesquisas de doutorado com bolsa da CAPES. Além do magistério, Josemir acumulou mais de mil artigos publicados na imprensa regional, abordando temas ligados à política, cultura e ciências humanas. Sua produção inclui dezenas de artigos em revistas especializadas, capítulos de livros e publicações internacionais, consolidando uma carreira de 45 anos dedicada ao ensino e à pesquisa histórica.

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Durante a solenidade, a vereadora Jô Oliveira ressaltou o legado do homenageado. Em seu discurso, afirmou: “Hoje nós temos essa lei (9.907 de 22/08/2025) que concede o Título de Cidadania Campinense que o reconhece nesse lugar de cidadão campinense e nós somos muito felizes de ter a sua trajetória também perpassada pela história de Campina Grande”. Ela agradeceu a contribuição do professor, dizendo: “Muito obrigada por toda a sua contribuição (…). Como também, por trazer aqui, esta noite, pessoas que também contribuem com a história de Campina Grande”, finalizando com reconhecimento ao legado construído através da educação e da luta em defesa dos movimentos negros.

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O deputado estadual Félix Araújo Filho também ocupou a tribuna para homenagear Josemir. Destacou sua atuação pública e sensibilidade social ao afirmar: “O professor Josemir Camilo sempre esteve à frente das causas populares, nas grandes questões do interesse do povo de Campina Grande”. Em tom afetuoso, completou: “Agora somos conterrâneos, o senhor é meu irmão. Nosso sangue está fundido pela magia que se chama Campina Grande (…). Meus cumprimentos, professor Josemir. Bem vindo a eternidade que se chama Campina Grande”. Finalizou.

Em seu discurso de agradecimento, Josemir falou sobre a relação construída ao longo dos anos com Campina Grande. Disse: “O lugar em que nascemos é pátria forçada e aquele de que somos cidadãos é pátria forçosa. Ou seja, vigorosa! Aquela é mãe por acidente, está é mãe por afeto”. Recordou momentos marcantes de sua convivência com a cidade, afirmando: “Minha campinencidade foi construída sem perceber, pela inclusão no dia a dia da cidade, das visitas nos cinemas de arte (…) e como pedestre percorrendo cada canto desta cidade”. Ele também relembrou que, mesmo pesquisando no exterior, manteve vínculo com Campina: “Mesmo tendo saído para pesquisar no estrangeiro, não me descuidei de Campina, pontualmente de lá (Londres) mandava meus artigos de opinião”.

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Finalizando seu discurso, o novo cidadão campinense destacou o papel da cidade em sua formação intelectual: “Campina foi a minha afirmação cultural, começo da minha maturidade intelectual e familiar (…). Campina fez de mim um escritor”. Agradeceu a presença de todos, reforçando o orgulho por receber o título que, segundo ele, apenas oficializa uma ligação afetiva construída ao longo de décadas.

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Sessão Solene – Título de Cidadania Campinense e Medalha de Honra ao colunista Oliveira Filho 27/11/2025

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Sessão Solene – Título de Cidadania Campinense ao professor Josemir Camilo 27/11/2025

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Câmara reforça prerrogativa de fiscalização e amplia cobranças sobre a prestação de serviços públicos

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, nesta quinta-feira, a 110ª Sessão Ordinária, presidida pelo vereador Dinho Papa-Léguas e secretariada pelo vereador Saulo Noronha. A sessão foi marcada por debates sobre a fiscalização de serviços públicos, especialmente após a tentativa de inspeção no reservatório R9 da CAGEPA. Os parlamentares também apresentaram relatos e cobranças, solicitando posicionamentos da gestão municipal sobre questões envolvendo infraestrutura e saúde pública.

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No pequeno expediente, o vereador Balduino relatou a tentativa de visitar o reservatório R9 da CAGEPA, no bairro Santa Rosa, cuja entrada não foi autorizada. Disse que, mesmo sem acesso, drones identificaram rupturas, aberturas no telhado e presença de aves dentro da estrutura. Segundo o vereador, moradores temem o risco de ruptura e alguns já buscam outras casas para morar. Além disso, defendeu que a Câmara realize uma visita formal e cobre respostas da companhia.

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A vereadora Waléria Assunção defendeu o direito institucional dos vereadores de fiscalizar, mas destacou que o R9 é uma área técnica e que visitas precisam ser acompanhadas de ofício e de especialistas. Waléria colocou-se à disposição para participar de uma visita técnica. Em seguida, a vereadora também denunciou problemas no município, como falta de medicamentos, insumos nas unidades de saúde e redução de merendas em algumas escolas, que estariam economizando para cumprir calendário, mas sem seguir o preconizado pelo MEC.

Pimentel Filho informou que o diretor da CAGEPA, Dr. Lucílio, já entrou em contato com a Presidência da Casa para marcar oficialmente a visita ao reservatório. O vereador também cobrou esclarecimentos da gestão sobre pagamentos dos servidores, abastecimento de insumos nos hospitais e a entrega dos fardamentos escolares.

Jô Oliveira, reforçou que a fiscalização é prerrogativa dos vereadores, mas deve seguir protocolos, com ofícios e respeito às normas técnicas de cada espaço. Além disso, a vereadora pediu coerência e o mesmo rigor fiscalizatório em casos anteriores, como o óbito de mãe e bebê na maternidade ISEA.

O vereador Olimpio Oliveira relembrou que, em visita conjunta ao ISEA, também houve áreas com acesso restrito, como salas de parto, e que a oposição respeitou os protocolos. Disse que entende a necessidade de autorização para algumas dependências e reforçou que a Câmara deve priorizar votações de projetos e requerimentos importantes para a população.

Anderson Pila destacou a importância social da CAGEPA para Campina Grande e região, e criticou tentativas de usar o tema para desviar o foco de problemas da gestão municipal. Citou ainda a situação do antigo prédio da Secretaria de Administração, cuja estrutura estaria se deteriorando e pontuou que a população convive com falta de abastecimento nas unidades de saúde, atrasos em pagamentos e outras dificuldades. Finalizando, afirmou que a população solicita a instalação da CPI da saúde.

O vereador Frank Alves, no Dia Mundial de Combate ao Câncer, relatou demandas de pacientes oncológicos que aguardam por tratamentos e consultas, incluindo um caso de câncer de esôfago cuja avaliação só foi marcada para janeiro. Ele defendeu que o atendimento seja rápido para esses pacientes, diante da gravidade da enfermidade. Sobre fiscalização em órgãos públicos, defendeu que deve ocorrer sem aviso prévio, citando que vistorias em hospitais são feitas de surpresa e que o mesmo critério deve valer para outras áreas públicas.

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A vereadora Aninha Cardoso relembrou que, na visita ao ISEA, vereadores da situação e da oposição estiveram juntos e só puderam acessar ambientes autorizados pela direção da maternidade. Relatou ainda que tenta, há dois dias, contato com a gestão municipal para tratar sobre uma escola cujo telhado caiu, mas sem retorno. A vereadora cobrou ainda manutenção urgente em espaços públicos, como o CERAST e alertou para diversos casos que precisam de resposta da gestão.

Severino da Prestação, agradeceu à STTP pela sinalização no contorno da Juscelino Kubitschek e relatou preocupação com possíveis falhas no Hemocentro, após receber relatos de doadores sendo orientados a adiar a coleta por falta de material, sugerindo que a Câmara verifique a situação. Sobre a CAGEPA, defendeu que os vereadores têm total prerrogativa para fiscalizar o reservatório, por se tratar de concessão municipal, argumentando que fiscalizações não devem ser previamente agendadas para garantir transparência. Reconheceu que a tentativa de visita já surtiu efeito, pois deve acelerar correções estruturais no reservatório, mesmo que a inspeção oficial seja marcada apenas para a próxima semana.

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Plinio Gomes, sobre a visita realizada à CAGEPA, registrou repúdio ao impedimento de entrada da comitiva de vereadores, afirmando que o subgerente da unidade não permitiu o acesso e não ofereceu acolhimento institucional. O vereador ressaltou que o abastecimento de água é competência municipal delegada à CAGEPA por concessão, o que reforça a prerrogativa dos parlamentares de fiscalizar o serviço, especialmente após o episódio do rompimento da cisterna. O vereador finalizou pedindo respeito ao trabalho parlamentar e esperança de que, na próxima visita, os vereadores sejam recebidos adequadamente para cumprir seu papel de fiscalização.

No grande expediente, o vereador Alexandre Pereira retomou o tema que envolve a visita dos parlamentares ao reservatório da CAGEPA no Santa Rosa, afirmando que os vereadores da Casa foram impedidos de cumprir seu papel constitucional de fiscalização. Ele citou cláusula contratual da concessão firmada entre a Prefeitura de Campina Grande e a CAGEPA, destacando que o serviço de abastecimento de água é de competência municipal e foi repassado à companhia estadual, o que, segundo ele, garante a legitimidade da Câmara para fiscalizar as instalações e a prestação do serviço.

O vereador Alexandre exibiu ainda imagens do reservatório R9, no Santa Rosa, apontando ferragens expostas, rachaduras e trechos do telhado quebrado, além de relatos de moradores que enfrentam medos diante de um possível rompimento. Por fim, reforçou que os vereadores continuarão buscando acesso às unidades da CAGEPA, defendendo que a fiscalização é dever legal da Câmara de direito da população.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Concluindo o grande expediente, o vereador Rafafá ressaltou que a visita dos vereadores à CAGEPA está amparada pela prerrogativa legal de fiscalização e lamentou o impedimento de entrada na unidade, bem como críticas de setores da imprensa que, segundo ele, desinformam a população ao afirmar que os parlamentares não possuem competência para o ato. Nesse sentido, disse que tornará pública as suas fiscalizações para evitar distorções sobre o trabalho da Câmara, ressaltando que a fiscalização, tanto da situação quanto da oposição, beneficia a população.

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Sessão Ordinária 27/11/2025

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CMCG homenageia os advogados Leidson Farias, Thélio Farias e Ricardo Souto com Medalha de Honra ao Mérito

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, na manhã desta quarta-feira (26), logo após a sessão ordinária, uma cerimônia de reconhecimento aos advogados Leidson Queiroz Farias, Thélio Queiroz Farias e Ricardo Alves Souto, que receberam do Poder Legislativo de Campina Grande a Medalha de Honra ao Mérito Municipal. A propositura foi apresentada pelo vereador Olimpio Oliveira.

Participaram da solenidade o deputado estadual e ex-prefeito de Campina Grande, Félix Araújo; Elizabeth Marinheiro, representante da Academia Paraibana de Letras; José Mário da Silva Branco, da Academia de Letras de Campina Grande; Eneida Agra Maracajá, professora e ativista cultural; além de advogados, familiares e amigos dos homenageados.

Thélio Queiroz Farias, além da atuação destacada na advocacia, tem papel de relevância na condução da Academia de Letras de Campina Grande, contribuindo para a formação de novos leitores, especialmente entre estudantes da rede pública, incentivando o hábito da leitura.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Já Leidson Meira e Farias nasceu em Serra Branca, graduou-se em Direito pela Universidade Federal da Paraíba em 1963 e, no ano seguinte, já estava inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba. Em meio à crise de 1948, por decisão de seus pais, Nezinho e Maura, vieram para Campina Grande com o irmão, estudando no Colégio Pio XI e permanecendo definitivamente na cidade a partir de 1949.

Ricardo Alves Souto é advogado, amante da literatura, poeta, ensaísta e romancista, com mais de sessenta obras escritas. Professor renomado de cursos preparatórios para concursos, ele é reconhecido por colaborar com a formação de jovens que almejam ingressar no serviço público.

Em sua justificativa, o vereador Olimpio Oliveira destacou a importância dos três homenageados para o município, ressaltando sua grande admiração pelo Dr. Leidson Farias. “Queria destacar, para que fique nos anais desta casa, o meu apreço, o respeito que tenho pelo Dr. Leidson Farias, pela sua trajetória e pela sua história (…). O Dr. Leidson é uma unanimidade! Posso dizer isso sem receio de estar exagerando”, afirmou, lembrando do passado, destacando que o escritório da família, localizado no Edifício Lucas, foi um espaço dedicado à cultura e à literatura: “Aquilo é um ponto de cultura. Um templo de edificação do conhecimento, do saber, do gosto da leitura, da literatura”.

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O vereador também ressalta a relevância de Thélio Farias: “É o homem que ressuscitou a Academia de Letras de Campina Grande e que dá alma a esta academia”. Em relação a Ricardo Souto, disse: “Nós estamos aqui para homenagear três intelectuais. Essa casa, das leis, hoje faz justiça. (…) No momento que chama o advogado Ricardo Souto, um jovem e talentoso advogado. Uma usina de escrever livros, dezenas de livros. Um dos grandes doutrinadores do direito, de Campina Grande”.

Olimpio concluiu seu discurso destacando a honra do momento: “Eu me sinto profundamente honrado, de ter recebido essa oportunidade de Deus de estar aqui neste templo, porque, na verdade, é uma homenagem que se presta, mas quem presta, está sendo homenageado. Eu agradeço a deferência dos três, de ter permitido ao vereador Olimpio Oliveira de ter apresentado as propostas”. E finalizou: “Fico feliz, por demais, de poder neste dia 26 de novembro de 2025, poder fazer parte da história de Campina Grande, no momento que a cidade chama três grandes personalidades para homenagear”.

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O homenageado Dr. Thélio Farias também fez uso da tribuna, falando em seu nome e em nome de seu pai, Dr. Leidson. “Essa comenda que recebo, juntamente com meu pai. Para ele e para mim é motivo de múltiplas emoções. A primeira delas, por ser uma homenagem de Campina. Meu pai e eu sempre tivemos uma verdadeira paixão por Campina Grande. Talvez porque, como dizia Alcides Carneiro: ” Campina está na serra para ficar mais perto de Deus”. Ele acrescentou: “Na nossa família, existe uma regra… Por Campina, tudo! Para Campina, tudo! Contra Campina, nada! Meu pai e meu avô sempre pregaram que Campina Grande deve estar em primeiro lugar. Acima da nossa vontade pessoal, da nossa ideologia, ou simpatia político-partidária. Campina é e será sempre o nosso grande amor”, finalizou, agradecendo a todos.

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O advogado Dr. Ricardo Alves Souto também discursou, agradecendo a presença dos participantes. “É uma imensa honra estar aqui na cidade de Campina Grande, na Rainha da Borborema, terra que eu amo e que todos nós aqui amamos, seja por adoção ou por nascimento. A honra é imensa, mas primeiramente, queria agradecer a Deus sobre todas as coisas, porque toda honra e toda a glória é do Pai, é dele”.

Ele ressaltou a importância da família Farias e de Félix Araújo em sua trajetória: “Minha vida foi aproximada à família de Félix em diversos momentos e, em todos eles, eu fui absurdamente, emblematicamente, extremamente recebido com todo carinho e com todo afeto”. Ao destacar a figura do patrono da Casa Legislativa, afirmou: “Essa terra de bravos, não será terra de escravos nem reinado de opressão! Esse é um menino homem. Talvez o único menino homem registrado na história da Paraíba que resolveu que iria mudar a história da Rainha da Borborema”.

Ricardo Souto concluiu lembrando que “Félix Araújo deixou seu nome registrado aqui, sua marca na história, para mostrar que uma pessoa é capaz de mudar o destino de uma cidade e de um estado como um todo”.

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