Médico denuncia práticas abusivas de planos de saúde durante tribuna livre na CMCG

A 44ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Campina Grande, realizada na manhã desta quarta-feira (10), foi presidida pelo vereador Saulo Germano e secretariada pela vereadora Waléria Assunção. O pequeno e grande expediente contou com participação dos parlamentares, e a sessão incluiu ainda Tribuna Livre concedida ao Dr. José Ramalho Neto, médico neurocirurgião e presidente da ANDESS, Aliança Nacional em Defesa da Ética na Saúde Suplementar.

Ao ocupar a tribuna, o Dr. José Ramalho Neto apresentou um conjunto de dados e denúncias sobre o funcionamento das operadoras de planos de saúde no Brasil e, de forma específica, em Campina Grande. Antes de iniciar, deixou claro que o teor da pauta não tem nenhuma pretensão partidária ou ideológica, tratando-se de um direito constitucional.

© Josenildo Costa/CMCG

A ANDESS, presidida pelo Dr. José Ramalho, é um movimento independente e sem fins lucrativos que reúne médicos, juristas e cidadãos, com atuação voltada ao combate de práticas abusivas, negativas indevidas de tratamento e interferências das operadoras nas decisões clínicas dos profissionais de saúde.

De acordo com dados apresentados pelo médico, o setor de saúde suplementar no Brasil conta atualmente com 53 milhões de consumidores. Mais de 25% da população paga plano de saúde, e mais de 30% da renda familiar pode ser comprometida com esses contratos. Ao cruzar os números de crescimento de beneficiários com os de lucro líquido do setor, coletados da Agência Nacional de Saúde (ANS), o Dr. José Ramalho apresentou uma contradição que embasou a sua fala, pois enquanto o número de beneficiários cresceu cerca de 10,9% entre 2020 e 2025, o lucro líquido das operadoras saltou de R$ 2,6 bilhões em 2021 para R$ 24,5 bilhões em 2025. No mesmo período, a sinistralidade, ou seja, o quanto os planos gastam com os beneficiários, caiu de forma contínua após 2022.

Segundo o Dr. José Ramalho, isso não seria coincidência. “Não é uma falha operacional, é um modelo”, afirmou ao descrever uma estrutura que, de acordo com ele, opera por três frentes, sendo elas a automatização de auditorias e negativas de cobertura, a imposição de teto de gastos por meio de “pacotes” e a ineficiência regulatória da ANS.

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A tríade operacional
Sobre a primeira frente, o médico explicou que a auditoria médica é um ato exclusivo do profissional médico, amparado pela Lei Federal nº 12.842/2013. Segundo ele, as operadoras teriam contornado essa exigência ao terceirizar o serviço para uma empresa que é responsável por 40% de todas as auditorias do Brasil, abrangendo cerca de 20 milhões de brasileiros, e que opera com profissionais sem formação médica. Além disso, também opera por meio de processos automatizados, sem acesso a um responsável humano identificável. De acordo com o Dr. José Ramalho, os donos dessa empresa de auditoria são os mesmos donos dos planos de saúde.

Sobre a segunda frente, a imposição de teto de gastos, ele apresentou a Lei 9.656/1998, a Lei dos Planos de Saúde, que define o plano privado de assistência à saúde como a prestação de serviços a preço pré ou pós-estabelecido, com a finalidade de garantir assistência sem limite financeiro. Segundo ele, os planos teriam criado um sistema de “pacotes” com limite de gastos que contraria a própria lei, e apresentou como evidência um documento no qual um procedimento foi negado sob a justificativa de que não foram encontrados fornecedores que acatassem o valor estipulado pela operadora. De acordo com o Dr. José Ramalho, no Brasil, se o custo real do tratamento for maior do que o plano quer pagar, o paciente fica sem acesso.

Sobre a terceira frente, a ineficiência regulatória, o médico citou declarações do próprio presidente da ANS, Wadih Damous, que em outubro de 2025 afirmou publicamente que, sem reforma, a ANS continuará refém dos planos de saúde, denunciando que cada diretoria da autarquia “virou um feudo”.

A litigância predatória e o SUS
O médico apresentou ainda dados sobre o crescimento do número de processos judiciais envolvendo planos de saúde, que passou de aproximadamente 120 mil em 2018 para mais de 320 mil em 2024, com cerca de 85% das decisões sendo favoráveis aos pacientes. De acordo com ele, as operadoras tratam esse volume de judicialização como parte de um modelo deliberado, pois é mais barato descumprir ordens judiciais e pagar indenizações irrisórias do que autorizar os tratamentos. Esse fenômeno foi denominado pelo ministro Herman Benjamin, do STJ, de “litigância predatória reversa”.

Segundo o Dr. José Ramalho, uma das consequências diretas desse modelo é a sobrecarga do SUS, já que pacientes com plano privado acabam recorrendo ao sistema público quando o tratamento é negado. Como exemplo, mencionou que apenas em São Paulo há 1.300 pacientes que possuem plano privado realizando hemodiálise no Sistema Único de Saúde.

O caso de Campina Grande e a criação da ANDESS
O médico relatou o caso de um paciente de Campina Grande que motivou a criação da ANDESS. Segundo ele, o paciente precisava de um procedimento cirúrgico em caráter de urgência, em 24 horas, mas aguardou 28 dias pela autorização. A ordem judicial para garantir a cirurgia, acionada em 22 de maio de 2024, foi deferida apenas em 6 de junho do mesmo ano, e o plano só acatou a ordem em 12 de junho. Quando o paciente foi finalmente operado, já havia contraído pneumonia e se encontrava tetraplégico na UTI. Sua esposa, que esteve ao lado dele durante todo o período, contraiu pneumonia e veio a óbito. Ele também faleceu logo em seguida.

O Dr. José Ramalho informou que entregou a denúncia ao presidente do CRM da Paraíba, mas que o Ministério Público não foi acionado, sendo ele o próprio autor da denúncia enquanto pessoa física no MPF. A investigação foi arquivada e a Corregedoria do CFM ratificou o arquivamento com a justificativa de que “não restou comprovado que houve agravamento neurológico devido ao retardo na cirurgia pelas condições clínicas descritas.” Segundo ele, foi a partir desse episódio que a ANDESS foi criada, e desde então ele passou a recorrer sistematicamente ao poder público e político do país.

De acordo com o Dr. José Ramalho, sete conselheiros do CRM da Paraíba têm cargos em diretorias de planos de saúde, o que, segundo ele, explicaria o arquivamento sumário de mais de nove sindicâncias contra diretores de operadoras, prática que ele classificou como irregular. O médico informou que apresentou uma denúncia formal solicitando a interdição do CRM da Paraíba e o afastamento de sua diretoria, denúncia que, segundo ele, está nas mãos do Ministério Público Federal.

O médico afirmou ter sido alvo de perseguição após expor essas práticas, e os médicos que não acatam os pacotes das operadoras e seguem o Código de Ética Médica, conforme ele apresentou, também estão sendo perseguidos.

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PROCON Saúde e as denúncias protocoladas
Segundo o Dr. José Ramalho, o PROCON Saúde de Campina Grande, coordenado por Waldeny Santana, tem sido a entidade mais importante no processo de moralização da saúde suplementar no Brasil. O projeto, idealizado pelo médico, foi premiado pelo Conselho Nacional de Justiça em menos de seis meses como uma das seis melhores ações de desjudicialização em saúde do país. Segundo ele, diferente do que ocorreu em outros municípios, o PROCON Saúde de Campina Grande não cedeu aos assédios das operadoras.

As denúncias apresentadas durante a tribuna também fundamentaram um requerimento de CPI da saúde suplementar em Brasília, já protocolado com a assinatura de mais de 176 deputados federais e que aguarda validação do presidente da Câmara dos Deputados para dar início às investigações.

Ao encerrar sua fala, o Dr. José Ramalho sugeriu que a Câmara Municipal de Campina Grande protocole a criação de uma comissão municipal de investigação sobre o tema e se colocou inteiramente à disposição para colaborar.

Participação dos parlamentares
Os vereadores participaram do debate, acrescentando questões e relatos ao tema apresentado.

O vereador Olimpio Oliveira relembrou a discussão que aconteceu na Casa sobre o ROL da ANS, referindo-se ao debate sobre o caráter taxativo ou exemplificativo da lista de procedimentos obrigatórios. Segundo ele, após um momento inicial favorável ao paciente, o entendimento que prevaleceu foi o de que o rol é taxativo, a não ser que o paciente comprove que existe outro tipo de tratamento não previsto no rol que deve ser respeitado pelo plano. Olimpio trouxe ainda um caso que considera grave e que faz parte das preocupações de seu mandato, que é a ruptura unilateral de contratos por parte de planos de saúde com famílias de pessoas autistas ou portadoras de doenças raras, descrevendo a situação como escandalosa do ponto de vista humanitário.

O vereador Márcio da Eletropolo relatou uma situação recorrente que envolve o atendimento pelos planos de saúde. Ao ligar para um prestador informando que o atendimento seria pelo plano, a vaga disponível fica para três meses, mas quando informa que pagará de forma particular, há vaga para o dia seguinte. O Dr. José Ramalho respondeu que a separação de agendas por modalidade de atendimento é eticamente válida e explicou o contexto que leva muitos profissionais a adotar essa prática, pontuando que os médicos recebem dos planos de saúde valores significativamente menores do que os praticados pelo SUS.

O vereador Saulo Noronha acrescentou que os planos, de fato, não pagam ao médico o mesmo valor que ele cobra de forma particular, e pediu que os colegas vereadores e a Comissão de Saúde da Casa recebam a documentação apresentada pelo Dr. José Ramalho para que possam levar o tema adiante.

O vereador Alexandre Pereira parabenizou o médico pelo enfrentamento e pela disposição em expor o tema, e lembrou o protagonismo de Campina Grande na discussão sobre o marcapasso, que resultou na alteração de uma portaria a nível nacional. Ele anunciou como próximo passo o convite para que Waldeny Santana possa tratar a respeito do tema envolvendo o PROCON Saúde.

Os vereadores Plínio Gomes e Rafafá também se manifestaram, parabenizaram o Dr. José Ramalho pelo enfrentamento realizado e se colocaram à disposição para colaborar com o tema, deixando as portas da Câmara abertas para o debate.

Ao concluir a tribuna, o Dr. José Ramalho agradeceu o acolhimento dos parlamentares e ressaltou que tem consciência da repercussão do trabalho que será desempenhado pela Câmara Municipal de Campina Grande. Para ele, a era da impunidade acabou, e todos os órgãos e instituições que não funcionam serão expostos.

Todas as informações, dados e denúncias apresentadas nesta matéria foram expostas pelo senhor Dr. José Ramalho Neto durante a Tribuna Livre realizada na 44ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Campina Grande.

Para acompanhar a sessão completa, acesse o Canal Oficial do youtube (@camaracgoficial). Confira também o andamento das matérias que tramitam no SAPL – Sistema de Apoio ao Processo Legislativo.

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Sessão Ordinária 10/06/2026




Vereador promete revelações graves sobre operadoras de plano de saúde nesta quarta-feira na Câmara de Campina Grande

Uma tribuna livre na Câmara Municipal de Campina Grande, em atendimento a requerimento do vereador Alexandre do Sindicato (PL), será realizada nesta quarta-feira, 10, no plenário da casa legislativa e, de acordo com o parlamentar, deverá resultar em revelações importantes sobre as operadoras de planos de saúde, sobretudo a Unimed da cidade.

Conforme assegurou Alexandre, “a tribuna livre vai revolucionar as informações sobre o que vem ocorrendo dentro da Unimed, não apenas no Brasil, mas em especial em Campina Grande”. De acordo com ele, as informações serão trazidas por dois especialistas que vêm investigando a atuação da operadora.

“Um dos nossos convidados é o doutor José Ramalho Neto, médico, neurocirurgião e presidente da ANDESS (Aliança Nacional em Defesa da Ética na Saúde Suplementar), que apresentará todos os direitos dos consumidores destes planos e com informações sobre o que vem acontecendo principalmente em Campina Grande”, afirmou Alexandre.

O vereador convidou a população, inclusive as pessoas que têm plano de saúde e vêm recebendo negativa de atendimento e procedimentos, para participar da sessão, com início da tribuna livre previsto para as 10h.

***Conteúdo de responsabilidade da Assessoria de Comunicação



Câmara realiza sessão com pautas e cobranças destinadas aos governos municipal e estadual

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, nesta terça-feira (09), mais uma sessão ordinária, presidida pelo vereador Pr. Luciano Breno e secretariada pela vereadora Jô Oliveira. A sessão reuniu diversas pautas de interesse público no Pequeno e no Grande Expediente e também contou com a participação do ex-secretário de Cultura, André Gomes. Ele convidou os vereadores a participarem do evento Smart Cities Park, que ocorre pela primeira vez em Campina Grande, de 10 a 12 de junho, dentro da programação do Maior São João do Mundo. Também foi estendido o convite para o evento Dia D, a ser realizado na Fazenda Carnaúba, em Taperoá, entre os dias 23 e 26 de julho. A Fazenda é referência em agropecuária, melhoramento genético e tecnologias de inovação voltadas ao cuidado da palma forrageira.

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A vereadora Pâmela Vital, abriu o pequeno expediente e aproveitou o momento para divulgar três novas leis de sua autoria recentemente sancionadas: a instituição da Semana Municipal de Conscientização e Inclusão da Pessoa com TEA, abrangendo os setores público e privado; a Política Municipal de Incentivo ao Esporte Feminino, com foco no futebol; e uma lei que prevê a arrecadação de alimentos em eventos patrocinados ou promovidos pela Prefeitura como contrapartida social. A parlamentar também registrou com satisfação a realização da audiência pública da LDO 2027, ocorrida na véspera, destacando a honra de ter presidido a comissão responsável pela condução e ressaltando a participação expressiva dos convidados e da sociedade civil.

O vereador Severino da Prestação, secretário da comissão que conduziu a audiência da LDO, também fez menção ao evento e informou que a audiência contou com representações de mais de 20 bairros de Campina Grande, além da presença das secretarias e órgãos públicos municipais. Em suas comunicações, agradeceu ainda a todos que estiveram presentes no último encontro regional da FEPAMOC, realizado no litoral, em Santa Rita.

Pimentel Filho voltou a cobrar a construção de passagens molhadas para a zona rural, especificamente para o Sítio Jorge, reafirmando que os recursos já foram destinados, mas que as obras ainda não foram executadas. O parlamentar também pontuou pendências relacionadas aos trabalhadores garis, cujas demandas junto ao poder público permanecem sem solução.

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Em seguida, o vereador Olimpio Oliveira denunciou o estado de abandono da Unidade Básica de Saúde do bairro José Pinheiro. Segundo o parlamentar, todos os equipamentos foram retirados da unidade, que, por falta de vigilância, passou a ser ocupada por usuários de drogas. Para embasar sua denúncia, o vereador apresentou um vídeo de visita ao local, apontando a necessidade urgente de fiscalização e interdição da unidade. Olímpio Oliveira destacou ainda que o local conta com uma placa informando a requalificação da unidade com recursos federais, cuja entrega estava prevista para dezembro do ano passado, mas que o prazo não foi cumprido.

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Encerrando o pequeno expediente, o vereador Saulo Noronha manifestou preocupação com a escassez da vacina contra a clostridiose bovina em todo o país, doença que provoca adoecimento e morte de animais. O parlamentar informou que está elaborando um requerimento para que o governo federal tome providências e disponibilize o imunizante aos produtores rurais.

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No Grande Expediente, a vereadora Jô Oliveira trouxe dois temas de relevância para a gestão pública municipal. O primeiro diz respeito às subvenções sociais, com a parlamentar denunciando que a lei que prevê o repasse de recursos às entidades sociais do município está sendo descumprida pela gestão municipal. Diante disso, convocou os colegas parlamentares a agirem coletivamente, por meio de um chamado ao Ministério Público. O segundo tema abordado foi a falta de repasse aos bancos dos descontos de empréstimos consignados de servidores públicos. De acordo com a vereadora, os valores estão sendo descontados dos vencimentos dos servidores, mas não estão sendo repassados às instituições financeiras, o que exige solução urgente por parte do poder público municipal.

O vereador Alexandre Pereira apresentou um relatório com reivindicações dos servidores do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Entre as demandas, estão a ausência do benefício de alimentação, sobrecarga de trabalho, precariedade nas condições laborais, falta de auxílio-creche e de bolsas de incentivo, entre outros pedidos. O parlamentar ressaltou que também é preciso cobrar soluções por parte das problemáticas que envolvem o governo estadual. Alexandre também questionou a aquisição, pelo governo do estado, de parte do Hospital da Clipsi, cujos salários permanecem atrasados, indagando se a iniciativa representa um compromisso real com a manutenção da unidade ou se se tratou de uma ação de propaganda política em período pré-eleitoral.

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Encerrando os trabalhos, o vereador Sargento Wellington Cobra apresentou reclamações recebidas de munícipes sobre falhas na coleta regular de lixo e sobre a ausência de merenda escolar e itens de higiene nas escolas municipais. O parlamentar também reforçou as denúncias sobre a situação da UBS apresentada pelo vereador Olimpio Oliveira. Wellington Cobra exibiu ainda um vídeo de visita realizada a um hospital municipal, onde dialogou com pacientes que aguardavam atendimento. Apesar do caráter fiscalizatório da ação, o vereador informou que foi novamente denunciado de forma anônima ao Ministério Público, afirmando que tal situação não compromete o exercício do seu mandato e que, ao contrário, serve de estímulo para continuar seu trabalho em defesa da população.

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Em defesa da Fisioterapia, Carol Gomes acompanha posse histórica da diretoria do CREFITO-21

Na noite desta terça-feira (03), a vereadora Carol Gomes (PL) – que é fisioterapeuta de formação – prestigiou a solenidade de posse da primeira diretoria do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Paraíba (CREFITO-21). O evento marca um momento histórico para a saúde do estado, consolidando o desmembramento do CREFITO-1 e garantindo à Paraíba um conselho próprio e autônomo para as categorias.

“Sou fisioterapeuta e sei da importância histórica desse momento. Essa conquista é fruto de anos de luta da nossa categoria por mais autonomia e representatividade. Vivenciar a posse do CREFITO-21 nos dá a certeza de que uma nova era de valorização e avanços começou para a nossa classe”, afirmou a vereadora.

O evento oficializou a posse da fisioterapeuta Iara Lucena como presidente, da terapeuta ocupacional Ivanice Jacinto como vice-presidente, e demais membros da diretoria. O desmembramento vai possibilitar aos regionais atender melhor às demandas dos profissionais, além de aumentar a efetividade e garantir isonomia do processo de fiscalização.

“Acompanhar de perto os avanços dessas categorias é ter a certeza que os profissionais terão mais direitos garantidos, consequentemente, proporcionando atendimentos com ainda mais qualidade e eficácia. É um passo importante que aproxima a população do centro dos debates. O meu mandato sempre foi e seguirá sendo espaço para essa luta”, concluiu.

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Sessão Ordinária 09/06/2026




Câmara realiza audiência pública sobre LDO 2027

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, nesta segunda-feira (08), a audiência pública para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) referente ao exercício financeiro de 2027. A iniciativa é conduzida pela Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização Financeira e Controle, presidida pela vereadora Pâmela Vital, tendo como secretário o vereador Severino da Prestação e como membro o vereador Rostand PB.

As audiências têm como objetivo estabelecer as metas e prioridades da administração municipal para o próximo ano, servindo de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). O processo é uma etapa fundamental do planejamento orçamentário, permitindo o diálogo entre o Legislativo, o Executivo e a sociedade civil.

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Para a discussão da LDO, foram convidados os representantes das secretarias municipais de: Finanças (SEFIN), Administração (SEADM), Saúde (SMS), Assistência Social (SEMAS), Agricultura (SEAGRI), Cultura (SECULT), Serviços Urbanos e Meio Ambiente (SESUMA), Obras (SECOB), Planejamento (SEPLAN), Juventude, Esporte e Lazer (SEJEL), Ciência e Tecnologia (SECTI), Desenvolvimento Econômico (SEDE) e de Educação (SEDUC).

Além das secretarias, foram convidados também os representantes da Empresa Municipal de Urbanização da Borborema (URBEMA), da Procuradoria Geral do Município, da Controladoria, da Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STTP), do Instituto de Previdência do Servidor Municipal (IPSEM), da Agência Municipal de Desenvolvimento (ANDE), do Fundo Municipal de Direitos Difusos (PROCON) e do Gabinete do Prefeito.

Durante as discussões, os representantes de cada secretaria e órgão apresentaram suas demandas específicas, acompanhadas das previsões de receitas e despesas previstas para o exercício de 2027. A sociedade civil organizada também participou ativamente das deliberações, com direito à palavra para formular perguntas e obter esclarecimentos acerca da destinação dos recursos e da aplicação do orçamento municipal no próximo ano.

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CMCG concede Título de Cidadania Campinense ao empresário Francisco Marques Clementino

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, na noite da última sexta-feira (29), uma Sessão Solene para a entrega do Título de Cidadania Campinense ao empresário Francisco Marques Clementino. A homenagem foi proposta pela vereadora Pâmela Vital do Rêgo Freire Paz e reuniu vereadores, familiares e amigos do homenageado no plenário da Casa de Félix Araújo.

Natural de Icó, no Ceará, Francisco Marques Clementino construiu sua trajetória em Campina Grande atuando no ramo de autopeças e serviços automotivos. Casado e reconhecido por sua dedicação ao trabalho, ele recebeu a honraria em reconhecimento à sua contribuição para o desenvolvimento da cidade ao longo dos anos.

Durante a solenidade, a vereadora Pâmela Vital destacou a satisfação em conceder, na atual legislatura, o primeiro Título de Cidadania Campinense de sua autoria. “Estar, nesta oportunidade, entregando o nosso primeiro Título de Cidadania Campinense a uma pessoa como o senhor muito me honra”, afirmou.

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A parlamentar ressaltou ainda o significado da honraria concedida pela Casa Legislativa. Segundo ela, “conceder o Título de Cidadania Campinense é reconhecer aqueles que fizeram de Campina, não apenas um lugar onde vivem, mas o lugar onde decidiram construir sua história, criar vínculos e contribuir para o crescimento coletivo da nossa gente”, destacando que essa trajetória se encaixa perfeitamente na história do homenageado.

Em seu discurso, Pâmela Vital enfatizou a atuação de Francisco Marques Clementino em favor da cidade. “Com sua atuação firme, espírito de serviço e inúmeros gestos de contribuição ao longo dos anos, o senhor demonstrou respeito, compromisso e verdadeiro pertencimento à nossa terra”, declarou, ressaltando também a importância da família em sua caminhada pessoal e profissional.

Encerrando sua fala, a vereadora afirmou que o momento simbolizava gratidão e reconhecimento pelo legado construído pelo empresário. “Campina Grande é feita por pessoas que escolhem cuidar dela, criar raízes, construir amizades, ajudar no desenvolvimento social e deixar marcas positivas por onde passam. Quando esta Casa reconhece trajetórias como a sua, reafirma também o espírito acolhedor e humano do nosso povo campinense”, pontuou.

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Emocionado, Francisco Marques Clementino subiu à tribuna, ao som de Frank Sinatra, para agradecer a homenagem. “Recebo hoje, com muita emoção e gratidão, o Título de Cidadão Campinense. Primeiramente, agradeço a Deus por me permitir chegar até aqui com saúde e trabalho ao lado da minha família”, afirmou. Ele também relembrou sua chegada à cidade e o acolhimento recebido ao longo dos anos.

Ao final do seu discurso, o homenageado agradeceu à vereadora Pâmela Vital e aos demais parlamentares pela aprovação da propositura. “Cheguei a esta cidade para trabalhar e construir minha história e minha família. Campina Grande me acolheu e me recebeu de braços abertos”, destacou. Em seguida, dedicou a homenagem à esposa, Cátia, à filha, Vanessa, e aos netos Clara, João e José, a quem definiu como “a maior glória e inspiração da minha vida”.

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Vereadores aprovam projetos, debatem escala 6X1 e cobram reforço no combate às endemias

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, nesta quinta-feira (28), a 40ª Sessão Ordinária, presidida pelo vereador e presidente Saulo Germano e com a secretaria do vereador Rafafá e Saulo Noronha. Na Ordem do Dia, foram aprovados títulos de cidadania, medalhas de honra ao mérito, denominações de equipamentos públicos e homenagens culturais. A sessão contou ainda com aprovação de requerimentos de votos de pesar e de aplausos e participação no pequeno e grande expediente.

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Votação de Projetos de Lei
Entre os projetos de lei aprovados, destacam-se o Projeto de Lei nº 1412/2025 e o PL nº 448/2026, ambos de autoria da vereadora Jô Oliveira. O primeiro concede o Título de Cidadania Campinense à senhora Siudete Costa; o segundo autoriza a inclusão da imagem escultórica de Marinês no monumento “Farra da Bodega”, localizado no Açude Velho, em Campina Grande.

O vereador Saulo Noronha teve dois projetos aprovados na sessão. O PL nº 327/2026 denomina de “Unidade Básica de Saúde Maria Tereza Dias Gomes” a UBS localizada no bairro do Dinamérica, no município de Campina Grande. Já o PL nº 378/2026 concede o Título de Cidadão Campinense a José Vieira Sobrinho.

A vereadora Kallyna Dias também teve aprovado o PL nº 407/2026, que concede o Título de Cidadania Campinense à Dra. Maysa Alencar de Araújo Primo Bidô, e o vereador Plínio Gomes teve aprovado o PL nº 415/2026, que concede o Título de Cidadania Campinense ao Cabo Gilberto Gomes da Silva, Deputado Federal.

Por fim, o vereador Dinho Papa-Léguas teve aprovado o PL nº 452/2026, que concede o Título de Cidadão Campinense ao Desembargador Onaldo Rocha de Queiroga.

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Votação de Projetos de Resolução
Na sessão, também foram votados e aprovados nove projetos de resolução, todos referentes à concessão de Medalhas de Honra ao Mérito e Medalhas do Mérito das Artes e Ativismo Cultural.

O vereador Tertuliano Maracajá foi o autor de cinco das resoluções aprovadas, contemplando com a Medalha de Honra ao Mérito o Coronel Cláudio Alves, pelos seus 30 anos de serviços prestados à Polícia Militar da Paraíba e à sociedade paraibana; Francisco de Assis, o Nena, pelos 12 anos de serviços prestados à Unifacisa; o empresário Shigeaki Maracajá, pelos relevantes serviços na área de segurança e monitoramento em Campina Grande; o senhor Marcone Rocha, pelos serviços prestados no setor gráfico da cidade; e o fisioterapeuta Alisson Almeida, pela atuação na promoção da saúde e da qualidade de vida da população campinense.

A vereadora Kallyna Dias concedeu a Medalha de Honra ao Mérito ao senhor Antônio Sousa de Oliveira Silva. A vereadora Jô Oliveira homenageou a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) com a mesma distinção, em celebração aos seus 60 anos de existência. Já o vereador Saulo Germano concedeu a Medalha do Mérito das Artes e Ativismo Cultural ao senhor Manoel Severo Gurgel Barbosa e ao senhor Humberto Navarro de Mesquita.

Todas as 16 matérias foram aprovadas, sendo a relação completa: Projetos de Lei nº 1412/2025, 327/2026, 378/2026, 407/2026, 415/2026, 448/2026 e 452/2026; Projetos de Resolução nº 7/2026, 8/2026, 23/2026, 32/2026, 42/2026, 43/2026, 44/2026, 45/2026 e 46/2026.

Pequeno e Grande Expediente
O tema da redução da jornada de trabalho dominou o debate no Pequeno e Grande Expediente. A vereadora Jô Oliveira celebrou a vitória da redução da escala 6×1, traçando um paralelo com outras conquistas históricas da classe trabalhadora — salário mínimo, décimo terceiro, direito a férias e FGTS, medidas que, apesar das críticas à época, hoje são reconhecidas como avanços fundamentais.

Já o vereador Alexandre do Sindicato, embora favorável à redução da jornada, criticou a forma como a votação ocorreu, às vésperas das eleições e sem diálogo com quem gera emprego. Apontou que a direita chegou a propor a votação da escala 4×3, projeto original da esquerda, mas que a própria esquerda recusou votar a proposta. O vereador ainda fez uma analogia com o caso das empregadas domésticas que receberam a promessa de direitos, mas que resultou em centenas de mulheres na informalidade, sem garantias trabalhistas. Ressaltou ainda que 33% do PIB é destinado à carga tributária, e defendeu que avanços para o trabalhador precisam vir com responsabilidade e discussão ampla.

O vereador Rafafá reconheceu que a mudança da escala 5×2 é uma vitória para os trabalhadores CLT, mas ponderou que o problema central no Brasil é o valor do salário. Afirmou que a remuneração é insuficiente, e que o mesmo trabalhador que vibra com a folga extra acaba buscando renda complementar nos dias de descanso. O vereador Plínio Gomes lembrou ainda que, no governo Bolsonaro, o Bolsa Família teve aumento de 50%. Sobre a escala 6×1, disse não ser contra a medida, mas defendeu que ela seja conduzida com responsabilidade econômica e sustentabilidade.

Em seguida, na discussão sobre o combate às endemias, o vereador Sargento Wellington Cobra alertou para os riscos de dengue, zika vírus e chikungunya neste período de chuvas, defendendo o reforço no quadro de agentes de endemias no município para os períodos sazonais. Ele ainda informou ter recebido denúncias de redução no número de profissionais desde janeiro, com Campina Grande contando hoje com apenas 50 agentes. Entre as denúncias, destacou a sobrecarga de trabalho e o uso de produtos químicos sem equipamentos adequados e com insumos fora da validade.

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A vereadora Waléria Assunção reforçou os dados com informações trazidas por um agente comunitário de endemias e disse que, de fato, o município conta atualmente com cerca de 40 agentes, ante os 150 que atuavam antes das demissões. Com a redução do quadro, aproximadamente 44 mil imóveis estão sem cobertura de fiscalização e controle de endemias.

O vereador Severino da Prestação também usou a tribuna e registrou sua presença no Festival da Pamonha, realizado na Universidade Maurício de Nassau e prestou reconhecimento à universidade pelos relevantes serviços prestados à comunidade.

Para acompanhar a sessão completa, acesse o Canal Oficial do youtube (@camaracgoficial). Confira também o andamento das matérias que tramitam no SAPL – Sistema de Apoio ao Processo Legislativo.

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Sessão Ordinária 28/05/2026