Câmara cobra da CAGEPA sobre possível suspensão do fornecimento devido contaminação de Boqueirão

Câmara cobra da CAGEPA sobre possível suspensão do fornecimento devido contaminação de Boqueirão

Câmara cobra da CAGEPA sobre possível suspensão do fornecimento devido contaminação de Boqueirão

Após as estarrecedoras e preocupantes informações veiculadas em nível estadual, através de um grande veículo de comunicações, de que, a qualquer momento a CAGEPA (Companhia de Agua e esgotos da Paraíba), poderá interromper o fornecimento da água do município de Campina Grande e região, devido a presença de cianobactérias e cianotoxinas nas águas do Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), o presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, vereador Antonio Alves Pimentel (PSD), esta pedindo urgentes explicações da CAGEPA e do Governo do Estado, que recentemente durante Audiência Pública na CMCG garantiram a população campinense que as análises químicas e bacteriológicas ao manancial estavam sobre controle.

Segundo Pimentel Filho, a resposta da CAGEPA e do Governo do estado, tem que ser urgente e verdadeira, pois a matéria veiculada e replicada por diversos portais do estado apontam a possibilidade da suspensão imediata do abastecimento de Boqueirão a Campina Grande e região. A informação foi veiculada pelo ‘Portal Correio’, onde na matéria, o órgão de comunicação teve acesso com exclusividade a um documento oficial da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) confirmando ao Comitê da Bacia Hidrográfica da Paraíba (CBP-PB) de que nesse reservatório  a água já está imprestável ao consumo humano.

Diante do fato, o presidente do Parlamento campinense, estranhou as recentes declarações prestada na Câmara Municipal de Campina Grande, pelos técnicos da CAGEPA e representantes do Governo do Estado, de que a qualidade da agua era boa e que as análises eram realizadas frequentemente. A audiência Pública que debateu a qualidade e quantidade d’água do Açude de Boqueirão aconteceu em 28 de Março do corrente ano e reuniu vereadores, representantes sociais, professores universitários, cientistas, e representantes do Governo do Estado e da CAGEPA. “Após tão pouco tempo da realização desta audiência pública, ficamos chocados, pois, neste momento nos deparamos com a matéria jornalística investigativa, apontando que esta tranquilidade que os diretores da CAGEPA e do Governo do Estado tentaram nos passar, simplesmente e lamentavelmente pode não passa de uma grande maquiagem dos verdadeiros números de contaminação”, lamentou Pimentel Filho.

O parlamentar ainda destacou, que na matéria jornalística, o conceituado professor e especialista em recursos hídricos Janiro Costa da UFCG, alerta, de que há risco iminente de interrupção total na distribuição da água, devido ao alto potencial de proliferação dessas cianotoxinas. De acordo com a pesquisa, que até agora não foi contestada publicamente pela CAGEPA, o relatório registra que, entre março e abril deste ano a concentração dos organismos havia superado 10 mil células por mililitro. Segundo professor Janiro Barros “Campina está em risco iminente de ficar completamente sem água”.

Para Pimentel Filho, “esta situação já deveria ter sido relatada a sociedade e aos poderes públicos, pois se existe perigo de contaminação para população, ações já deveriam estar sendo efetivadas, tendo em vistas que a saúde publica de mais de um (1) milhão de paraibanos, está em risco”.  E ressaltou, “queremos uma resposta verdadeira da CAGEPA e do Governo do Estado, pois, até agora, por parte destes órgãos o que vimos foram dados e previsões que nunca aconteceram, além disso, caso a matéria se confirma, ficaremos sem agua até a chegada das aguas da Transposição”, lamentou Pimentel Filho.

Nesta terça-feira, 24 de Maio, durante a Sessão ordinária da Câmara, o vereador presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, apresentará um pedido formal de à CAGEPA e ao Governo do Estado, para que eles apresentem sem maquiagem, a verdadeira situação do nosso único manancial.  Pois, segundo vereador, o que tanto se alardeou por parte da CAGEPA, de que teríamos agua até Janeiro de 2017, pode ser um grande engodo. “Ao mesmo tempo convocaremos as entidades empresariais, politicas, sindicais, sociais, Ministério Público, dentre outras, para que juntos ao possamos cobrar da CAGEPA e do Governo do Estado uma saída para tratar a água de Boqueirão contra estas toxinas que se proliferam pela agua”.

SAIBA MAIS SOBRE AS CIANOBACTÉRIAS

As cianobactérias (algas azuis) são microrganismos presentes em ambientes aquáticos e vêm sendo cada vez mais pesquisadas devido a sua capacidade de produção de toxinas, em alguns casos, altamente prejudiciais à saúde humana e animal. Essas toxinas, denominadas cianotoxinas, são responsáveis por alterações organolépticas das águas e têm sido causadoras de graves intoxicações pela ingestão e contato com corpos d’água contaminados.

Em alta concentração de cianotoxinas, primeiramente as comunidades aquáticas são afetadas. As florações de cianobactérias tóxicas podem provocar a mortandade de peixes e outros animais, incluindo o homem, que consomem a água ou organismos contaminados. Diversas cianotoxinas têm importância para a saúde pública. Estas toxinas quando presentes na água utilizada para abastecimento doméstico, pesca ou lazer, podem atingir as populações humanas e provocar efeitos adversos como gastrenterite, hepato-enterite e outras doenças do fígado e rim, câncer, irritações na pele, alergias, conjuntivite, problemas com a visão, fraqueza muscular, problemas respiratórios, asfixia, convulsões e morte, dependendo do tipo da toxina, da concentração e da via de contato.

Dirp./CMCG




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