Márcio Melo diz que Campina Grande e 18 municípios estão preocupados com a baixa vazão em Boqueirão

Márcio Melo diz que Campina Grande e 18 municípios estão preocupados com a baixa vazão em Boqueirão

O vice-presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, Márcio Melo Rodrigues (PSDC), disse que Campina Grande e 18 municípios estão preocupados com a baixa vazão da água da Transposição do Rio São Francisco que está entrando no Açude de Boqueirão.

O parlamentar responsabiliza “o governador Ricardo Coutinho pela pressa em agir apenas com politicagem com um problema da mais alta seriedade, somente com o objetivo de aparecer junto ao ex-presidente Lula, mas sem se atentar para a gravidade do quadro. Ele não levou em conta os números que apresentam o Açude de Boqueirão e a pouca água que tem chegado ao local”.

“A população de cerca de 800 mil habitantes corre sérios riscos de ser penalizada e é preciso tomar uma atitude séria, antes que o pior venha a acontecer”, acentua.

Márcio lembra que o Ministério da Integração Nacional recomendou a continuidade do racionamento de água para o sistema que abastece Campina Grande. O secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério, Antônio de Pádua Andrade, disse que a segurança hídrica da região só será alcançada quando o açude Epitácio Pessoa atingir 97 milhões de metros cúbicos de água.

O vereador Márcio acusa o governador Ricardo Coutinho e o secretário de Recursos Hídricos, João Azevedo, “de politicagem ao anunciar intempestivamente o anúncio do fim do racionamento de água. Eles não estão preocupados com a saúde, com a educação do povo, não repassa os recursos devidos para a saúde de Campina Grande, mesmo com a Justiça determinando essa providência. Além disso, não tem a menor preocupação com o quadro de insegurança que Campina Grande se encontra, é uma irresponsabilidade total”, acentua.

Márcio acusa o Governo de não ter uma obra de relevância em Campina Grande. “Não lutou, não reivindicou em nenhum momento em prol da concretização da Transposição do Rio São Francisco para matar a sede de milhões de nordestinos. Não limpou devidamente o leito do Rio Paraíba, não colocou máquinas para fazer a limpeza e a dragagem de Boqueirão como deveria ter feito (o povo foi quem teve que queimar o mato para que a água pudesse percorrer o leito do rio assoreado)”.

O vice-presidente disse que “acho isso tudo uma vergonha. Ricardo deveria tratar as coisas com seriedade, com respeito, aguardar mais um pouco para que Boqueirão tomasse um volume de água maior, para que a gente pudesse discutir essa questão do final do racionamento. Assim, quando Boqueirão passasse a ter um nível seguro, que saísse do volume morto e que tenha um nível em quantidade segura e suficiente, e que a água que entre seja em quantidade necessária de entrada no açude, com segurança e ampliada, a gente é a favor, mas não com irresponsabilidade. Por enquanto estou me manifestando contrário a essa medida”, finaliza.

***Conteúdo de responsabilidade da Assessoria

 




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