Com 143 requerimentos aprovados, Câmara amplia demandas em serviços públicos

Nesta quarta-feira (3), a Câmara Municipal de Campina Grande realizou a 112ª Sessão Ordinária, presidida pelo vereador Saulo Germano e secretariada pela vereadora Waléria Assunção. Durante o pequeno e grande expediente, os vereadores apresentaram denúncias, cobranças e reivindicações relacionadas a diversos serviços públicos. Ao longo da sessão, foram aprovados 143 requerimentos voltados para demandas de infraestrutura urbana, mobilidade, iluminação pública, limpeza e reconhecimento de serviços prestados à população.

Abrindo o pequeno expediente, o vereador Alexandre Pereira chamou atenção para os números alarmantes de mortes no trânsito no país, com 34.881 vidas perdidas em 2024. Diante da gravidade, Alexandre criticou a norma editada pelo Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, que desobriga o cidadão de frequentar aulas em autoescolas para obter a CNH. O vereador questionou como essa flexibilização funcionará na prática diante de um trânsito já tão perigoso, mesmo com regras rígidas em vigor.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Sargento Wellington voltou a cobrar o pagamento aos trabalhadores terceirizados da área de saúde e informou que foi anunciada paralisação dos profissionais. O vereador reforçou o apelo para que o Executivo regularize imediatamente os pagamentos, ressaltando que esse atraso afeta diretamente famílias inteiras, especialmente no final do ano.

Severino da Prestação relatou a falta de água no Jardim Tavares. Segundo moradores, desde o rompimento da cisterna, o abastecimento não voltou à normalidade. Severino disse que, de acordo com os relatos, nos últimos 11 dias, a água tem chegado com volume muito baixo, levando famílias a cogitarem mudar de bairro. Nesse sentido, o vereador pediu providências urgentes, lembrando que “água é vida” e que o serviço precisa ser restabelecido com regularidade.

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No grande expediente, Olimpio Oliveira tratou de alguns temas relativos à administração da cidade, denunciando inicialmente o atraso no pagamento das subvenções sociais, destacando a problemática causada nas instituições que realizam atendimentos essenciais — como serviços para pessoas em vulnerabilidade social, autistas, usuários de drogas, pessoas com câncer e HIV/AIDS. Olimpio reforçou a importância dessas entidades para o funcionamento da assistência no município.

O parlamentar também retomou o Plano de Desenvolvimento Campina Grande 2035, elaborado em 2018, que previa metas como tornar a cidade uma das 20 mais empreendedoras do Brasil, fortalecer a rede universitária, ampliar eventos nacionais e revitalização do Centro. Olimpio criticou a atual gestão municipal pela falta de implementação dessas metas, afirmando que foram divulgados projetos ambiciosos durante a campanha, muitos vinculados a empréstimos, mas que das quase duas dezenas anunciadas, apenas uma saiu do papel. Segundo ele, “não se pode vender fantasia e gerar expectativa que não será cumprida”. Finalizou defendendo o resgate da vocação histórica de Campina como cidade desenvolvimentista do Nordeste.

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Pimentel Filho reforçou a crítica sobre o atraso nas subvenções sociais e pediu explicações formais. Também mencionou o atraso no pagamento dos aposentados, que tradicionalmente recebiam no primeiro dia útil do calendário. Segundo o vereador, no dia 2 de dezembro ainda havia 311 aposentados e pensionistas sem salário e o SINTAB acionou o presidente do IPSEM, que afirmou aguardar repasse de recursos da Secretaria de Finanças para concluir o pagamento.

Na sua fala, ele ainda cobrou explicações sobre o atraso na conclusão da obra da Escola Municipal do bairro Bodocongó, cujo prazo já havia sido prorrogado pela própria prefeitura e voltou a ser descumprido.

Em resposta ao tema do pagamento dos aposentados, Alexandre Pereira informou que, segundo a assessoria do IPSEM, os pagamentos foram regularizados. A falha teria ocorrido por conta de um pequeno lote de remessas bancárias que não foi processado, mas já teria sido refeito, com todos os aposentados recebendo desde o dia anterior.

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Rostand PB tratou da situação dos caçambeiros de Campina Grande, especialmente da Zona Leste. Segundo ele, os trabalhadores usam caminhões mais antigos devido ao alto custo de veículos novos, mas vêm sendo multados mesmo quando realizam serviços de retirada de entulho de obras particulares. O vereador cobrou esclarecimentos sobre o novo cadastro aberto pela SESUMA, no que diz respeito aos critérios, quais anos-modelo serão aceitos e como será o funcionamento do sistema. Ele pediu que a Secretaria reveja as multas aplicadas, afirmando que, do contrário, “o Natal dos caçambeiros será somente para pagar penalidades”.

VOTAÇÃO DE REQUERIMENTOS
Durante a sessão, os vereadores aprovaram 143 requerimentos voltados, sobretudo, para infraestrutura urbana, mobilidade, iluminação pública, limpeza e reconhecimento de serviços prestados à população.

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As demandas envolveram a Secretaria de Obras (pavimentação asfáltica e em paralelepípedo, drenagem, construção e continuidade de calçamentos, reforma de escola e posto de saúde), a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente – SESUMA (limpeza de terrenos e canteiros, capinação, drenagem, poda de árvores, revitalização de praça, tapa-buracos e recolhimento de resíduos), a STTP (redutores de velocidade, lombo-faixas, semáforos e sinalização viária) e a SEMAS (cadeiras de rodas e assistência pós-tragédia).

Também foram apresentadas solicitações ao prefeito e a secretarias de Educação e Saúde (melhoria de biblioteca, capacitação de educadores, políticas de inclusão e atendimento psicológico), além de pedidos a deputados estaduais e senador para fortalecimento da causa animal e institucionalização do programa Paraíba Pet.

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A pauta incluiu ainda votos de aplauso a profissionais da segurança pública, agentes socioeducativos, comunicadores, artistas, instituições de saúde e cultura, bem como votos de pesar por falecimentos recentes ligados à tragédia da CAGEPA e à comunidade local.

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Vereadores defendem reestruturação das políticas de saúde mental do país

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, nesta terça-feira (02), a 111ª Sessão Ordinária, presidida pelo vereador Saulo Germano e secretariada pelo vereador Rafafá. A sessão foi marcada por forte comoção e por um amplo debate sobre saúde mental, após o falecimento do jovem Gerson de Melo Machado, ocorrido em João Pessoa. Além das homenagens e reflexões sobre a revisão e fortalecimento das políticas de saúde mental do país, os parlamentares trataram de temas como fiscalização de serviços públicos, abastecimento de água, mobilidade urbana e políticas para a causa animal.

Diante do falecimento do jovem Gerson de Melo Machado, de 19 anos, que invadiu a jaula de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Almeida (Bica), em João Pessoa, os vereadores solicitaram um minuto de silêncio e abriram um amplo debate sobre saúde mental e a fragilidade das redes de proteção.

Luciano Breno destacou a perplexidade do caso e a necessidade de políticas públicas eficazes para pessoas com transtornos mentais. Alexandre Pereira afirmou que, embora a proposta de cuidado dessas pessoas fora de hospitais e em convívio familiar seja positiva, o modelo atual não funciona na prática. Pimentel Filho lamentou que somente após uma tragédia o tema volte à pauta, ressaltando que, apesar da orientação federal para acompanhamento familiar e atuação dos CAPS, a rede não funciona e não consegue dar conta dos casos.

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A vereadora Waléria Assunção afirmou que é preciso revisitar e ajustar a política antimanicomial, apontando que hoje existe “uma assistência fragmentada”. Jô Oliveira reforçou que o caso evidencia 18 anos de abandono institucional, envolvendo histórico familiar, passagens por órgãos de acompanhamento e lentidão processual, visto que a determinação de internação do jovem foi publicada apenas um dia após sua morte. A vereadora disse ainda que a reforma psiquiátrica buscou acabar com o modelo de “depósito” de pessoas dopadas, mas questionou se a atual rede psicossocial tem sido suficiente.

Olimpio Oliveira ampliou o pedido de solidariedade para todas as vítimas de transtornos mentais em Campina Grande, observando que os casos são silenciados e que o pós-pandemia evidencia uma sociedade adoecida, tratada pelo Estado como pauta secundária. Criticou a “maquiagem” de alguns lares de acolhimento onde se misturam idosos, pacientes psiquiátricos e usuários de drogas, e alertou que mais de 500 pacientes com transtorno do espectro autista aguardam terapia na rede pública de Campina Grande. Por fim, Carol Gomes destacou que a saúde mental é um tema permanente, mas agravado após a pandemia. Disse que existem campanhas, mas são insuficientes, e questionou quantos “Gersons” pedem socorro sem serem percebidos. A vereadora ressaltou a importância da intervenção precoce, mas advertiu para diagnósticos sem protocolos adequados. Para Carol, o ato do jovem foi um pedido de socorro, e o tema precisa ser fortalecido como compromisso da Casa com a sociedade.

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Abrindo o pequeno expediente, o vereador Dinho Papa-Léguas lamentou a suspensão da Lei nº 9.257 pelo Judiciário, que considerou a norma inconstitucional. A legislação garantia gratuidade para profissionais da segurança pública em eventos e espaços como cinemas e estádios. O vereador destacou a importância da categoria, tanto pelo direito ao lazer quanto pelo reforço natural à segurança que sua presença proporciona nesses ambientes. Informou ainda que já havia realizado reuniões com promotores de eventos, que estavam de acordo com a lei e feito ajustes solicitados pelo setor. Dinho afirmou que a decisão judicial surpreendeu a todos e continuará defendendo a retomada da vigência da lei.

Rostand Paraíba voltou a cobrar o abastecimento de água para o Assentamento Quebra Quilos, em São José da Mata. Segundo o vereador, moradores relataram que já realizaram solicitação à Secretaria de Agricultura, mas o abastecimento não chegou. Rostand lamentou a situação, pediu providências imediatas e informou que irá pessoalmente ao assentamento para trazer novos esclarecimentos à Casa.

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Olimpio Oliveira informou que o Governo Federal editou a Medida Provisória nº 1.305/2025, que reconhece o direito sucessório das permissões dos taxistas, garantindo que, em caso de impossibilidade de condução ou falecimento do permissionário, cônjuges e filhos possam assumir a atividade. O vereador destacou a importância da conquista e relembrou que, em 2012, uma lei de sua autoria assegurou aos mototaxistas de Campina Grande o mesmo direito sucessório, enfatizando o papel do trabalho parlamentar e das iniciativas de representação legislativa.

Waléria Assunção anunciou o lançamento da I Edição da campanha “Natal Sem Fome Pet”, iniciativa de seu mandato voltada a ajudar ONGs, protetores independentes e animais do município, ressaltando o compromisso do mandato com políticas públicas para a causa animal. Ela citou projetos como o Banco de Ração e a Política de Vacinação Domiciliar, e pediu o apoio da população e dos vereadores. Rafafá reforçou que acredita na adesão da Casa, afirmando que a causa animal é urgente e precisa da união de todos.

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Frank Alves cobrou da Secretaria de Serviços Urbanos a retirada de entulhos na Rua Santa Filomena, no bairro da Liberdade, solicitação que faz desde março, destacando riscos aos pedestres, que são obrigados a caminhar pela rua devido ao acúmulo de metralhas na calçada. O vereador também ressaltou a importância da saúde mental, mencionando o trabalho desenvolvido pela instituição Aurineth Alves no atendimento de crianças, adolescentes e adultos.

Em resposta a demanda apresentada, Alexandre Pereira informou que a SESUMA já esteve no local e constatou que o entulho pertence a um imóvel particular, cabendo ao proprietário a remoção. Segundo ele, o responsável será notificado.

Pimentel Filho abriu sua participação no grande expediente agradecendo aos vereadores e às pessoas envolvidas na ação social de arrecadação de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade, realizada pela Pastoral da Alimentação.

Em seguida, fez menção ao novo Plano Diretor, aprovado no fim do ano passado, destacando que, no quesito mobilidade urbana, trânsito e calçadas são pontos críticos. Segundo o vereador, não houve qualquer avanço nos últimos quatro anos, desde o fim da gestão Romero Rodrigues até a atual administração, no que diz respeito à manutenção das calçadas, que prejudicam a acessibilidade, inclusive de pessoas sem limitações de locomoção. Nesse sentido, ele cobrou a implementação efetiva do Plano Diretor. Ainda com relação ao trânsito, Pimentel informou ter recebido um pedido para articular um movimento de educação no trânsito voltado a motociclistas, compromisso que pretende encaminhar à STTP.

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Encerrando, apresentou um vídeo da visita previamente agendada com o gerente da CAGEPA, realizada juntamente com o Ministério Público. Segundo ele, o MP declarou que os reservatórios estão seguros e que serão realizadas avaliações técnicas e documentais para atestar a condição estrutural dos equipamentos. Nesse sentido, Pimentel destacou a atuação do Governo do Estado na assistência às famílias envolvidas no episódio recente da cisterna.

O vereador Alexandre Pereira alertou para os primeiros movimentos do Governo do Estado rumo à privatização parcial da CAGEPA, ponderando que Campina Grande não pode ser incluída, sem debate e sem garantia de proteção ao patrimônio municipal. O vereador também destacou que diversos problemas ambientais e estruturais, como o assoreamento e a poluição do Açude Velho, são responsabilidade direta da CAGEPA, que há quase 60 anos opera água e esgoto no município. Segundo Alexandre, a prefeitura cumpre seu papel de manutenção urbana, mas a empresa estadual não tem feito os investimentos necessários na coleta e no tratamento de esgoto, que ainda é despejado no manancial.

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Alexandre mencionou também os problemas envolvendo o Açude de Bodocongó, assoreado após a obra do parque construída pelo Governo do Estado, que segundo ele foi ineficiente, abandonada e sem utilidade prática, apesar do investimento de R$ 56 milhões. Encerrando, afirmou que considera a CAGEPA uma das empresas mais ineficientes do Estado e que espera que as obras de recuperação e limpeza dos mananciais tenham início já no próximo ano, com qualidade e responsabilidade ambiental.

Encerrando o grande expediente, Aninha Cardoso levou à tribuna uma denúncia sobre as condições estruturais da Escola Municipal Henrique Guilhermino Barbosa, no Catolé de Zé Ferreira. A vereadora relatou que esteve na unidade há cerca de dez dias e encontrou a escola com estrutura comprometida. A vereadora reforçou que a unidade precisa de uma reforma completa e urgente, motivo pelo qual apresentou requerimento solicitando a intervenção imediata.

A vereadora também mencionou o CERAST, citando que a sala de fisioterapia está alagada devido ao vazamento de ar-condicionado e que a piscina utilizada para fisioterapia aquática está inutilizada há um ano por falta de conserto da bomba.

Aninha também cobrou isonomia na fiscalização da cidade, pedindo que os vereadores mantenham o mesmo empenho dedicado aos reservatórios da CAGEPA para inspecionar equipamentos municipais que estão, segundo ela, em situação crítica. Concluindo, Aninha questionou a chegada de novas suplementações orçamentárias na Casa, enquanto fornecedores afirmam seguir sem pagamentos.

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Câmara Municipal realiza Sessão Especial em homenagem ao CRN-6

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, na noite desta segunda-feira (01), uma Sessão Especial em homenagem ao Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6). A iniciativa foi proposta pelo vereador Pastor Luciano Breno e reuniu parlamentares, profissionais da área e representantes da categoria. Entre os presentes estavam à nutricionista Gerana Golveia, o presidente do CRN-6, Dr. Rafael Rocha Azevedo, a nutricionista Adeilma Tavares, o conselheiro federal do CFN, Dr. Caio Víctor, além de vereadores, estudantes e demais profissionais da nutrição.

Durante a solenidade, o vereador Pastor Luciano Breno fez uso da tribuna para justificar a propositura e saudar os presentes. Ele destacou seu trabalho na defesa da categoria, afirmando ser o parlamentar que mais apresentou projetos relacionados aos nutricionistas na casa de Félix Araújo. “Sou o vereador que mais aprovou projetos, que foram sancionados e hoje se tornaram lei”, afirmou. O vereador ressaltou ainda que duas leis de sua autoria tornaram-se referência nacional, apesar das pressões para que fossem modificadas, como a Lei nº 7.526, que exige a presença de um profissional de nutrição em estabelecimentos que comercializam suplementos nutricionais.

Luciano Breno lembrou que enfrentou resistência de alguns setores da sociedade, mas manteve sua posição em defesa da categoria. “Essa é uma das leis que criou polêmica. Recebi pressão, a nível nacional, para criar uma nova lei modificando está lei já sancionada pelo executivo. No entanto, eu não fugi da raia”, declarou. Em seguida, enumerou outras legislações importantes voltadas para os nutricionistas, como as leis nº 7.095, 7.527 e 7.586, e pediu maior engajamento das entidades e dos profissionais para garantir a efetivação dessas normas no município de Campina Grande.

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O vereador reforçou que seguirá atuando em defesa da categoria e citou projetos que ainda tramitam na Casa, entre eles a proposta que prevê a presença de nutricionistas nas equipes dos PSFs e outra que trata do plano de carreira dos profissionais da nutrição no município. “Eu assumi meu mandato em 2017 e, desde então, tenho levado essa categoria ao conhecimento de todos. Tenho feito o meu papel enquanto vereador”, afirmou. Ele concluiu reiterando o compromisso com a classe: “Pode ter certeza, o nosso compromisso com a categoria é continuar (…). Eu faço isso porque, de fato, aprendi a entender a importância que é o nutricionista na vida das pessoas”.

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O conselheiro federal do CFN, Dr. Caio Víctor, também se pronunciou durante a sessão, destacando a relevância dos projetos aprovados pelo Legislativo municipal e comentando iniciativas em tramitação no Congresso Nacional, como as discussões sobre piso salarial e carga horária da categoria. Ele ressaltou o papel do Conselho Federal diante de temas ligados à regulamentação dos suplementos alimentares. “Vamos formar um grupo de trabalho, no Conselho Federal, para estar discutindo pautas relativas à regulamentação de suplementos alimentares”, afirmou, lembrando que muitas decisões atualmente são tomadas por profissionais sem domínio técnico da área.

O conselheiro também destacou a importância da atuação técnica dos nutricionistas nessas discussões, diante da influência do mercado de suplementos. “Essa é uma pauta nossa, do Conselho Federal, em nível de Câmara de Deputados, em nível de Senado Federal, para estar regulamentando essa área, esse mercado que a gente sabe que tem muita influência (destacando que nem sempre são nutricionistas), que pode contribuir, mas também pode trazer perigos à nossa população”, concluiu.

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Em seguida, o presidente do CRN-6, Dr. Rafael Rocha Azevedo, cumprimentou os presentes, falou sobre sua trajetória pessoal e ressaltou a importância da profissão. Ao recordar seu ingresso no curso de Nutrição aos 17 anos, relatou ter recebido uma crítica que o marcou profundamente, questionando a escolha por uma área ligada à alimentação em um país marcado pela escassez. Ele afirmou que sua resposta veio com o tempo, por meio de sua atuação. “Eu fiz nutrição; faço nutrição; eu vivo a nutrição; eu penso a nutrição; eu exerço a nutrição para momentos como esse (…). Tudo aquilo que a gente tá ouvindo e falando aqui, para mim, é extremamente gratificante”, disse com relação aos avanços proporcionados pela categoria e pelo apoio do poder legislativo, como também os demais poderes que beneficiam os profissionais.

Dr. Rafael destacou ainda a necessidade de fiscalização e de participação da categoria na cobrança pelo cumprimento das leis municipais. Ele reforçou que, embora a legislação federal não exija nutricionistas como responsáveis técnicos em lojas de suplementos, em Campina Grande essa obrigatoriedade está prevista em lei. “A fiscalização vai acontecer (…). No município de Campina Grande é lei, então a gente pode cobrar”, afirmou. O presidente do CRN-6 encerrou parabenizando o vereador Luciano Breno pelo trabalho em defesa da categoria e manifestou interesse em estabelecer um termo de cooperação com a Prefeitura para fortalecer ações como a Semana da Alimentação Consciente, destacando a importância de promover sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis.

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CMCG concede Título de Cidadania Campinense ao Professor Josemir Camilo

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, na noite desta quinta-feira (27), uma solenidade para conceder o Título de Cidadania Campinense ao professor e pesquisador Josemir Camilo de Melo. A homenagem foi proposta pela vereadora Jô Oliveira, que ressaltou a importância da trajetória do novo cidadão campinense e sua contribuição para a formação intelectual e cultural da Rainha da Borborema.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

A sessão contou com a presença de autoridades, acadêmicos, ex-alunos e familiares. Entre eles, estiveram Thélio Farias, presidente da Academia de Letras de Campina Grande; Marisa Braga de Sá, mestra em Geografia e ex-coordenadora do curso de História da UFCG; Carlos Roberto Medeiros, ex-aluno do homenageado; e o deputado estadual Félix Araújo Filho. Amigos e parentes também marcaram presença para celebrar a honraria

Nascido no Recife, em 1947, Josemir viveu a infância e juventude em Goiana (PE), onde estudou em instituições tradicionais como o Ginásio Manoel Borba e o Seminário Carmelitano. Mais tarde, formou-se em História pela Universidade Católica de Pernambuco, tornando-se mestre pela UFPE com a dissertação: A Lavoura Canavieira em Pernambuco e a Expansão do Capitalismo Britânico (1870-1890). Conquistou também o PhD pela mesma universidade, com a tese: Modernização e Mudanças: Um Trem Inglês nos Canaviais do Nordeste (1852-1902).

Na carreira docente, atuou em escolas e universidades de Pernambuco e da Paraíba. Lecionou na Universidade Católica de Pernambuco, na Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata e na Universidade Federal da Paraíba, onde foi responsável pela criação do Curso de Bacharelado em História no Campus II, hoje UFCG. Após se aposentar em 2001, ainda atuou como professor visitante na Universidade Estadual da Paraíba e em instituições privadas da região.

Sua formação acadêmica inclui ainda passagem pela London School of Economics, onde realizou pesquisas de doutorado com bolsa da CAPES. Além do magistério, Josemir acumulou mais de mil artigos publicados na imprensa regional, abordando temas ligados à política, cultura e ciências humanas. Sua produção inclui dezenas de artigos em revistas especializadas, capítulos de livros e publicações internacionais, consolidando uma carreira de 45 anos dedicada ao ensino e à pesquisa histórica.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Durante a solenidade, a vereadora Jô Oliveira ressaltou o legado do homenageado. Em seu discurso, afirmou: “Hoje nós temos essa lei (9.907 de 22/08/2025) que concede o Título de Cidadania Campinense que o reconhece nesse lugar de cidadão campinense e nós somos muito felizes de ter a sua trajetória também perpassada pela história de Campina Grande”. Ela agradeceu a contribuição do professor, dizendo: “Muito obrigada por toda a sua contribuição (…). Como também, por trazer aqui, esta noite, pessoas que também contribuem com a história de Campina Grande”, finalizando com reconhecimento ao legado construído através da educação e da luta em defesa dos movimentos negros.

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O deputado estadual Félix Araújo Filho também ocupou a tribuna para homenagear Josemir. Destacou sua atuação pública e sensibilidade social ao afirmar: “O professor Josemir Camilo sempre esteve à frente das causas populares, nas grandes questões do interesse do povo de Campina Grande”. Em tom afetuoso, completou: “Agora somos conterrâneos, o senhor é meu irmão. Nosso sangue está fundido pela magia que se chama Campina Grande (…). Meus cumprimentos, professor Josemir. Bem vindo a eternidade que se chama Campina Grande”. Finalizou.

Em seu discurso de agradecimento, Josemir falou sobre a relação construída ao longo dos anos com Campina Grande. Disse: “O lugar em que nascemos é pátria forçada e aquele de que somos cidadãos é pátria forçosa. Ou seja, vigorosa! Aquela é mãe por acidente, está é mãe por afeto”. Recordou momentos marcantes de sua convivência com a cidade, afirmando: “Minha campinencidade foi construída sem perceber, pela inclusão no dia a dia da cidade, das visitas nos cinemas de arte (…) e como pedestre percorrendo cada canto desta cidade”. Ele também relembrou que, mesmo pesquisando no exterior, manteve vínculo com Campina: “Mesmo tendo saído para pesquisar no estrangeiro, não me descuidei de Campina, pontualmente de lá (Londres) mandava meus artigos de opinião”.

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Finalizando seu discurso, o novo cidadão campinense destacou o papel da cidade em sua formação intelectual: “Campina foi a minha afirmação cultural, começo da minha maturidade intelectual e familiar (…). Campina fez de mim um escritor”. Agradeceu a presença de todos, reforçando o orgulho por receber o título que, segundo ele, apenas oficializa uma ligação afetiva construída ao longo de décadas.

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Câmara reforça prerrogativa de fiscalização e amplia cobranças sobre a prestação de serviços públicos

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, nesta quinta-feira, a 110ª Sessão Ordinária, presidida pelo vereador Dinho Papa-Léguas e secretariada pelo vereador Saulo Noronha. A sessão foi marcada por debates sobre a fiscalização de serviços públicos, especialmente após a tentativa de inspeção no reservatório R9 da CAGEPA. Os parlamentares também apresentaram relatos e cobranças, solicitando posicionamentos da gestão municipal sobre questões envolvendo infraestrutura e saúde pública.

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No pequeno expediente, o vereador Balduino relatou a tentativa de visitar o reservatório R9 da CAGEPA, no bairro Santa Rosa, cuja entrada não foi autorizada. Disse que, mesmo sem acesso, drones identificaram rupturas, aberturas no telhado e presença de aves dentro da estrutura. Segundo o vereador, moradores temem o risco de ruptura e alguns já buscam outras casas para morar. Além disso, defendeu que a Câmara realize uma visita formal e cobre respostas da companhia.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

A vereadora Waléria Assunção defendeu o direito institucional dos vereadores de fiscalizar, mas destacou que o R9 é uma área técnica e que visitas precisam ser acompanhadas de ofício e de especialistas. Waléria colocou-se à disposição para participar de uma visita técnica. Em seguida, a vereadora também denunciou problemas no município, como falta de medicamentos, insumos nas unidades de saúde e redução de merendas em algumas escolas, que estariam economizando para cumprir calendário, mas sem seguir o preconizado pelo MEC.

Pimentel Filho informou que o diretor da CAGEPA, Dr. Lucílio, já entrou em contato com a Presidência da Casa para marcar oficialmente a visita ao reservatório. O vereador também cobrou esclarecimentos da gestão sobre pagamentos dos servidores, abastecimento de insumos nos hospitais e a entrega dos fardamentos escolares.

Jô Oliveira, reforçou que a fiscalização é prerrogativa dos vereadores, mas deve seguir protocolos, com ofícios e respeito às normas técnicas de cada espaço. Além disso, a vereadora pediu coerência e o mesmo rigor fiscalizatório em casos anteriores, como o óbito de mãe e bebê na maternidade ISEA.

O vereador Olimpio Oliveira relembrou que, em visita conjunta ao ISEA, também houve áreas com acesso restrito, como salas de parto, e que a oposição respeitou os protocolos. Disse que entende a necessidade de autorização para algumas dependências e reforçou que a Câmara deve priorizar votações de projetos e requerimentos importantes para a população.

Anderson Pila destacou a importância social da CAGEPA para Campina Grande e região, e criticou tentativas de usar o tema para desviar o foco de problemas da gestão municipal. Citou ainda a situação do antigo prédio da Secretaria de Administração, cuja estrutura estaria se deteriorando e pontuou que a população convive com falta de abastecimento nas unidades de saúde, atrasos em pagamentos e outras dificuldades. Finalizando, afirmou que a população solicita a instalação da CPI da saúde.

O vereador Frank Alves, no Dia Mundial de Combate ao Câncer, relatou demandas de pacientes oncológicos que aguardam por tratamentos e consultas, incluindo um caso de câncer de esôfago cuja avaliação só foi marcada para janeiro. Ele defendeu que o atendimento seja rápido para esses pacientes, diante da gravidade da enfermidade. Sobre fiscalização em órgãos públicos, defendeu que deve ocorrer sem aviso prévio, citando que vistorias em hospitais são feitas de surpresa e que o mesmo critério deve valer para outras áreas públicas.

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A vereadora Aninha Cardoso relembrou que, na visita ao ISEA, vereadores da situação e da oposição estiveram juntos e só puderam acessar ambientes autorizados pela direção da maternidade. Relatou ainda que tenta, há dois dias, contato com a gestão municipal para tratar sobre uma escola cujo telhado caiu, mas sem retorno. A vereadora cobrou ainda manutenção urgente em espaços públicos, como o CERAST e alertou para diversos casos que precisam de resposta da gestão.

Severino da Prestação, agradeceu à STTP pela sinalização no contorno da Juscelino Kubitschek e relatou preocupação com possíveis falhas no Hemocentro, após receber relatos de doadores sendo orientados a adiar a coleta por falta de material, sugerindo que a Câmara verifique a situação. Sobre a CAGEPA, defendeu que os vereadores têm total prerrogativa para fiscalizar o reservatório, por se tratar de concessão municipal, argumentando que fiscalizações não devem ser previamente agendadas para garantir transparência. Reconheceu que a tentativa de visita já surtiu efeito, pois deve acelerar correções estruturais no reservatório, mesmo que a inspeção oficial seja marcada apenas para a próxima semana.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Plinio Gomes, sobre a visita realizada à CAGEPA, registrou repúdio ao impedimento de entrada da comitiva de vereadores, afirmando que o subgerente da unidade não permitiu o acesso e não ofereceu acolhimento institucional. O vereador ressaltou que o abastecimento de água é competência municipal delegada à CAGEPA por concessão, o que reforça a prerrogativa dos parlamentares de fiscalizar o serviço, especialmente após o episódio do rompimento da cisterna. O vereador finalizou pedindo respeito ao trabalho parlamentar e esperança de que, na próxima visita, os vereadores sejam recebidos adequadamente para cumprir seu papel de fiscalização.

No grande expediente, o vereador Alexandre Pereira retomou o tema que envolve a visita dos parlamentares ao reservatório da CAGEPA no Santa Rosa, afirmando que os vereadores da Casa foram impedidos de cumprir seu papel constitucional de fiscalização. Ele citou cláusula contratual da concessão firmada entre a Prefeitura de Campina Grande e a CAGEPA, destacando que o serviço de abastecimento de água é de competência municipal e foi repassado à companhia estadual, o que, segundo ele, garante a legitimidade da Câmara para fiscalizar as instalações e a prestação do serviço.

O vereador Alexandre exibiu ainda imagens do reservatório R9, no Santa Rosa, apontando ferragens expostas, rachaduras e trechos do telhado quebrado, além de relatos de moradores que enfrentam medos diante de um possível rompimento. Por fim, reforçou que os vereadores continuarão buscando acesso às unidades da CAGEPA, defendendo que a fiscalização é dever legal da Câmara de direito da população.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Concluindo o grande expediente, o vereador Rafafá ressaltou que a visita dos vereadores à CAGEPA está amparada pela prerrogativa legal de fiscalização e lamentou o impedimento de entrada na unidade, bem como críticas de setores da imprensa que, segundo ele, desinformam a população ao afirmar que os parlamentares não possuem competência para o ato. Nesse sentido, disse que tornará pública as suas fiscalizações para evitar distorções sobre o trabalho da Câmara, ressaltando que a fiscalização, tanto da situação quanto da oposição, beneficia a população.

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CMCG homenageia os advogados Leidson Farias, Thélio Farias e Ricardo Souto com Medalha de Honra ao Mérito

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, na manhã desta quarta-feira (26), logo após a sessão ordinária, uma cerimônia de reconhecimento aos advogados Leidson Queiroz Farias, Thélio Queiroz Farias e Ricardo Alves Souto, que receberam do Poder Legislativo de Campina Grande a Medalha de Honra ao Mérito Municipal. A propositura foi apresentada pelo vereador Olimpio Oliveira.

Participaram da solenidade o deputado estadual e ex-prefeito de Campina Grande, Félix Araújo; Elizabeth Marinheiro, representante da Academia Paraibana de Letras; José Mário da Silva Branco, da Academia de Letras de Campina Grande; Eneida Agra Maracajá, professora e ativista cultural; além de advogados, familiares e amigos dos homenageados.

Thélio Queiroz Farias, além da atuação destacada na advocacia, tem papel de relevância na condução da Academia de Letras de Campina Grande, contribuindo para a formação de novos leitores, especialmente entre estudantes da rede pública, incentivando o hábito da leitura.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Já Leidson Meira e Farias nasceu em Serra Branca, graduou-se em Direito pela Universidade Federal da Paraíba em 1963 e, no ano seguinte, já estava inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba. Em meio à crise de 1948, por decisão de seus pais, Nezinho e Maura, vieram para Campina Grande com o irmão, estudando no Colégio Pio XI e permanecendo definitivamente na cidade a partir de 1949.

Ricardo Alves Souto é advogado, amante da literatura, poeta, ensaísta e romancista, com mais de sessenta obras escritas. Professor renomado de cursos preparatórios para concursos, ele é reconhecido por colaborar com a formação de jovens que almejam ingressar no serviço público.

Em sua justificativa, o vereador Olimpio Oliveira destacou a importância dos três homenageados para o município, ressaltando sua grande admiração pelo Dr. Leidson Farias. “Queria destacar, para que fique nos anais desta casa, o meu apreço, o respeito que tenho pelo Dr. Leidson Farias, pela sua trajetória e pela sua história (…). O Dr. Leidson é uma unanimidade! Posso dizer isso sem receio de estar exagerando”, afirmou, lembrando do passado, destacando que o escritório da família, localizado no Edifício Lucas, foi um espaço dedicado à cultura e à literatura: “Aquilo é um ponto de cultura. Um templo de edificação do conhecimento, do saber, do gosto da leitura, da literatura”.

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O vereador também ressalta a relevância de Thélio Farias: “É o homem que ressuscitou a Academia de Letras de Campina Grande e que dá alma a esta academia”. Em relação a Ricardo Souto, disse: “Nós estamos aqui para homenagear três intelectuais. Essa casa, das leis, hoje faz justiça. (…) No momento que chama o advogado Ricardo Souto, um jovem e talentoso advogado. Uma usina de escrever livros, dezenas de livros. Um dos grandes doutrinadores do direito, de Campina Grande”.

Olimpio concluiu seu discurso destacando a honra do momento: “Eu me sinto profundamente honrado, de ter recebido essa oportunidade de Deus de estar aqui neste templo, porque, na verdade, é uma homenagem que se presta, mas quem presta, está sendo homenageado. Eu agradeço a deferência dos três, de ter permitido ao vereador Olimpio Oliveira de ter apresentado as propostas”. E finalizou: “Fico feliz, por demais, de poder neste dia 26 de novembro de 2025, poder fazer parte da história de Campina Grande, no momento que a cidade chama três grandes personalidades para homenagear”.

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O homenageado Dr. Thélio Farias também fez uso da tribuna, falando em seu nome e em nome de seu pai, Dr. Leidson. “Essa comenda que recebo, juntamente com meu pai. Para ele e para mim é motivo de múltiplas emoções. A primeira delas, por ser uma homenagem de Campina. Meu pai e eu sempre tivemos uma verdadeira paixão por Campina Grande. Talvez porque, como dizia Alcides Carneiro: ” Campina está na serra para ficar mais perto de Deus”. Ele acrescentou: “Na nossa família, existe uma regra… Por Campina, tudo! Para Campina, tudo! Contra Campina, nada! Meu pai e meu avô sempre pregaram que Campina Grande deve estar em primeiro lugar. Acima da nossa vontade pessoal, da nossa ideologia, ou simpatia político-partidária. Campina é e será sempre o nosso grande amor”, finalizou, agradecendo a todos.

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O advogado Dr. Ricardo Alves Souto também discursou, agradecendo a presença dos participantes. “É uma imensa honra estar aqui na cidade de Campina Grande, na Rainha da Borborema, terra que eu amo e que todos nós aqui amamos, seja por adoção ou por nascimento. A honra é imensa, mas primeiramente, queria agradecer a Deus sobre todas as coisas, porque toda honra e toda a glória é do Pai, é dele”.

Ele ressaltou a importância da família Farias e de Félix Araújo em sua trajetória: “Minha vida foi aproximada à família de Félix em diversos momentos e, em todos eles, eu fui absurdamente, emblematicamente, extremamente recebido com todo carinho e com todo afeto”. Ao destacar a figura do patrono da Casa Legislativa, afirmou: “Essa terra de bravos, não será terra de escravos nem reinado de opressão! Esse é um menino homem. Talvez o único menino homem registrado na história da Paraíba que resolveu que iria mudar a história da Rainha da Borborema”.

Ricardo Souto concluiu lembrando que “Félix Araújo deixou seu nome registrado aqui, sua marca na história, para mostrar que uma pessoa é capaz de mudar o destino de uma cidade e de um estado como um todo”.

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Câmara destaca realização da III Feira do Empreendedorismo Estudantil

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, nesta quarta-feira, a 109ª Sessão Ordinária, conduzida pelo vereador Dinho Papa-Léguas e secretariada pelo vereador Saulo Noronha. Durante os trabalhos, os parlamentares trataram de temas ligados à educação, cultura, infraestrutura e abastecimento de água no município. O destaque da sessão foi a apresentação da III Feira do Empreendedorismo Estudantil, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Educação, além de debates sobre ações voltadas às escolas, homenagens culturais e discussões relacionadas à gestão do saneamento em Campina Grande.

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A vereadora Carol Gomes, abrindo o pequeno expediente, destacou o trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação com a realização da III Feira do Empreendedorismo Estudantil. Segundo ela, o projeto “Dei Valor” permite que os alunos da rede municipal vivenciem na prática conceitos de educação financeira e protagonismo estudantil, aplicando, na feira, todo o conteúdo aprendido em sala de aula. Ao final do ano letivo, os estudantes expõem e comercializam produtos confeccionados por eles, utilizando a moeda pedagógica própria, denominada “Borborema”. Carol também mencionou a campanha Novembro Roxo, ressaltando a importância da conscientização sobre a prematuridade e parabenizando o trabalho realizado pela Maternidade ISEA, referência em alto risco e com unidades especializadas de pré-natal para Campina Grande e municípios vizinhos. A vereadora registrou ainda o excelente serviço prestado pelo Banco de Leite instalado na unidade.

O vereador Rafafá destacou o lançamento do programa “Dinheiro na Escola”, anunciado na véspera, que garante o repasse de R$ 1 do município para cada R$ 1 recebido do Governo Federal, ampliando os investimentos na rede municipal de ensino. Ele registrou o agradecimento da gestora da Escola Cassiano Pereira, no bairro da Liberdade, pela aprovação de requerimento de sua autoria que garantiu a troca e instalação de novos aparelhos de ar-condicionado na unidade. Rafafá acrescentou que a Secretaria de Educação está instalando 60 novos equipamentos de climatização em escolas e creches do Aluízio Campos. Por fim, manifestou preocupação com a situação da UEPB, que permanece em greve.

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O vereador destacou a sessão solene realizada no dia anterior, conduzida pelo vereador Dinho Papa-Léguas, na qual foi entregue a Medalha de Honra ao Mérito Municipal à Quadrilha Junina Moleca Sem Vergonha, em reconhecimento à sua representatividade cultural para Campina Grande. Ele lembrou que já havia homenageado a quadrilha anteriormente com o título de utilidade pública, garantindo benefícios institucionais à entidade. Ressaltou ainda dois projetos de sua autoria: a lei que instituiu o maior festival de quadrilhas juninas do mundo, realizado pela própria Moleca Sem Vergonha, e o projeto sancionado pelo prefeito que confere à quadrilha o título de Patrimônio Cultural e Imaterial do Município. Por fim, ao tratar da causa animal, informou ter protocolado um projeto de lei que autoriza a criação do primeiro crematório público de animais em Campina Grande.

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No grande expediente e já encerrando a sessão, o vereador Alexandre do Sindicato disse que o Governo do Estado deu o primeiro passo na direção da privatização de parte do saneamento operado pela CAGEPA. Segundo o vereador, um governo que se declara socialista e defensor de uma máquina pública robusta começa agora a pensar na linha da privatização, o que ele classificou como motivo de satisfação. O vereador afirmou que a mudança torna mais fácil a revogação do contrato com Campina Grande, reforçando que “a cidade não pode ser refém de uma empresa que entrega um serviço de má qualidade.

Saulo Noronha, em concordância com o vereador, defendeu também que a cidade poderia ser responsável pela própria gestão do abastecimento de água e do esgoto. Severino da Prestação disse que tem informações que esse processo de PPS com a CAGEPA já ocorre há um tempo, o que também irá render recursos para o governo do estado. Frank Alves acrescentou a questão da tarifa de água, que diante de entradas de gestões de governadores e deputados, ninguém olha para a situação. Taxa em quase 100 reais, independente de consumir ou não, mas deveria pagar o que se consome. Balduino se acostou às falas, informando que João Pessoa também enfrenta dificuldades no abastecimento de água e também falou sobre a taxa de água, além dos super salários de quem trabalha no órgão. Olimpio Oliveira falou sobre a importância de buscar a melhoria e transparência dos serviços públicos e não apenas a defesa da privatização, sobretudo porque se tem o exemplo da ENERGISA, que apresenta uma série de dificuldades na entrega do seu serviço.

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O debate sobre a atuação da CAGEPA e a possibilidade de privatização do saneamento ganhou destaque e o vereador Saulo Noronha concordou com as falas, reforçando que o município poderia assumir a gestão da água e do esgoto, garantindo mais autonomia e qualidade no serviço. O vereador Severino da Prestação acrescentou que o processo de parceria público-privada já estaria em curso há algum tempo e que deve gerar receita para o Governo do Estado. Frank Alves criticou a tarifa mínima de água, que, segundo ele, se aproxima de R$ 100 mesmo quando o usuário não consome o serviço, defendendo uma cobrança proporcional ao uso. Balduíno também se juntou às críticas, apontando dificuldades também em João Pessoa, mencionando valores tarifários e salários considerados elevados dentro da companhia. Já o vereador Olímpio Oliveira ponderou que o foco não deve ser apenas a defesa da privatização, mas a busca por transparência e melhoria real dos serviços públicos, lembrando que modelos privatizados, como o da Energisa, também enfrentam frequentes reclamações dos usuários.

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Pela liderança, Anderson Pila contestou a defesa da municipalização do saneamento, afirmando que a gestão municipal enfrenta dificuldades para administrar seus próprios serviços e, por isso, não teria condições de assumir a administração de órgãos como a CAGEPA. Ele também comentou os últimos acontecimentos envolvendo a companhia, destacando que, após o rompimento da cisterna, o Governo do Estado assumiu integralmente as indenizações e demais ações de suporte às famílias afetadas.

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CMCG concede Medalha de Honra ao Mérito Municipal à Quadrilha Moleka 100 Vergonha

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou na noite desta terça-feira (25), uma sessão solene para conceder à Quadrilha Moleka 100 Vergonha a Medalha de Honra ao Mérito Municipal, em homenagem aos 25 anos de fundação do grupo. A propositura foi apresentada pelo vereador Dinho Papa-léguas. Estiveram presentes: parlamentares, o presidente da quadrilha, Mahatma Gandhi Araújo Vieira, o deputado estadual Tovar Correia Lima, integrantes do grupo, familiares e amigos.

Fundado em 8 de fevereiro de 2000, no bairro das Malvinas, o Grupo de Cultura Popular Quadrilha Junina Moleka 100 Vergonha tornou-se referência na apresentação de quadrilha junina estilizada. Ao longo de sua trajetória, conquistou reconhecimento estadual e municipal como entidade de utilidade pública, por meio da lei estadual nº 12.546/2022 e da lei municipal nº 8608/2023. Atualmente, é presidido por Mahatma Gandhi Araújo Vieira e tem como vice-presidente Duane Gonçalves Guimarães da Silva.

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Além das apresentações juninas, a Moleka 100 Vergonha é responsável pela realização do “Maior Festival de Quadrilhas Juninas do Mundo” e do projeto natalino “Uma estrela armorial”. Ao longo de 25 anos, o grupo consolidou-se como um dos principais difusores da cultura paraibana, sendo a quadrilha mais premiada do estado e uma das únicas do país a conquistar títulos Nordestino e Nacional.

A quadrilha também se destaca pela promoção do turismo cultural, levando a cultura nordestina para eventos como o Rural Maringá 2024, o Simpósio Junino em Brasília (2015 e 2016), a Feira de Turismo de Maceió 2023 e a Feira Internacional de Turismo de São Paulo 2022. Participações em programas de grande audiência, como: Fantástico, Criança Esperança, É de Casa, Esporte Espetacular e Esquenta, ampliaram ainda mais sua visibilidade, incluindo projeção internacional na Travel TV.

Durante a solenidade, o vereador Dinho Papa-léguas destacou a importância histórica e cultural da quadrilha. “Hoje, homenageamos não apenas uma quadrilha junina, homenageamos um símbolo, uma força popular, uma força que transcende gerações, a Quadrilha Moleka 100 Vergonha”, afirmou. Ele também ressalta o legado do grupo ao dizer que “A Moleka não nasceu grande, ela se fez grande, pois soube transformar paixão em disciplina, sonho em trabalho, cultura em vitória”.

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O parlamentar ressaltou ainda o impacto emocional e social da quadrilha: “A Moleka 100 Vergonha dançou para além dos arraiais, ela dançou no coração do povo”, disse. Ao finalizar, destacou a grandiosidade do reconhecimento: “A medalha de Honra ao mérito que entregamos hoje, não é apenas uma homenagem, é um reconhecimento daquilo que já está escrito na história”.

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O presidente do grupo, Mahatma Gandhi, agradeceu emocionado o reconhecimento da Casa Legislativa e falou sobre a “Fábrica Junina”, espaço criado pela quadrilha para qualificação de seus membros, com oficinas de costura, estúdio de música, área para ensaios e outras estruturas de formação artística. Sobre o trabalho contínuo, destacou: “A Moleka pegou aquela capacidade que nós temos de dançarinos e grandes artistas e passamos o ano todo fazendo arte, cultura e profissionalizando essas pessoas”.

Ele também enfatizou o orgulho em ver pessoas de diversas cidades participando do grupo e lembrou as dificuldades enfrentadas até alcançar o reconhecimento atual. “Se não fosse essa turma aqui! Eles são guerreiros! A Moleka hoje é Paraíba e nós recebemos gente de todas as cidades”, afirmou destacando a dimensão social do projeto.

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Em suas considerações finais, Mahatma Gandhi falou sobre o impacto social da quadrilha na vida de jovens e adultos, especialmente na formação artística e no afastamento das drogas. Ele ressaltou: “A gente entra na eternidade de várias formas (…). Se conseguir tirar a pessoa das drogas, profissionalizar, ali você ficou eterno na vida daquela pessoa e de seus familiares”. E concluiu: “Se a Moleka fizer 25 anos e conseguir salvar a vida de uma pessoa, já valeu os 25 anos! No entanto, sei que a gente já conseguiu muito mais que isso”.

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Vereadores discutem gestão municipal e instalação de nova CPI

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou a 108ª Sessão Ordinária, presidida pelo vereador Dinho Papa-Léguas e secretariada pelo vereador Rafafá. A plenária foi marcada por debates sobre a situação do abastecimento de água em diversas comunidades, reivindicações de servidores referentes ao calendário de pagamento, além da discussão sobre a abertura e o andamento de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).

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No pequeno expediente, o vereador Plínio criticou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-a como arbitrária e sem fundamento para acusação de golpe, argumentando que o ex-presidente “não cometeu corrupção” e se encontrava nos Estados Unidos no dia 8 de janeiro, o que inviabilizaria qualquer participação. Afirmou que não se tratava de posicionamento ideológico, mas de uma defesa do exercício democrático de agentes públicos, alertando que situações semelhantes podem atingir outros parlamentares. Também destacou a entrega de 60 salas climatizadas no Aluízio Campos pela gestão municipal, citando estudo da Universidade Federal de Juiz de Fora sobre o impacto do conforto térmico na aprendizagem, e parabenizou o prefeito Bruno Cunha Lima e o secretário Asfora Neto pelo investimento na educação.

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Com relação a gestão municipal, Olímpio Oliveira contestou declarações recentes do prefeito Bruno Cunha Lima à imprensa, afirmando que o gestor generaliza críticas contra toda a oposição e desconsidera que a bancada tem aprovado reiteradamente suplementações orçamentárias fundamentais para o funcionamento da administração. Destacou a presença de servidores no plenário cobrando o cumprimento do calendário de pagamento, especialmente profissionais da saúde. Olimpio também voltou a denunciar atrasos no repasse das subvenções a instituições de caridade, que enfrentam risco de interrupção de atividades.

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O vereador Dinho Papa-Léguas destacou inicialmente a campanha Novembro Azul, reforçando a importância dos exames preventivos contra o câncer de próstata para homens acima de 40 anos. Relatou ter sido abordado pela equipe da FAP no Clube Campestre, que realiza gratuitamente o exame em parceria com a instituição, e incentivou tanto associados quanto não associados a buscarem atendimento nas unidades de saúde. Em seguida, voltou a criticar a CAGEPA pelas condições das obras realizadas nas ruas Félix Carolino e Reverendo Augusto, no Alto Branco, afirmando que os serviços têm deixado transtornos para moradores e comerciantes.

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A vereadora Waléria Assunção direcionou sua fala aos servidores presentes, afirmando que eles estão deixando seus postos de trabalho para reivindicar um direito básico que é o pagamento em dia. Waléria também criticou declarações do prefeito Bruno Cunha Lima, afirmando que ele generaliza ataques à oposição enquanto não esclarece denúncias envolvendo suposto desvio de finalidade do Fundo Municipal de Saúde e outros temas relacionados a empresas abertas recentemente para serviços de lavanderia hospitalar. Ela questionou a prioridade da gestão ao destinar recursos à decoração do Natal Iluminado e finalizou afirmando que a oposição cumpre seu papel institucional.

Concluindo o pequeno expediente, o vereador Rostand Paraíba utilizou a tribuna para cobrar abastecimento de água no assentamento Quebra Quilos, em São José da Mata, afirmando que as famílias dependem exclusivamente de carro-pipa da Prefeitura. Rostand também relatou reclamações de caçambeiros que estariam sendo multados pela SESUMA por não terem local disponível para descarte de material, sugerindo áreas possíveis e pedindo que a Câmara reúna esses trabalhadores para relatar a situação. Além disso, denunciou supostos excessos de fiscalização no órgão e criticou o tratamento dado à população no Centro de Zoonoses, relatando cobranças elevadas para retirada de animais apreendidos e condições inadequadas no local.

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Já no grande expediente, o vereador Balduíno voltou a cobrar esclarecimentos da Cagepa sobre a recorrente falta de água em diversos bairros de Campina Grande. Ele também citou que há, na Paraíba, pelo menos 42 reservatórios em situação de emergência e defendeu que a Câmara convoque a diretoria da empresa para um posicionamento público. Durante a discussão, reconheceu a importância de também ouvir as reivindicações dos servidores presentes na Casa, que pedem calendário de pagamentos e salários em dia. Encerrando, o vereador reafirmou seu compromisso de defender os interesses da cidade.

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O vereador Alexandre Pereira iniciou sua fala retomando o debate sobre a Cagepa, exibindo a conta de água de uma moradora do sítio Capim Grande que, segundo ele, está há dois meses sem abastecimento doméstico, mas continua pagando pelo serviço. Em seguida, criticou o que chamou de tentativa de alguns setores de “pregarem o caos” apenas sobre a gestão municipal, enquanto o Governo do Estado acumula problemas, citando rejeição de contas da educação, da PB Saúde e, sobretudo, o caso das cirurgias do programa Opera Paraíba no Hospital de Clínicas, que resultaram em perda de visão para dezenas de pessoas e voltaram a ganhar repercussão nacional em rede de TV.

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Diante disso, anunciou que a bancada de situação está protocolando um pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito, a chamada “CPI do Hospital de Clínicas” para apurar as responsabilidades pelo episódio, ouvir a entidade contratada, a direção do hospital e esclarecer que tipo de assistência vem sendo oferecida às vítimas. Alexandre enfatizou que a CPI é uma iniciativa coletiva da bancada governista e que o processo seguirá o regimento, que limita a duas CPIs em funcionamento simultâneo.

Pela liderança, o vereador Anderson Pila afirmou que está disposto a assinar a CPI apresentada pela bancada de situação, mas cobrou reciprocidade, defendendo que os demais vereadores também assinem as duas CPIs já protocoladas pela oposição para que a Câmara dê respostas completas à população.

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Câmara aprova projeto de Rafafá que denomina de “Ademir da Farmácia” a UBS Liberdade III

A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou, nesta quinta-feira (4), o projeto de lei, de autoria do vereador Rafafá (União Brasil), que denomina a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Liberdade III com o nome de Ademir Cabral, conhecido popularmente como Ademir da Farmácia do 40.

De acordo com o texto, a iniciativa busca homenagear uma figura amplamente reconhecida pela comunidade devido ao seu papel no cuidado cotidiano com a saúde da população. Ademir da Farmácia, segundo a justificativa do projeto, desempenhou, por décadas, um trabalho marcado pela empatia, orientação e atenção direta sos seus clientes, sobretudo aos aos moradores do bairro da Liberdade, Quarenta e adjacências, tornando-se referência como agente comunitário informal de saúde.

Conforme Rafafá, atribuir o nome de Ademir à unidade é uma forma de eternizar o legado de alguém que dedicou sua vida ao serviço ao próximo. O vereador destaca que o homenageado simboliza “a essência do cuidado primário em saúde”, criando vínculos de confiança e contribuindo para o bem-estar coletivo.

Com a aprovação, a UBS Liberdade III passará. oficialmente, a se chamar Unidade Básica de Saúde Ademir Cabral (Ademir da Farmácia), assim que a lei for publicada. A norma também revoga quaisquer disposições em contrário.

O projeto foi votado na Sala das Sessões da Câmara Municipal, na Casa de Félix Araújo, e agora segue os trâmites para sanção do Poder Executivo.

***Conteúdo de responsabilidade da Assessoria de Comunicação