Sessão aborda fiscalização de recursos públicos, mobilidade urbana e cenário internacional

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, nesta terça-feira (07), a 89ª Sessão Ordinária, sob a presidência do vereador Saulo Germano e secretariada por Rafafá. A pauta da sessão reuniu debates no pequeno e grande expediente, com destaque para temas relacionados à saúde pública, ao trânsito do município e a questões de repercussão internacional, como o conflito envolvendo Israel e a guerra no Oriente Médio.

Abrindo o pequeno expediente, o vereador Rostand PB abordou a situação dos radares e semáforos instalados na cidade, destacando que elaborou um projeto de lei para regulamentar o horário de funcionamento dos equipamentos que registram infrações. Segundo o parlamentar, os motoristas são multados após as 23h e a sua proposta apresentada prevê que, entre 22h30 e 5h da manhã, os semáforos com radares permitam a passagem sem registro de multa. Rostand solicitou à STTP que avalie o tema e adote as medidas necessárias para garantir o cumprimento da norma proposta.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

A vereadora Aninha Cardoso tratou sobre as suplementações orçamentárias encaminhadas pelo Executivo e a urgência solicitada para votação dos projetos. Em sua fala, questionou o destino dos recursos, ressaltando que, apesar da celeridade na aprovação das matérias, os servidores municipais continuam sem receber seus salários atrasados. A parlamentar demonstrou preocupação com a retirada de mais de 60 milhões de reais da Secretaria de Obras e, ao mencionar declarações recentes do médico Dr. Dalton Gadelha em entrevista, afirmou ser necessário que a Câmara adote providências, inclusive com a possibilidade de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a aplicação dos recursos públicos.

Complementando o tema, o vereador Olímpio Oliveira declarou que subscreve o pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de apurar a aplicação dos recursos municipais. O parlamentar destacou ainda que as subvenções sociais permanecem sem pagamento, acumulando atrasos de aproximadamente cinco meses. Olímpio também criticou o caráter de urgência na votação das suplementações orçamentárias, observando que, apesar da rapidez na aprovação, os problemas apresentados como justificativa para a liberação dos recursos continuam sem solução efetiva.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

O vereador Frank Alves encerrou o pequeno expediente parabenizando o Hospital da FAP pela campanha alusiva ao Outubro Rosa, voltada à prevenção do câncer de mama. Ele destacou a importância da iniciativa, que está disponibilizando mamografias gratuitas às mulheres, e reforçou o convite para que o público feminino procure a instituição nos dias 9 e 10 de outubro. O parlamentar ressaltou que o melhor caminho é a prevenção e defendeu que políticas públicas de saúde voltadas à mulher sejam ampliadas e mantidas durante todo o ano.

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No grande expediente, o vereador Wellington Cobra apresentou denúncias relacionadas à saúde pública do município. Entre as situações relatadas, mencionou a compra de cânulas por pacientes para realização de procedimentos, a demora nos atendimentos da UPA Dinamérica e casos em que, segundo o parlamentar, o profissional responsável pelo raio-X teria atrasado o serviço por estar gravando vídeos para redes sociais. O vereador também apontou que houve encaminhamento de medicação antes da realização de exames, classificando a situação como preocupante, e afirmou que a Câmara tem aprovado suplementações orçamentárias destinadas à saúde, esperando que os recursos sejam aplicados de forma efetiva para resolver os problemas relatados. Por fim, cobrou a regularização dos salários atrasados dos servidores municipais, enfatizando a necessidade de valorização dos profissionais da área.

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O vereador Alexandre Pereira utilizou o grande expediente para comentar a situação envolvendo Israel e a guerra no Oriente Médio, posicionando-se em defesa do Estado de Israel. Ele relembrou o episódio ocorrido em 7 de outubro de 2023, quando o grupo Hamas invadiu um evento de música eletrônica e cometeu ataques que resultaram na morte de crianças, mulheres, idosos, homens e soldados, além do sequestro de centenas de reféns. O parlamentar criticou o posicionamento do governo federal, afirmando que o país tem se colocado em defesa de um grupo terrorista, e destacou a relevância tecnológica e econômica de Israel, alertando que o rompimento de vínculos diplomáticos poderá trazer prejuízos para outras nações. Alexandre acrescentou ainda que não votará a favor de títulos de cidadania ou medalhas de honra ao mérito a pessoas que defendam pautas às quais é contrário, como o apoio a grupos terroristas, a legalização das drogas e o aborto.

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CMCG concede Título de Cidadania Campinense ao artista Humberto Lopes

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, na noite desta segunda-feira (6), uma Sessão Solene em homenagem ao artista e diretor de teatro Humberto Lopes, que recebeu o Título de Cidadania Campinense. A propositura foi de autoria da vereadora Jô Oliveira, que destacou a trajetória de vida e a contribuição cultural do homenageado para a cidade. O evento contou com a presença de artistas, familiares e amigos de Humberto, sendo marcado por momentos de emoção, músicas e declamações de poesias.

A solenidade teve início com uma apresentação musical de Cleiton Teixeira, integrante do grupo “Quem Tem Boca É Para Gritar”, que interpretou a canção Chega Junto, de Adeildo Vieira. O clima cultural da noite refletiu a própria história do homenageado, cuja vida sempre esteve ligada às artes e ao teatro popular.

Natural de Alto Santo, no Ceará, Humberto Lopes chegou ainda criança a Campina Grande, acompanhado dos pais e dois irmãos. Sua família, de origem rural, enfrentou as dificuldades impostas pela seca nordestina e buscou na cidade melhores condições de vida. Em Campina, Humberto cresceu e deu início à sua trajetória artística, conciliando o trabalho como mecânico de manutenção, após estudar no SENAI, com o envolvimento nas artes plásticas no Ateliê Livre do Museu de Artes de Campina Grande. Nesse espaço, ligado à Universidade Estadual da Paraíba, fundou com Josafá de Orois o movimento A Arte Somos Nós, que reuniu artistas locais.

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Seu contato com o teatro surgiu no Colégio Estadual da Prata, sob a orientação de Eneida Agra Maracajá, mas foi mais tarde que mergulhou de vez na atuação teatral. Incentivado pelo irmão, dedicou-se integralmente à arte cênica e criou o Grupo de Teatro Experimental. Mais tarde, após participar de um Festival de Inverno de Campina Grande, onde conheceu o grupo de teatro de rua Imbuaça, decidiu que seguiria por esse caminho, levando a arte para fora dos prédios e tornando-a acessível ao povo.

Assim nasceu o grupo Quem Tem Boca É Para Gritar, formado por alunos dos cursos ministrados por Humberto no Colégio Estadual da Prata. O grupo utilizava uma sala no Museu de Arte, cedida pela UEPB, e ganhou destaque no cenário cultural local. Buscando aperfeiçoamento, o artista estudou na Escola Nacional de Circo, experiência que contribuiu para seu trabalho no teatro de rua. Ao longo da carreira, dirigiu o espetáculo da Paixão de Cristo e o Auto de Natal em João Pessoa, além de ocupar cargos de destaque na área cultural, como diretor do Circo de Cultura, coordenador de cultura da Secretaria de Educação e Cultura de Campina Grande, e coordenador de artes cênicas da FUNESC entre 2011 e 2015. Atualmente, atua como técnico de teatro na Fundação.

Durante a solenidade, a vereadora Jô Oliveira exaltou a importância de reconhecer personalidades que contribuíram para o crescimento artístico e cultural da cidade:

Foto: Josenildo Costa/CMCG

“Eu quero, em nome de todos os vereadores e vereadoras desta casa que votaram, de forma unânime, esse Título de Cidadania Campinense, que estamos entregando hoje, convidá-lo a ser esse cidadão Campinense; Reconhecidamente a partir desta casa legislativa, mas a gente sabe que a sua prática, sua ação, sua formação já o credencia nesse sentido. Então, parabéns por tudo que você fez por Campina Grande.”

A parlamentar concluiu o discurso reafirmando o reconhecimento ao homenageado: “Eu gostaria, em nome desta casa, de fazer essa entrega desse título de cidadania.”

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Destacando seu veio artístico, os filhos de Humberto, Arthur Lopes Barros e Gabriel Lopes Barros, subiram à tribuna para homenagear o pai com declamações de poesias. Um trecho da poesia “Medo”, recitada por Gabriel, marcou a plateia:

 “Do que você tem medo? De descobrir coisas novas? Ou de contar seus segredos? De alguns bichos peçonhentos ou de partir muito cedo? Alguns têm medo da morte, outros apenas da hora da partida. Mesmo não tendo muita sorte para poder temer a morte, eu aprendi a amar a vida.”

Ao fazer uso da palavra, Humberto Lopes relembrou sua trajetória e o papel transformador da arte em sua vida e na sociedade:

 “A arte é a única possibilidade de mudar o mundo e mudar as pessoas. Hoje, só é possível mudar as pessoas com duas coisas, a arte e a educação infantil que vai gerar uma criança com outras possibilidades e outras perspectivas.”

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Encerrando seu discurso, o artista expressou sua gratidão e o amor que sente pela cidade e pela Paraíba:

“Eu estou com certa idade e, durante todo o tempo, o meu grande sonho era um dia ser reconhecido como um cidadão campinense, um cidadão pessoense e um cidadão paraibano, porque a minha vida é isso, a minha vida foi sempre isso.”

“Ter esse Título, para mim é um grande reconhecimento e é uma coisa que eu agradeço profundamente.”

Atuando há mais de duas décadas na FUNESC, Humberto segue firme em sua missão de democratizar o acesso à cultura, levando oficinas e espetáculos aos municípios do interior da Paraíba. Como ele mesmo resume:

“A arte é para ser distribuída, é para você envolver as pessoas que não têm acesso e ir para os lugares mais distantes, para que aquelas pessoas tenham a possibilidade de ter contato. Isso para mim sempre foi o grande foco”.

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CMCG concede Título de Cidadania Campinense ao empresário Marcos Antônio da Silva

Foi realizada na noite desta quinta-feira (02), na Câmara Municipal de Campina Grande, uma Sessão Solene que concedeu o Título de Cidadania Campinense ao senhor Marcos Antônio da Silva. A propositura foi do vereador Dinho Papa-léguas e contou com a presença de vereadores, representante da OAB local, além de amigos e familiares do homenageado.

Natural de Nova Cruz, no Rio Grande do Norte, Marcos Antônio nasceu em 04 de março de 1966. Filho de Antônio Vicente da Silva e de Marina Gomes da Silva. Construiu sua trajetória de vida em Campina Grande, cidade onde fixou residência. É casado com Maria Norberto dos Santos; pai de Mariana Gisely dos Santos Silva e Rafael Ricardo da Silva Melo, além de avô de Enzo Rafael Braga Melo.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Marcos chegou a Campina Grande em 1988, aos 22 anos de idade, quando veio trabalhar no Distrito dos Mecânicos como funcionário da Empresa Industrial Técnica (EIT). Ao longo dos anos, buscou capacitação profissional, realizando curso técnico em compressores na oficina central de Fortaleza-CE e também o curso de eletropneumática no SENAI de Campina Grande.

Sua trajetória empreendedora foi marcada pela fundação da própria oficina, a “Marcos Antônio da Silva Oficina”, que há mais de 30 anos presta serviços na cidade. Com atuação em importantes obras, entre elas a primeira adutora de Boqueirão, que garantiu o abastecimento de água para Campina Grande, o empresário consolidou-se como referência no setor. Atualmente, sua empresa emprega seis funcionários diretamente, e mantém parcerias com profissionais terceirizados.

Durante a solenidade, o vereador Dinho Papa-léguas destacou a relevância do trabalho e da história de Marcos Antônio da Silva. “Fundador da empresa: Marcos Antônio da Silva Oficina, em 1994, consolidou-se como um exemplo de perseverança e empreendedorismo (…). Sua contribuição não se limita ao setor privado. Ele também participou de obras de grandes relevâncias aqui no nosso estado, como a primeira adutora de Boqueirão, garantindo água para o povo da nossa armada rainha da Borborema”.

Na continuidade de sua fala, o vereador reforçou a importância da homenagem concedida pelo Legislativo Municipal. “Por tudo isso, por sua honradez, seu trabalho, sua dedicação e amor à Campina Grande, a ‘Casa de Félix Araújo’ sob a iniciativa deste vereador, tem a honra de conceder o Título de Cidadão Campinense ao senhor Marcos Antônio da Silva, que mesmo nascido em terras potiguares, é conhecido hoje como verdadeiro filho desta terra, a nossa Rainha da Borborema”.

Dinho Papa-léguas ainda concluiu sua justificativa ressaltando o reconhecimento da Casa Legislativa. “Este título é a justa consagração de uma vida dedicada a servir, construir e amar a cidade que o escolheu. Parabéns!”.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

O senhor Marcos Antônio também utilizou a tribuna para agradecer a honraria. “Fico muito grato a vocês, vereadores e vereadoras desta casa, por esta homenagem especial. Vim do Rio Grande do Norte, muito jovem, e fomos muito bem acolhidos, eu e minha família, por esta cidade que nos recebeu de braços abertos e que, hoje, considero minha cidade”. Ele ainda completou: “Esse Título não é só meu, também é da minha esposa, filho, neto, de todos os meus amigos, colaboradores e clientes que aqui estão e sempre confiaram em mim”. Finalizando seu discurso, declarou: “Recebo essa honraria com gratidão e com o compromisso de honrar Campina Grande, a cidade que me deu tantas oportunidades e que agora também me recebe como filho. Muito obrigado”.

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Hospital veterinário é pauta central de audiência pública sobre a causa animal na CMCG

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, nesta quinta-feira (02), Audiência Pública para debater a causa animal no município, com foco especial na demanda pela implantação de um hospital veterinário público. A iniciativa foi proposta pela vereadora Waléria Assunção e reuniu representantes de entidades e instituições ligadas à proteção e ao bem-estar dos animais.

Compuseram a mesa da audiência a advogada Raquel Batista, membro da Comissão de Direitos dos Animais da OAB; a professora Luciana Medeiros, coordenadora da Comissão de Direitos e Bem-Estar Animal da UEPB; a diretora do Centro de Zoonoses de Campina Grande, Aretusa Nascimento; o Dr. Altamir Costa, membro do Conselho Regional de Medicina Veterinária; a escritora mirim Lívia Evangelística, protetora dos animais e autora do livro As Aventuras de Té e Fernanda Lira, chefe do Núcleo da Gerência da Causa Animal de Campina Grande e o representante do Fórum do Bem-Estar Animal, Rodrigo Freire Costa.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Em sua fala de abertura, a vereadora Waléria Assunção, autora da propositura, destacou que a audiência pública marca um momento simbólico em seu mandato, sendo a primeira que promove como parlamentar. Ela ressaltou que a luta em defesa da causa animal não se faz de forma isolada, mas com o apoio de entidades, protetores independentes, organizações não governamentais e dos demais vereadores que aprovaram de forma unânime a realização do debate.

Para ilustrar a urgência do tema, Waléria apresentou o caso de Isabela, cadela resgatada em situação de maus-tratos, como exemplo das centenas de animais abandonados diariamente em Campina Grande. A parlamentar lembrou que os custos com alimentação, higiene e, sobretudo, com procedimentos veterinários complexos recaem sobre os protetores e abrigos particulares, que frequentemente se encontram endividados e sobrecarregados.

A vereadora apontou ainda as limitações enfrentadas pelo Centro de Controle de Zoonoses, que atualmente abriga número superior ao dobro de sua capacidade, além da suspensão de castrações e da falta de insumos, medicamentos e equipamentos adequados. Segundo ela, essas deficiências não decorrem da atuação dos servidores, que muitas vezes chegam a custear do próprio bolso os atendimentos, mas da ausência de planejamento e de políticas públicas estruturadas para a área.

Waléria defendeu a criação de uma Secretaria Municipal de Bem-Estar e Defesa Animal e, principalmente, a implantação do Hospital Veterinário Municipal, lembrando que a obra já foi objeto de projetos de lei, anúncios oficiais, previsão orçamentária e até de destinação de emendas parlamentares, mas nunca saiu do papel. A vereadora questionou por que, mesmo com terreno disponível para a construção do equipamento, a gestão municipal não efetiva a proposta.

“Não é admissível que a segunda maior cidade da Paraíba ainda não tenha um hospital veterinário público. João Pessoa já dispõe de um hospital, de uma clínica e projeta a construção de mais uma unidade, enquanto Campina Grande segue sem esse equipamento essencial. A saúde dos animais não pode esperar: nosso lema é Hospital Veterinário Já”, finalizou.

O vereador Olímpio Oliveira, que também tem trajetória reconhecida na defesa da causa animal, reforçou a importância da mobilização da sociedade e do Legislativo para viabilizar o hospital veterinário. Ele lembrou que a pauta começou a ser discutida em 2011, inicialmente com a proposta de uma clínica pública veterinária, e que desde 2012 a causa animal passou a constar no orçamento municipal, mas sem execução prática.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Segundo Olimpio, a expectativa se renovou em 2022, quando, diante da pressão popular e de uma audiência pública com grande participação, a gestão municipal incluiu a causa animal no orçamento por iniciativa do próprio Executivo. No entanto, segundo o parlamentar, isso ainda não passou de uma “carta de intenções”, repetida em 2023, sem a concretização das ações necessárias.

O vereador fez um apelo direto ao prefeito Bruno Cunha Lima para que aceite a emenda parlamentar que o deputado federal Romero Rodrigues demonstrou disposição em destinar, no valor de R$ 3 milhões, especificamente para a construção do hospital veterinário. Olímpio destacou que o próprio deputado condiciona a liberação do recurso à garantia de que a obra será executada, evitando o risco de o dinheiro ser perdido. “Estamos muito perto de concretizar esse sonho. Se o prefeito aceitar a emenda, o hospital veterinário público de Campina Grande poderá finalmente sair do papel. Eu não tenho vaidade sobre quem vai levar o mérito. Toda a honra poderá ser do prefeito Bruno Cunha Lima, porque o que importa é que essa política pública chegue à nossa cidade”, declarou.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Já a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses de Campina Grande, Aretusa Nascimento, ressaltou que sua atuação é movida pelo compromisso de salvar vidas diariamente, destacando tanto sua trajetória como protetora quanto sua atual função no serviço público. Ela explicou que, embora o Centro tenha como finalidade principal o combate e controle de zoonoses, sua gestão buscou ampliar o atendimento, implantando serviços clínicos básicos e emergenciais voltados para animais da população em geral, especialmente aqueles de famílias de baixa renda.

Segundo Aretusa, mesmo com os avanços, a estrutura disponível não supre a demanda crescente da cidade. “Campina Grande, por ser a segunda maior cidade da Paraíba, precisa de um hospital público veterinário com urgência. Muitas famílias não têm condições financeiras de levar seus animais a clínicas particulares e dependem desse serviço público”, enfatizou.

A gestora informou que já dialogou com o deputado federal Romero Rodrigues sobre a destinação de emenda parlamentar para a construção do hospital, recurso que, segundo ela, é um passo inicial, mas ainda insuficiente para cobrir todos os custos de uma obra desse porte. Destacou, ainda, que a continuidade das emendas será fundamental para a aquisição de equipamentos e insumos necessários.

Aretusa também chamou atenção para a responsabilidade compartilhada da população, alertando sobre o abandono recorrente de animais e a necessidade de maior conscientização sobre castração e posse responsável.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Representando o Fórum de Proteção Animal de Campina Grande (Fombel), Rodrigo Freire destacou a longa trajetória de debates e mobilizações em torno da implantação do hospital veterinário, lembrando que o Fórum foi criado por lei de autoria do vereador Olímpio Oliveira e tem sido um espaço permanente de discussão da causa. Ele parabenizou a vereadora Waléria Assunção pela realização da audiência e reforçou o apelo para que a gestão municipal efetive a proposta.

Rodrigo ressaltou que, ao longo dos anos, protetores e voluntários têm se dedicado a compreender e acompanhar os trâmites orçamentários, como LDO e LOA, para cobrar do poder público a execução de políticas voltadas aos animais. Ele lembrou que existem emendas federais em discussão, citando parlamentares como Romero Rodrigues, Murilo Galdino e Veneziano Vital do Rêgo, que poderiam colaborar com recursos para a construção do hospital.

O representante chamou atenção também para a gravidade do cenário atual em Campina Grande, marcado pelo aumento de doenças como a esporotricose e a cinomose, que configuram risco à saúde pública. Para ele, é preciso um “reset” na condução da causa animal, com planejamento, capacitação técnica e integração entre gestores, universidades, Câmara Municipal e sociedade civil.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Durante a audiência, a vereadora Waléria Assunção também realizou a entrega de moções de aplauso a representantes de ONGs e protetores da causa animal. Waléria frisou que o gesto representa mais do que uma homenagem e trata-se de um reconhecimento ao trabalho realizado por essas entidades e voluntários.

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Câmara aprova audiências públicas sobre VLT e requalificação da Feira Central

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, nesta quinta-feira (02), a 88ª Sessão Ordinária, presidida pelo vereador Pr. Luciano Breno e secretariada por Anderson Pila. A pauta reuniu pronunciamentos de vereadores no pequeno e grande expediente e votação de requerimentos. Entre os destaques, foram aprovados requerimentos para a realização de audiências públicas sobre a implementação do VLT e a requalificação da Feira Central da cidade de Campina Grande.

Foto: Josenildo Costa

Abrindo o pequeno expediente, a vereadora Carol Gomes apresentou um balanço das agendas de setembro, destacando a realização das sessões alusivas aos 35 anos do Conselho Municipal de Saúde e ao Dia Nacional do Surdo, esta última realizada de forma totalmente inclusiva. Na oportunidade, reforçou a relevância do requerimento de sua autoria que propõe a oferta de curso de Libras para servidores, assessores e vereadores, como medida permanente de acessibilidade institucional.

Carol também registrou que setembro concentrou pautas de saúde, com ações do Setembro Amarelo no CAPS e no Ministério Público do Trabalho, além da campanha “Setembro em Flor”, de conscientização sobre cânceres ginecológicos. Já mencionando a agenda de outubro, informou sua participação na abertura do Outubro Rosa no município e reiterou o chamado à prevenção por meio de exames periódicos para detecção precoce do câncer de mama. Ao final, desejou boas-vindas ao vereador Plínio e parabenizou Fabiana Gomes pela posse na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.

Foto: Josenildo Costa

Na sequência, o vereador Severino da Prestação registrou visita à Escola Presidente Kennedy, no bairro do Bodocongó, após a reforma e ampliação do equipamento. Relatou que a unidade está completamente climatizada, com aumento do número de salas de aula, campo de futebol, sala de informática e novos espaços de apoio. Destacou que investir na educação é investir no futuro das crianças e afirmou que a entrega, realizada na tarde anterior, representa um avanço significativo, ressaltando o empenho do Executivo municipal na execução da obra.

Foto: Josenildo Costa

Em seguida, o vereador Wellington Cobra informou a apresentação de projeto de lei que torna obrigatório o repasse das emendas federais destinadas a instituições e órgãos do município, justificando a iniciativa diante de entraves que, segundo ele, vêm ocorrendo nesses repasses. O parlamentar também relatou a falta de combustível em viaturas do SAMU e em veículos responsáveis pelo transporte de pacientes de hemodiálise, que não teriam conseguido abastecer por ausência de pagamento, e solicitou posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde sobre a situação.

O vereador Pimentel Filho relembrou a Audiência Pública realizada com a ENERGISA e informou estar em diálogo com os vereadores Anderson Pila e Alexandre do Sindicato para adotar as medidas cabíveis a partir dos encaminhamentos deliberados nas sessões. Reportou que o PROCON divulgou ranking de empresas com maior número de reclamações, no qual a concessionária lidera, e registrou que, após a audiência, não observou ações concretas nem esclarecimentos por parte da empresa. Cobrou providências e transparência, reforçando a defesa dos direitos dos consumidores campinenses.

O vereador Frank Alves destacou a campanha do Outubro Rosa e reforçou que a prevenção ao câncer deve ser uma política permanente, com disponibilização e celeridade na realização de exames e cirurgias. Apontou a existência de demanda reprimida nesses procedimentos, defendendo que a gestão apresente soluções para reduzir filas e garantir o atendimento oportuno. Informou ter recebido diversos pedidos da população relacionados ao tema.

No grande expediente, a vereadora Waléria Assunção fez um convite a todos para que participem da audiência pública que trata da causa animal e pedidos para instalação do Hospital Veterinário Municipal.

A vereadora Jô Oliveira tratou do projeto do VLT, já aprovado, ressaltando que moradores da área impactada vêm sendo abordados por equipes da Secretaria de Assistência Social com oferta de aluguel social ou indenização. Segundo informou, as visitas estariam sendo realizadas por equipes do CRAS, que não teriam atribuição direta nessa etapa do processo. Defendeu que as famílias sejam devidamente ouvidas e que os órgãos de controle social integrem a construção e o debate — como os conselhos de cidade e de habitação — assegurando transparência e proteção de direitos. Jô registrou, ainda, que o projeto encontra-se em fase preliminar, de orçamentação e escolha da empresa responsável pelo planejamento da obra. Para encerrar, a vereadora solicitou apoio na aprovação do requerimento de sua autoria para que seja realizada audiência pública com o objetivo de discutir com as famílias sobre o tema.

Foto: Josenildo Costa

Encerrando os pronunciamentos, o vereador Alexandre Pereira retomou o tema da audiência pública com a ENERGISA e informou que, a partir dos encaminhamentos deliberados, está em diálogo para buscar soluções às demandas apresentadas pela população, como retirada de postes, antecipação indevida de vencimentos das faturas e outros pontos recorrentes. Reiterou que, segundo dados do PROCON, a concessionária lidera o ranking de reclamações, cobrando da empresa respostas concretas. Sobre o VLT, manifestou expectativa de que a obra contemple também a implantação de área de lazer no traçado, destacando a necessidade desse equipamento para a comunidade do Centenário.

Após os pronunciamentos do pequeno e grande expediente, foram aprovados, em destaque, os requerimentos que solicitam audiências públicas.

Foto: Josenildo Costa

O Requerimento nº 5098/2025, de autoria da vereadora Jô Oliveira, foi aprovado para a realização de audiência pública destinada a debater a implementação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Campina Grande. A proposta busca assegurar transparência e participação social nas etapas do projeto, com a apresentação de estudos, esclarecimento de dúvidas da população diretamente impactada e envolvimento de órgãos de controle e conselhos municipais, especialmente nas discussões sobre critérios, garantias e cronograma.

Foto: Josenildo Costa

Também aprovado, o Requerimento nº 4926/2025, de autoria do vereador Olimpio Oliveira, convoca audiência pública para apresentação do projeto de requalificação da Feira Central. O objetivo é detalhar as intervenções previstas, discutir impactos para comerciantes e usuários, expor medidas mitigadoras, esclarecer dúvidas e divulgar o cronograma de execução, ampliando a transparência e o diálogo com os segmentos afetados.

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Vereadores destacam leis já aprovadas que impactam diretamente na vida da população

A 87ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Campina Grande, realizada em 1º de outubro de 2025, foi presidida pelo vereador Dinho Papa-Léguas e secretariada pela vereadora Jô Oliveira. Na abertura, o Plenário tomou conhecimento do envio, pelo Poder Executivo, dos Projetos de Lei nº 1.038/2025 (Lei Orçamentária Anual – LOA 2026) e nº 1.039/2025 (Plano Plurianual – PPA 2026–2029). Os parlamentares destac aram o Dia do Vereador e concentraram os debates em torno do plano orçamentário municipal, mobilidade urbana e leis já aprovadas no município que impactaram diretamente na vida da população.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

No pequeno expediente, o vereador Rostand Paraíba relatou problemas recorrentes de travessia de pedestres na Avenida Floriano Peixoto, nas imediações da Catedral e do Armazém Paraíba. Defendeu a instalação de barreiras/gradis para ordenar a travessia, a construção de passarela no trecho de maior fluxo e ações mais efetivas de engenharia e educação de trânsito. Manifestou preocupação com o aumento de autuações a partir de equipamentos de monitoramento eletrônico, que, segundo ele, têm provocado insegurança jurídica e financeira especialmente entre motoristas de aplicativo, pedindo que a Casa promova discussão ampla sobre critérios, locais e proporcionalidade das multas.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

No grande expediente, o vereador Olímpio Oliveira fez uma exortação sobre o papel do Parlamento municipal, ressaltando projetos legislativos de sua autoria que, a seu ver, “acreditando no impossível”, desenvolveu leis nas áreas de bem-estar animal, direitos do consumidor, licença paternidade e maternidade no serviço público e flexibilização de jornada para servidores com filhos com deficiência, sendo inclusive, leis pioneiras no país. Entre as leis citadas pelo vereador, a que recentemente foi aprovada, trata do “IPTU justo”, permitindo que o cidadão receba desconto no valor do IPTU caso falte a prestação de algum serviço público na sua localidade. O vereador ainda criticou o arquivamento, na Comissão de Constituição e Justiça da CASA, do PL nº 367/2025 de sua autoria, que destina 5% da verba de publicidade do Município ao Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas e pediu reconsideração do colegiado, informando que já protocolou recursos defendendo sua constitucionalidade.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Na sequência, a vereadora Jô Oliveira abriu o debate mencionando a data comemorativa, que celebra o Dia do Vereador e da Vereadora. Em seguida, falou sobre as peças LOA 2026 e PPA 2026–2029, apontando assimetria na evolução de dotações: na saúde, crescimento projetado de cerca de R$ 17 milhões para 2026, considerado insuficiente diante das sucessivas suplementações aprovadas ao longo de 2025; na educação, incremento de aproximadamente R$ 100 milhões. Questionou a metodologia de projeção, a ausência de estudos diagnósticos anexos, justificando os valores dentro da orçamentária.

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Em sua fala, o vereador Pimentel Filho reforçou as críticas ao planejamento orçamentário, classificando a proposta como tecnicamente frágil, sem lastro em estudos ou projeções consistentes. Assinalou que as suplementações aprovadas ao longo do exercício ultrapassam, na prática, os percentuais previstos, defendendo a criação de mecanismos regimentais e legais para que toda suplementação, ainda que autorizada, seja contabilizada proporcionalmente para todas as secretarias e órgãos, inclusive a Câmara, a fim de coibir remanejamentos excessivos. Criticou a prática de elaborar o orçamento sem coerência com os indicadores divulgados pelo próprio Executivo sobre crescimento econômico do município e propôs revisões no regimento interno e na lei orgânica para aprimorar o ciclo orçamentário. No Dia do Vereador, destacou a responsabilidade coletiva do seu mandato e citou iniciativas de impacto social aprovadas em legislaturas anteriores, como o 14º salário para professores e a redução de carga horária para cuidadores familiares, reiterando o compromisso com projetos que produzam melhorias concretas na vida da população.

Ainda no grande expediente, o vereador Olimpio Oliveira comunicou esclarecimento institucional sobre o acervo do MAC – Museu de Arte Assis Chateaubriand, informando que parte das obras foi cedida temporariamente para exposição no Palácio da Redenção, em João Pessoa, mediante convênio formal e com autorização dos órgãos competentes, mantendo-se a titularidade e o interesse cultural de Campina Grande.

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Na fase de votação, a Câmara aprovou, por unanimidade, mais de 100 requerimentos, incluindo moção de pesar e votos de aplauso. As homenagens contemplaram, sobretudo, profissionais de segurança pública (com destaque para equipes da Polícia Civil, DRACO e servidores do Centro Integrado de Comando e Controle – CICC), além de protetores da causa animal, conselheiros de saúde, atletas e equipes esportivas, projetos e instituições acadêmicas e culturais (a exemplo de publicações e iniciativas universitárias), e profissionais da saúde e do setor de serviços que contribuem para a cidade.

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Suplente Plínio Gomes toma posse como vereador na CMCG

Durante a 86ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Campina Grande, presidida pelo vereador Saulo Germano e secretariada pelo vereador Saulo Noronha, foi empossado o suplente de vereador Plinio Gomes. A posse ocorreu em razão do afastamento da vereadora Fabiana Gomes, que assumiu a Secretaria de Tecnologia e Inovação do Município.

Foto: Josenildo Costa/CMCG

Em sua fala de despedida, Fabiana Gomes relembrou sua trajetória no Legislativo e destacou seu compromisso com pautas ligadas à saúde pública, saúde da mulher, acessibilidade, pessoas com deficiência e educação. Ao assumir a nova função na gestão municipal, reafirmou o propósito de trabalhar com dedicação, ressaltando que seu objetivo é aproximar a população das ações da secretaria.

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Após prestar juramento e assinar o termo de posse, Plinio Gomes agradeceu os votos que o conduziram à suplência e reafirmou seu compromisso com cada cidadão que confiou em seu mandato. Expressou gratidão ao prefeito Bruno Cunha Lima, à vereadora Fabiana Gomes, à sua equipe e ao irmão, deputado estadual Sargento Neto. Ressaltou ainda seus princípios conservadores, mas frisou que, apesar das diferenças ideológicas, pretende estender a mão aos colegas parlamentares que buscam o bem de Campina Grande.

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Os vereadores aproveitaram a ocasião para se despedir de Fabiana Gomes, reconhecendo sua parceria no Legislativo e seu comprometimento com a cidade, desejando sucesso na nova missão. Também deram as boas-vindas a Plinio Gomes, manifestando votos de um mandato produtivo e de importantes contribuições em favor da população.

PEQUENO E GRANDE EXPEDIENTE
O vereador Rafafá abriu o pequeno expediente destacando a lei sancionada que torna essenciais os serviços prestados por esteticistas, manicures, barbeiros e maquiadores. Ele lembrou o período da pandemia, quando muitos desses profissionais, em sua maioria autônomos, precisaram fechar seus estabelecimentos e ficaram sem renda, ressaltando a importância da medida para garantir a sobrevivência de trabalhadores e o atendimento aos clientes.

Anderson Pila trouxe à tribuna denúncia envolvendo a saúde de Campina Grande. Ele citou entrevista veiculada pela TV Ita, na qual o chanceler da Unifacisa e presidente do Hospital Help denunciou desvio de recursos públicos na área da saúde. Segundo o vereador, a fala reflete as reclamações cotidianas da população de que não há atendimento suficiente, de que os hospitais estão prestes a paralisar seus serviços e os fornecedores não recebem pelos insumos vendidos, além do atraso no pagamento de salários. Diante desse cenário, defendeu a abertura urgente de uma CPI.

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A vereadora Jô Oliveira acrescentou que acompanha as problemáticas da saúde desde o início da atual gestão. Ela alertou que os hospitais têm informado sobre a possibilidade de paralisar os serviços, mesmo com recursos e repasses sendo feitos ao município e com o Governo do Estado socorrendo as estruturas hospitalares. A vereadora também defendeu a instalação da CPI, mas chamou atenção das duas bancadas, para que essa solicitação possa avançar.

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A vereadora Waléria Assunção também abordou questões ligadas à saúde, com foco na causa animal. Ela destacou que, apesar da suplementação de R$ 30 milhões destinada à saúde no orçamento, é necessário cobrar a efetiva chegada desses recursos. Citou as dificuldades enfrentadas pelo Centro de Zoonoses, como a falta de medicamentos, e convidou para a sessão do próximo dia 2 de outubro, que tratará especificamente da causa animal e das problemáticas relacionadas.

O vereador Saulo Noronha ressaltou que os problemas da saúde devem ser enfrentados diariamente, lembrando que a crise é nacional, mas que Campina Grande ainda consegue se manter à frente em alguns aspectos. Defendeu o debate constante, apontando defeitos e buscando soluções. Citou como exemplo a suplementação aprovada recentemente, que trará novas ações na área, lembrando que o ISEA atende 182 municípios da Paraíba. Criticou ainda a promessa do governador de instalar maternidades em cada cidade, o que, segundo ele, não foi cumprido e destacou a importância da parceria contínua do Estado em todas as ações de saúde.

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Alexandre do Sindicato chamou atenção para a necessidade de reforço na segurança da Câmara, mencionando o episódio de agressão sofrido pelo vereador Pimentel Filho. O vereador Pimentel Filho também comentou o caso, afirmando que a Câmara é a Casa do Povo, mas precisa de regras para garantir a segurança, não sendo justificável a entrada de cidadãos em áreas restritas a parlamentares e servidores. Em relação à saúde, relatou dificuldades na marcação de exames em Galante, pois a população não consegue acesso online, mas disse que recebeu denúncias de que há um cidadão que realiza essas marcações para terceiros. Reforçou o apoio à criação da CPI e à convocação de representantes da Secretaria de Saúde e do senhor Dalton Gadelha para prestar esclarecimentos.

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Encerrando as falas, Wellington Cobra deu continuidade ao debate sobre a saúde, comparando o modelo atual com o período anterior à criação do Sistema Único de Saúde. Segundo ele, a atual gestão estaria desmontando o SUS, deixando a população novamente dependente de hospitais filantrópicos e favores políticos. Criticou ainda a falta de diálogo com o prefeito e o secretário de saúde e mencionou a suplementação orçamentária aprovada, manifestando a expectativa de que os recursos possam amenizar a crise na saúde municipal. Wellington Cobra também defendeu instalação da CPI.

MINUTO DE SILÊNCIO
A sessão também foi marcada pela realização de um minuto de silêncio em memória de Anderson Luan e Maria Clara Azevedo, a pedido do vereador Rafafá; de Ivanildo Silva, membro do Orçamento Participativo, solicitado pela vereadora Jô Oliveira e pelo vereador Anderson Pila; e de Sandro Belo, a pedido do vereador Severino da Prestação.

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CMCG entrega Medalha de Honra ao Mérito ao Conselho Municipal de Saúde

Em uma solenidade realizada na manhã desta segunda-feira (29), a Câmara Municipal de Campina Grande concedeu a Medalha de Honra ao Mérito Municipal ao Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Campina Grande.

A Mesa foi composta por: Joelma Lira, Superintende Estadual do Ministério da Saúde; Dunga Jr., Secretário de Saúde do município; Joaquina Amorim, Representante do Sindicato dos Odontólogos e conselheiros do conselho municipal de saúde; Rossandra Maria, Ex- presidente do Conselho Municipal de Saúde; Romualdo Figueiredo, membro da mesa diretora do conselho municipal de saúde; Ângela Carvalho, Presidente do Conselho Municipal de Saúde.

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A vereadora Carol Gomes, propositora da honraria, destacou que a homenagem reconhece a significativa contribuição para os avanços no sistema de saúde de Campina Grande e, ao mesmo tempo, celebra os 35 anos de existência do Conselho Municipal de Saúde.

Em sua fala, Carol fez menção especial à Dra. Elenita, primeira presidente do conselho, com quem teve a honra de dividir o trabalho. Recordou sua trajetória como uma grande lutadora pelo fortalecimento do SUS e pela efetivação do conselho no município.

A vereadora ressaltou que a sessão também marca a celebração dos 35 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), considerado um legado de luta e esperança em defesa do direito universal à saúde, que assegura a todos os brasileiros o acesso ao atendimento.

Ela relembrou a sua jornada em defesa da saúde pública, sobretudo enquanto profissional da área, e enfatizou que, como parlamentar, tem buscado fortalecer a participação popular por meio do Conselho Municipal de Saúde. Segundo Carol, o diálogo com o conselho é fundamental para garantir sua representatividade e para assegurar a inclusão direta da sociedade na formulação de políticas públicas voltadas à saúde.

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Na ocasião, também foram entregues Moções de Aplausos, de autoria da vereadora Carol Gomes, em reconhecimento ao Conselho Municipal de Saúde e a representantes que têm atuado em defesa do SUS e do fortalecimento da saúde pública. Receberam a homenagem Joaquina Amorim, representante do Sindicato dos Odontólogos e conselheira do Conselho Municipal de Saúde; Rossandra Maria, ex-presidente do Conselho Municipal de Saúde; Romualdo Figueiredo, membro da mesa diretora do conselho, representando a atual mesa diretora; Derlópidas Gomes Neves, também integrante da mesa diretora; e Ângela Carvalho, atual presidente do Conselho Municipal de Saúde.

Antes de dar início as falas na tribuna, foram transmitidos vídeos do Presidente do CREFITO I e da Presidente do Conselho Nacional de Saúde.

Flávio Marciel, Presidente do CREFITO I, ressaltou o orgulho de participar dessa história por meio da Dra. Ângela Carvalho, delegada e atual presidente do conselho, e parabenizou cada conselheiro que ajudou a fortalecer esse espaço democrático de participação e defesa do SUS como patrimônio do povo brasileiro.

Já a senhora, Fernanda Magano, Presidente do Conselho Nacional de Saúde, destacou a relevância do SUS como guardião do controle social. Ela lembrou que, sem o Sistema Único de Saúde, os impactos da pandemia da Covid-19 teriam sido ainda mais graves.

Fernanda ressaltou que o SUS assegura cuidados básicos de vigilância sanitária, alimentação, vacinas, atenção com a água, saúde mental e assistência especializada, garantindo atendimento integral à população.

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A presidente do Conselho Municipal de Saúde de Campina Grande, Ângela Carvalho, destacou a honra em participar da sessão solene e afirmou que, enquanto conselho, se sente extremamente lisonjeada pela homenagem recebida. Ela acrescentou ainda que é uma alegria representar uma trajetória que acompanha desde 2002, lembrando que cada conselheiro faz parte dessa história e da construção do Sistema Único de Saúde e do fortalecimento do controle social no município.

A conselheira Joaquina Amorim, representante do Sindicato dos Odontólogos, afirmou que a homenagem enche de alegria todos os conselheiros, uma vez que é fruto dos trabalhos prestados de forma séria, sem interesses econômicos, financeiros ou políticos.

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Ela ressaltou que o conselho se fortalece justamente por manter sua independência, atuando na defesa dos direitos da população sob a perspectiva do controle social.

O Secretário de Saúde do município, Dunga Jr, iniciou sua fala parabenizando, em nome da presidente Ângela Carvalho, todos os conselheiros de Campina Grande, incluindo ex-presidentes e membros. Ele afirmou que a história do conselho é construída com diálogo, união e esforço conjunto, exemplificado nas conquistas recentes, como a carta elaborada e levada ao Ministério da Saúde sobre a questão da gestão compartilhada, que recebeu o devido reconhecimento. Para Dunga, esse é um momento ímpar que fortalece ainda mais o SUS e demonstra o respeito que Campina Grande conquistou nacionalmente.

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Encerrando a solenidade, a vereadora Carol Gomes reafirmou a importância da luta em defesa do Sistema Único de Saúde e ressaltou que a celebração dos 35 anos do Conselho Municipal de Saúde é também um marco de resistência e esperança. Em suas palavras, destacou que é preciso acreditar no SUS, porque é através da luta coletiva que se garante sua continuidade e fortalecimento.

Finalizou agradecendo a todos e afirmou que, onde quer que esteja, continuará carregando essa luta em defesa da saúde pública.

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CMCG aprova suplementação orçamentária em sessão extraordinária

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou uma sessão extraordinária nesta sexta-feira (26) com o objetivo de discutir e votar o Projeto de Lei Nº 1.031/2025, de autoria do Poder Executivo. A sessão extraordinária, convocada de acordo com o Regimento Interno da Casa, foi conduzida pelo presidente Saulo Germano e secretariada pelo vereador Saulo Noronha.

Saulo Noronha, na leitura do parecer ao PL Nº 1.031/2025, informou que a matéria constitui mecanismo legítimo e rotineiro de gestão orçamentária, desde que devidamente autorizado por lei e observando o equilíbrio fiscal. Acrescentou ainda que o PL não cria novas despesas, tão pouco altera o montante global do orçamento e, apenas realoca recursos orçamentários. O relator, Saulo Noronha, acrescentou que a medida visa adequar recursos reforçando dotações necessárias, apresentando clareza quanto ao objeto, valor, finalidade e fonte de recursos. Dessa forma, opinou por sua regular tramitação.

O Projeto de Lei Nº 1.031/2025, que autoriza abertura de crédito adicional suplementar no orçamento da prefeitura, no valor de R$ 61 milhões, foi aprovado em primeira e segunda votação, por unanimidade.

O vereador Saulo Noronha, esclareceu que existe um orçamento na secretaria de obras e que este pode ser transferido para outras secretarias. Dentre os valores que serão repassados entre as secretarias, informou que são R$ 30 milhões para a secretaria de saúde e R$ 9 milhões para a secretaria de assistência social. O vereador reforçou a importância dos recursos que serão recebidos pelas pastas, fortalecendo suas atuações. Frank Alves, também se posicionou sobre a importância da chegada de recursos na secretaria de saúde.

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Apesar da aprovação unânime, os vereadores da bancada de oposição realizaram ressalvas e cobraram planejamento orçamentário por parte da Prefeitura, para que não acontecessem solicitações de suplementação. Eles também ressaltaram que os votos favoráveis foram em nome dos servidores públicos e da população de Campina Grande.

A vereadora Jô Oliveira destacou que os recursos são remanejados da Secretaria de Obras para outras secretarias, destacando a falta de planejamento. O vereador Anderson Pila também frisou a retirada de recursos da secretaria de obras, apesar das demandas existentes na pasta. Além disso, falou sobre outras problemáticas que envolvem a gestão orçamentária do município, sobretudo na área da saúde.

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Pimentel Filho também mencionou o problema de planejamento e gestão orçamentária. Ele acrescentou que esse é um problema que existe há décadas e que o legislativo fica “consertando” o orçamento do município. Diante do remanejamento de recursos, o vereador pediu que a prefeitura realizasse o pagamento dos servidores da saúde.

Olimpio Oliveira, aproveitou a oportunidade e fez cobranças ao chefe do Poder Executivo, para que as leis do poder legislativo fossem aprovadas, destacando que são leis de utilidade pública. Olimpio também fez críticas pela retirada de recursos da secretaria de obras.

Waléria Assunção acrescentou problemas envolvendo a saúde do município, que segundo ela, recebe denúncias constantes. A vereadora disse que é preciso esclarecer a situação da saúde do município, sobretudo diante da aprovação de suplementações orçamentárias para a secretaria. Nesse sentido, a vereadora pediu transparência das ações da gestão.

A vereadora Aninha Cardoso, se acostou à fala dos colegas no que diz respeito à necessidade de um melhor planejamento orçamentário, dando ênfase a problemas que envolvem não só a área da saúde, mas demandas que seriam de responsabilidade da própria secretaria de obras. A vereadora ainda disse que espera que as suplementações atendam as demandas da população, dos servidores e das instituições.

O vereador Rafafá frisou a importância das secretarias que irão receber os recursos, informando que as ações que estão sendo realizadas pela secretaria de obras não serão impactadas. Segundo o vereador, o Governo do Estado realizou mais de 400 suplementações, apenas no ano de 2023 e enfatizou que essa é uma prática que pode ser necessária diante de demandas que surgem dentro de uma gestão.

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Concluindo a sessão, o vereador Pr. Luciano Breno, acrescentou a importância da democracia e registrou o gesto nobre da oposição, diante da votação favorável ao projeto, buscando atender aos interesses da população.

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Câmara Municipal realiza Sessão Especial do Setembro Azul e em defesa da comunidade surda

Foi realizada na manhã desta sexta-feira (26), na Câmara Municipal de Campina Grande, uma Sessão Especial em alusão ao Setembro Azul, mês dedicado à luta e conscientização da comunidade surda. O evento buscou dar visibilidade à cultura, à importância da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e à luta por inclusão e direitos. A iniciativa foi proposta pela vereadora Carol Gomes.

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A sessão contou com a presença de representantes do Legislativo municipal e estadual, além de integrantes da Secretaria de Saúde do Município, da APAE, da Associação de Surdos de Campina Grande, acadêmicos, estudantes do curso de Libras, profissionais da saúde, membros da Acadef.CG e representantes da comunidade surda.

Durante o encontro, foi lembrada a relevância do mês de setembro para a comunidade surda. Entre as datas históricas, destaca-se o dia 26, quando se celebra o Dia Nacional do Surdo, instituído em homenagem à fundação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), em 1857. A data reforça a luta pelo acesso à informação, à educação e pela valorização da cultura surda.

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Na tribuna, a vereadora Carol Gomes destacou a importância do momento: “É com muita alegria que neste dia, 26 de setembro, esta casa realiza essa Sessão Especial para tratar da campanha Setembro Azul e o Dia Nacional do Surdo”. Ela reforçou ainda que “discutir Libras e o direito dos surdos é crucial para promover a inclusão social e educacional, garantindo acesso à informação, saúde, trabalho e cultura”  E Finalizou: “Reforço que o meu mandato está à disposição para abraçar essa causa sendo sempre o espaço de acolhimento e inclusão(…). “Ser interprete de libras é ser um canal de benção!” Finalizou a vereadora Carol Gomes.

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Luciana Pimentel Figueiredo, representante da Secretaria de Saúde, enfatizou a necessidade de efetivar as garantias já conquistadas. Para ela, “falar de inclusão não é só falar o nome… fazer inclusão é termos uma escola bilíngue, é ter a disciplina, são todos os processos. O maior obstáculo enfrentado pelas pessoas surdas não é a ausência da audição, mas a barreira comunicacional criada pela sociedade de ouvintes”.

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O deputado estadual Tovar Correia Lima também manifestou apoio à causa. Ele afirmou que continuará defendendo os direitos da comunidade surda na Paraíba, destacando que “mais do que documentos, leis e discursos, precisamos ter humanidade e empatia”. Segundo ele, a inclusão deve garantir igualdade de oportunidades no mercado de trabalho e em todas as áreas da vida social.

A estudante de Libras e profissional de saúde Elaine Braga relatou sua experiência com entusiasmo. “É com muita honra e satisfação que estou aqui… tenho orgulho em ser profissional de saúde e poder prestar um atendimento de qualidade ao me comunicar com os surdos. Eu amo aprender Libras”, afirmou. Já Elias Barbosa, representante dos surdos, ressaltou a necessidade de mais intérpretes em diversos setores e frisou: “Hoje é um dia muito especial para os surdos do Brasil, pois nós temos lutado para mostrar o que nós queremos, a inclusão surda e acessibilidade em qualquer local”.

O presidente da Associação de Surdos de Campina Grande, Kledison Albuquerque, reforçou que o Setembro Azul é símbolo de luta e mobilização por mais acessibilidade. “O mês do Setembro Azul é muito importante, pois é alusiva a comunidade surda e, o que significa isso? Todos nós estamos  aqui lutando para que as portas se abram! Para que nas escolas, nos empregos a comunicação, de fato, aconteça de forma acessível.

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A diretora da APAE, Rosilene Silva Sousa, lembrou que “É um dia de conscientização e de reflexão ao respeito a inclusão. Muitos falam sobre inclusão, mas é algo que precisa ser vivenciado na pratica, no dia a dia e, a muito a se fazer, a ser conquistado. Estamos aqui para lutar por esses direitos das pessoas com deficiência”. Ela acrescentou que os direitos já previstos na Constituição precisam ser de fato implementados. A Sessão Especial contou com a presença de um intérprete de sinais, e o Poder Legislativo Municipal anunciou que irá aperfeiçoar, em tempo hábil, as sessões legislativas para que seja inserida essa acessibilidade de extrema importância para a comunidades surda.

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