Audiência Pública da Câmara Municipal debate a Lei Rouanet

Na manhã desta quinta-feira (16), na Câmara Municipal de Campina Grande foi realizada uma audiência pública com o objetivo de discutir Lei Nacional de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), uma propositura do vereador Napoleão Maracajá (PT).

Os trabalhos foram abertos pelo presidente Marinaldo Cardoso (Republicanos).

A lei objetiva o fomento à cultura no Brasil, sendo o Pronac responsável pela captação e canalização dos recursos.

Por meio dela, empresas e pessoas físicas podem patrocinar espetáculos – exposições, shows, livros, museus, galerias e várias outras formas de expressão cultural – e abater o valor total ou parcial do apoio do Imposto de Renda

O Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), foi instituído pela Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991, criada durante o governo de Fernando Collor e ficando popularmente conhecida como “Lei Rouanet”.

PRESENTES NA MESA
Ecarlos Carneiro – Presidente da Asforró PB
Alexandre Pé de Serra – Vice-Presidente da Asforró PB
Gercino Agra Leite – Artista e diretor da Associação Asforró PB
Nino Amorim – Membro da Associação Asforró PB
Sandro Mangueira – Cantor e compositor

Foto: Josenildo Costa

JUSTIFICATIVA DA PROPOSITURA
O vereador Napoleão Maracajá, justificou que a motivação para realização da audiência foi para que os artistas locais do forró possam falar sobre o processo de exclusão da grade do Maior São João do Mundo e para que a festividade não seja esquecida por uma cultura enlatada, plastificada e importada, que não nos pertence e nem nos dá vez. O vereador também transmitiu um vídeo que trata sobre os recursos destinados por parlamentares, deputados e senadores, para o Maior São João do Mundo.

Sandro Mangueira, cantor e compositor, relembrou suas memórias de infância, testemunhando a construção da Pirâmide do Parque do Povo e as festas animadas ao som de Alceu Valença. Influenciado por essas experiências, aos 13 anos, decidiu aprender violão. Ele destacou a peculiaridade dos shows de Alceu, que mesclavam rock e forró, homenageando ícones como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, além de mencionar outros artistas que marcaram presença durante as festividades juninas na cidade. Questionando o presente, Sandro compartilhou a impressão de seus primos vindos de São Paulo, encantados com o Parque do Povo, mas especialmente com as ilhas de forró pé de serra nos restaurantes locais. Contudo, lamentou a mudança na cena musical, agora dominada pelo sertanejo. Em seguida, ele disse que não é contra os artistas de outras localidades e renome nacional receberem altos cachês, mas discorda do valor que é proposto aos músicos locais, com valores entre R$850 – R$1.200, demonstrando o desrespeito e desvalorização da cultura regional.

Marinaldo Cardoso (Republicanos) enfatizou o compromisso unânime da Câmara em defender o forró raiz, destacando projetos aprovados em prol dos músicos e da cultura local.

Foto: Josenildo Costa

Anderson Almeida (PSB) mencionou a Lei aprovada na CASA, intitulada “João Gonçalves”, que determina que uma porcentagem de todos os investimentos de recursos públicos destinados aos eventos da cidade, deve ser destinado para a cultura regional e para os artistas. O vereador solicitou ao presidente da Câmara que comunique à Prefeitura, assim como à Secretaria responsável, para realização do cumprimento dessa legislação.

Pimentel Filho (PSB), em consonância com seus colegas, salientou que a defesa do forró da terra não é um ataque ao São João, mas sim um pedido de respeito aos músicos locais. Ele expressou preocupação com os cachês inadequados oferecidos aos artistas regionais em comparação com os valores pagos em outras regiões (Caruaru R$3.000 – 5.000). O vereador pediu que fosse enviado um documento oficial para que o prefeito de Campina Grande para exigir que os recursos provenientes do Governo Federal sejam destinados aos forrozeiros locais, como forma de preservar e fortalecer a cultura regional.

Foto: Josenildo Costa

Aldo, músico do trio de forró, compartilhou sua experiência sobre os investimentos necessários para montar e manter um trio, incluindo despesas com roupas, equipamentos e transporte, enfatizando que o cachê oferecido atualmente é inviável para cobrir esses custos. Com mais de 20 anos levantando a bandeira do forró e 36 anos de dedicação à música, expressou sua indignação com o valor oferecido, questionando para onde está sendo direcionado o dinheiro destinado à cultura.

Nino Amorim, membro da Associação Asforró PB, trouxe sua experiência de mais de 30 anos no forró, iniciada desde a infância. Além de sua atuação como professor na UEPB e coordenador do observatório de políticas culturais, apresentou dados que evidenciam o retorno econômico significativo que o investimento na cultura proporciona ao Estado.

Além disso, ressaltou que os custos dos músicos não são apenas em termos de equipamentos, mas também em conhecimento, alimentação e vestuário, fortalecendo sobretudo o comércio local, diferente dos músicos que são importados. O professor e músico também destacou a necessidade de fiscalização por parte da Câmara de Vereadores, ressaltando que o problema não reside na falta de leis, mas sim na falta de fiscalização e comprometimento organizados.

Napoleão Maracajá, por sua vez, informou que já realizou um pedido de informação à gestão municipal para obter dados sobre a arrecadação da iniciativa privada e os cachês dos artistas e bandas envolvidos no Maior São João do Mundo.

Foto: Josenildo Costa

Ecarlos Carneiro, presidente da Asforró PB, lamentou a desvalorização sem precedentes do forró raiz, destacando a discrepância entre o PIB da cultura nacional e o da Paraíba. Ele ressaltou a importância do forró como atração turística para o Estado, mas expressou a decepção de pessoas que visitam a Paraíba, com a falta de valorização do gênero na maior festa junina do mundo que é o forró pé de serra. Diante da inacessibilidade da gestão, que para ele não se importa com as demandas dos músicos locais, Ecarlos enfatizou a necessidade urgente de tomar medidas para valorizar o forró raiz e garantir melhores condições para os artistas paraibanos.

A vereadora Jô Oliveira (PCdoB) iniciou sua fala levantando questões cruciais sobre os recursos públicos destinados à cultura para o Maior São João do Mundo, pois não receberam essas informações. Ela destacou que do orçamento de 11 milhões destinados à Secretaria de Cultura, 6 milhões são especificamente para despesas internas da Secretaria, sem incluir encargos, enquanto outros 3 milhões estão destinados a ações do Plano Municipal de Cultura de Campina Grande.

Ela questionou qual atuação desse plano e a necessidade de acompanhamento dessas ações. Ainda neste contexto, disse que esteve em uma oitiva recente, que trata sobre o destino dos recursos da Lei Paulo Gustavo e que com relação aos recursos excedentes, o interesse informado é para a reforma do Rosil Cavalcante. A vereadora disse que apesar de considerar importante manter os equipamentos públicos reformados, não acredita que deve ser com esse recurso, visto que ele já tem bem pontuado a sua destinação.

Jô Oliveira ressaltou a importância de acompanhar esse debate para aumentar a capacidade de incidência sobre as decisões relacionadas à cultura e também questionou o papel da Secretaria de Cultura no São João de Campina Grande, observando que, até onde sabe, a Secretaria tem sido responsável apenas pelo casamento junino e não possui previsão orçamentária para o São João. Ela enfatizou a necessidade de envolver outras Secretarias que tenham contato direto com o evento para garantir uma abordagem mais abrangente e eficaz na gestão do São João.

Foto: Josenildo Costa

Alfranque Amaral, representante do Fórum Nacional de Raiz, fórum responsável por tornar o forró patrimônio cultural imaterial do Brasil, reconhecido pelo IPHAN. Com esse reconhecimento, o forró entrou para o art. 18 da Lei Rouanet, recebendo 100% de isenção fiscal. Dessa forma, disse que a gestão municipal não investe recursos, pois já existe essa isenção fiscal. Ele também informou que entraram com um pedido para que o detentor desse patrimônio, que é o forrozeiro, possa ser reconhecido. O documento possui sugestões e orientações, incluindo o cachê destinado para os músicos, no valor de R$15.000,00.

Alexandre Pé de Serra expressou sua indignação com a situação dos músicos locais diante dos cachês considerados como “esmola forrozeira” disponibilizados para os artistas participarem do Maior São João do mundo. Ele lamentou a falta de presença de mais pessoas na sessão, enfatizando a importância de fortalecer o evento e promover discussões sobre o assunto.

Foto: Josenildo Costa

Aziel expressou seu repúdio à política local, enfatizando que a cultura pertence ao povo e é para o povo, mas lamentou que nem todos compreendam o valor dessa cultura. Ele reconheceu a presença de indivíduos no plenário que lutam para oferecer boa música e cultura à população quando chega o São João.

Concluiu sua fala com uma poesia que destacava a riqueza da cultura nordestina, desde sua linguagem até seus diversos costumes, ressaltando a importância de preservar e valorizar essa identidade cultural.

Foto: Josenildo Costa

Pepysho Neto ressaltou a importância do momento, enfatizando que as discussões não devem ficar apenas no papel, mas sim serem transformadas em ações concretas. Ele parabenizou o vereador pela propositura e por proporcionar este debate tão necessário a toda a nação forrozeira.

Pepysho levantou a questão sobre quem serão as referências que irão substituí-los no futuro, destacando a responsabilidade de todos em preservar e fortalecer a cultura do forró. Em seguida, cantou uma música que retrata os desafios enfrentados ao longo dos anos, demonstrando de forma vívida as experiências e sentimentos do povo forrozeiro.

DIVICOM/CMCG




Vereadores debatem em sessão de interesse da comunidade

Nesta quinta-feira (16) a 41ª sessão ordinária da 4ª sessão legislativa da Câmara Municipal de Campina Grande, foi presidida por Marinaldo Cardoso (Republicanos) e secretariada por Jô Oliveira (PCdoB).

Pr. Luciano Breno (UNIÃO) na Tribuna, mais uma vez solicitou a colocação dos projetos de suplementações do Executivo em pauta para a votação.

Foto: Josenildo Costa

E destacou que 16 de maio é o Dia do Gari a data tem o objetivo de homenagear os profissionais responsáveis em manter as ruas, praças e praias limpas de todo o lixo gerado naturalmente ou por ação do ser humano.

Graças ao trabalho do gari, os cidadãos podem viver em uma cidade mais limpa e bonita. É muito importante cada indivíduo fazer a sua parte e não jogar lixo nas ruas.

O termo “gari” surgiu em homenagem ao francês Pedro Aleixo Gary, que ficou conhecido por ser o fundador da primeira empresa de coleta de lixo nas ruas do Rio de Janeiro, em 1976.

Pimentel Filho (PSB) disse que o Executivo enviou o orçamento na base do ctrol C/ctrol V. Falou do decreto de estiagem. Disse que a oposição está disposta a dialogar, e que o secretário de Educação colocou a culpa na Câmara por não comprar o fardamento.

Pr. Luciano Breno pela liderança – disse que é a favor das emendas impositivas e mais uma vez apela para a votação dos projetos de suplementação.

Foto: Josenildo Costa

Olimpio Oliveira (Podemos) fez um apelo ao prefeito Bruno Cunha Lima para que ele estabeleça os critérios para o empenho das emendas impositivas aprovadas por esta CASA. A lei aprovada por ele. Temos mais de 14 milhões para utilizar em ações importantes, e enumerou as instituições que serão beneficiadas.

Foto: Josenildo Costa

Anderson Almeida (PSB) falou da importância da participação dos estudantes de São José da Mata na sessão. E o decreto de estiagem, quando está chovendo na cidade.

Foto: Josenildo Costa

Alexandre Pereira (UNIÃO) na tribuna falou a respeito de dois assuntos. O primeiro a respeito do governador que entrou na Justiça com uma ação contra as emendas impositivas.

E a respeito do Decreto de estiagem publicado, apresentou um vídeo de um assentamento localizado há 28km que sofre com a falta de chuvas, enquanto na noite de ontem choveu mais de 100 ml em algumas horas na cidade. O decreto vai garantir o seguro safra.

Disse ainda que o governador anunciou que 11 mil policiais estarão em Campina Grande durante o São João, quando é 11 mil os policiais do Estado. Apresentou um vídeo da visita de ontem do governador a cidade.

RESPOSTA – Anderson Almeida – falou da dificuldade das pessoas de interpretar, ‘o governador falou de 22 policiais que vão passar pela segurança no estado e em Campina Grande.

Foto: Josenildo Costa

Jô Oliveira (PCdoB) fez o registro do Dia das Mães transcorrido no último domingo, e saudou a todas às mães e a todas as mulheres que se colocam no lugar de Mãe.

A vereadora também destacou o dia 15 de maio, data que se comemora o Dia da Assistência Social. Profissional mais do necessário para a defesa dos direitos humanos, o Assistente social tem como principal desafio compreender a realidade dos indivíduos, construindo propostas de trabalhos adequados com as suas necessidades. Ele atua na garantia dos direitos do cidadão, através da mobilização dos recursos da comunidade via políticas tanto nas esferas públicas quanto privadas e em organizações não governamentais (ONGs).

A data foi escolhida em virtude do Decreto 994/62 editado em 15 de maio de 1962, que regulamenta a profissão, criando assim os Conselhos Federal e Regionais, que regulamentam as atividades da classe. A prática profissional também é orientada pelos princípios e direitos firmados na Constituição de 1988 e na legislação complementar referente às políticas sociais e aos direitos da população. Atualmente existem no Brasil cerca de 110 mil assistentes sociais inscritos/as nos CRESS – Conselhos Regionais de Serviço Social em exercício profissional.

Foto: Josenildo Costa

Márcio Melo (Podemos) na tribuna voltou a falar a respeito das chuvas e dos alagamentos na cidade. Falou também da expansão de água que está sendo feita pela Cagepa nos distritos de Campina Grande.

O presidente Marinaldo Cardoso informou aos parlamentares que na próxima segunda-feira (20), a Câmara fará uma Sessão Itinerante no Parque Tecnológico para comemorar os 40 anos da instituição, uma propositura da vereadora Jô Oliveira.

TRIBUNA LIVRE
Atendendo solicitação do senhor Thúllio Sampaio, professor, psicólogo e gestor representante da Escola de Ensino Fundamental e Médio José Miguel Leão, localizada em São José da Mata, na manhã desta quinta-feira, foi realizada uma Tribuna Livre, com o objetivo de detalhar e explicar com clareza a denúncia realizada nesta Casa contra a citada instituição de ensino.

Foto: Josenildo Costa

Na tribuna, o professor Wellington disse que há duas semanas foi mencionado na Câmara. E defendeu a escola como ex-aluno e hoje como professor e falou ainda pelo zelo que tem pelos alunos e pela Escola Estadual José Miguel Leão. Disse ainda que o conteúdo programático da escola cumpre as regras do Ministério da Educação.

Foto: Josenildo Costa

A professora Waldiana Gomes da Silva iniciou a sua fala citando de Martin Luther King (ativista político americano que lutou a favor dos direitos civis) que dizia ter um sonho.

Ela disse que tem um sonho, uma educação de qualidade e que seus colegas e alunos devem continuar sonhando.

Gabriel Barreto – professor do ensino médio – falou aos alunos sobre a importância de estar na Câmara. E lamentou a denúncia a respeito da suposta doutrinação nas salas de aula.

Foto: Josenildo Costa

Kesia – falou em nome dos alunos e destacou a importância dos professores na aprendizagem de todos. Disse que os problemas registrados na escola estão no passado e já foram solucionados.

Alexandre Pereira (UNIÃO) – quem tem a verdade? – “fui procurado por uma mãe da escola denunciando que mães foram silenciadas nas rádios e que se tem documentos de um processo que está sendo feito em segredo de Justiça.

As denúncias foram formuladas pela mãe de uma aluna da escola. “A evasão escolar na escola tem sido muito grande. Desafio que a escola mostre o número de alunos há dois anos e o número atualmente”, frisou.

Disse que está à espera de uma resposta da 3ª região de Ensino.

DENÚNCIA – Segundo o vereador, mães de alunos procuraram a Terceira Região de Ensino do Estado, para relatar casos persistentes de assédio por parte de um coordenador escolar. As mães afirmam que tais denúncias foram negligenciadas, e que o coordenador em questão teria sido indicado politicamente por vereadores que ocupam assentos na Câmara de Campina Grande.

Alexandre Pereira, ainda acrescentou que as mães, ao tentarem levar a denúncia à mídia local, encontraram obstáculos, com entrevistas sendo canceladas. Uma das mães, teve que recorrer a medidas protetivas após sua filha ter pulado o muro para fugir da situação. Alexandre destacou a gravidade da situação ao revelar que o indivíduo em questão foi afastado por apenas 30 dias e, ao retornar, foi promovido a diretor da escola, enquanto a Terceira Região não deu atenção adequada às famílias denunciantes.

Foto: Josenildo Costa

Pimentel Filho (PSB) – disse que processo envolve adolescentes e corre em segredo de Justiça. Ao final todas as dúvidas deverão ser dirimidas e tomadas as providências necessárias.

Valéria Aragão (Republicanos) – parabenizou os alunos e professores e se solidarizou com a escola

Jô Oliveira (PCdoB) falou da aula de cidadania que os estudantes participaram na CMCG.

O presidente Marinaldo encerrou os trabalhos convidando os vereadores para audiência pública a respeito da Lei Nacional de Incentivo à Cultura.

DIVICOM/CMCG




Câmara debate em audiência pública PLC 12/2024 de regularização do trabalho por aplicativo

Na manhã desta terça-feira (14), foi realizada na Câmara Municipal uma audiência pública para discutir o Projeto de Lei Complementar nº 12/2024, do Governo Federal, que prevê a regularização do trabalho por aplicativo de motoristas e entregadores, uma propositura do vereador Olimpio Oliveira (Podemos).

Estiveram presentes na mesa os motoristas que fazem parte da Associação dos Motoristas de Transporte por Aplicativo da cidade de Campina Grande, expressando seu posicionamento contrário aos artigos dispostos no PLC e suas justificativas.

Foto: Josenildo Costa

PRESENTES NA MESA
Germóglio Bezerra – Presidente da Associação dos Motoristas de Transporte por Aplicativo;

Francisco Adriano Barbosa Silva – Conselheiro da Associação dos Motoristas de Transporte por Aplicativo;

Charles Adriano – Conselheiro da Associação dos Motoristas de Transporte por Aplicativo;

Francisco Edvan – Conselheiro da Associação dos Motoristas de Transporte por Aplicativo;

Charles Berg da Silva – Conselheiro da Associação dos Motoristas de Transporte por Aplicativo;

JUSTIFICATIVA DA PROPOSITURA
O vereador Olimpio Oliveira, autor da propositura, justificou que a motivação para realização da audiência foi para discussão do PLC 12/2024, que tramita no Congresso Nacional, com interesse de aprovação do governo, mas que foi elaborado praticamente sem diálogo com a categoria, apenas com Sindicatos da base do Governo. Ele acrescentou que as discussões que forem realizadas na Casa Legislativa, serão transformadas em um documento para ser enviado ao Congresso, com as críticas e sugestões de melhorias para que não prejudique a categoria.

Foto: Josenildo Costa

Dentre os temas que estão dispostos no projeto, Olímpio destacou a obrigatoriedade de ser sindicalista, pois este deve ser um ato de vontade própria, de acordo com o seu entendimento e necessidade. Além disso, o projeto também estabelece um preço de hora de trabalho abaixo do preço das necessidades dos motoristas e que ainda obedeçam o regime previdenciário, sendo que muitos deles já são enquadrados no regime e utilizam das horas extras para dirigir por aplicativo.

O vereador disse que foi realizada uma enquete na página do Congresso, onde 95% das pessoas demonstraram contrariedade, até mesmo por parte dos usuários, que temem que o serviço deixe de ser acessível. Concluindo, falou sobre a importância de discutirem a regulação enquanto há tempo e que se levantem contra políticos que buscam acrescentar burocracias estatais.

Foto: Josenildo Costa

Germóglio Bezerra – Presidente da Associação dos Motoristas de Transporte por Aplicativo, esclareceu sobre o PLC e o posicionamento da categoria. Ele informou que são mais de 5 mil motoristas de aplicativos em Campina Grande que sustentam suas famílias com essa renda, além de serem reconhecidos como de utilidade pública. Disse ainda que os deputados e senadores não se dispuseram a ouvir os motoristas paraibanos que eles representam, com exceção de Cabo Gilberto, Sargento Neto e Raniery Paulino, no que diz respeito ao PLC.

Sobre a lei, disse que é um desserviço e trará prejuízos significativos para a categoria, pois além de não trazer nada de novo do que já existe como proposta da própria plataforma de motorista por aplicativo, ainda acrescenta pontos negativos. De acordo com ele, no termo de uso da própria plataforma já consta o valor mínimo e o tempo máximo de jornada, mas que com a lei, o motorista fica impedido de ser Microempreendedor individual, não se enquadra no regime CLT, mas deve realizar a contribuição previdenciária. “Não seremos MEI, mas também não seremos CLT. Seremos autônomos com toda a carga tributária e oferta de remuneração existente dentro da CLT. É como se fosse um novo modelo para autônomo”, destacou.

Ele também alertou sobre a inviabilidade da plataforma municipal diante do PLC, onde o motorista poderia ser MEI, ser gerido pelo município e ainda ter um valor revertido para a cidade. Além disso, acrescentou que o Sindicato que está apoiando o PLC do governo não representa a categoria. “Eu acredito que a lei deva existir, mas que os direitos e obrigações sejam equiparados”, afirmou.

Sobre os valores, o PLC propõe 32,10/h trabalhada, um cálculo feito em cima do salário mínimo apesar de não serem CLT e de acordo com as corridas realizadas, ou seja, não levando em consideração o tempo que o motorista estará online aguardando por uma nova corrida. A proposta que os motoristas sugerem é que devem receber por quilometragem como acontecia anteriormente.

Foto: Josenildo Costa

Francisco Adriano Barbosa Silva, conselheiro da Associação dos Motoristas de Transporte por Aplicativo, acrescentou que o governo basicamente transplantou as regras das plataformas para o PLC, sem considerar as necessidades dos motoristas e adicionando novos prejuízos. Ele criticou, por exemplo, a obrigatoriedade de sindicalização e a falta de representatividade do Sindicato de São Paulo. Além disso, citou o salário mínimo como regra para aumento de tarifa e que apesar de não serem CLT terão que pagar 7% para o INSS. Sobre as garantias de medidas de segurança que constam no projeto, ele também afirmou que já existem.

Ambos destacaram a importância de chamar a atenção da bancada federal para modificar o projeto, visando proteger os interesses da categoria e garantir seus direitos como trabalhadores autônomos e microempreendedores individuais.

Foto: Josenildo Costa

Charles Berg da Silva – Conselheiro da Associação dos Motoristas de Transporte por Aplicativo, frisou que não se posicionam contra o projeto de lei, mas que da maneira como está disposto, elaborado sem diálogo com os motoristas do Brasil, trará prejuízos para a categoria. Ele também citou o Sindicato que não representa os motoristas.

Foto: Josenildo Costa

Olimpio Oliveira concluiu a sessão, informando que as pautas discutidas serão transformadas em um documento, onde será enviado ao Congresso Nacional. Entre os temas, registrou os pontos que são rechaçados pela categoria: a proibição de ser Microempreendedor Individual (MEI); a obrigatoriedade da sindicalização; a cobrança por hora ao invés de quilometragem e ausência de transparência a respeito do desconto de cada corrida.

DIVICOM/CMCG




Vereadores da CMCG Anunciam Ações do Executivo e Prestam Contas na Tribuna

Na última sessão da Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG), os vereadores utilizaram a tribuna da Casa para agradecer e anunciar diversas ações do Poder Executivo, com destaque para iniciativas nas áreas de atuação de cada um.

A vereadora Ivonete Ludgerio destacou as medidas tomadas pelas secretarias de Agricultura e Obras do município no Distrito de São José da Mata, especialmente para mitigar os estragos causados pelas chuvas recentes. Ela elogiou o rápido atendimento e a eficiência das pastas envolvidas.

O vereador Janduy Ferreira abordou as intervenções no Canal de Bodocongó e anunciou a ampliação da Policlínica das Malvinas. Além disso, ele mencionou a abertura de ruas e a recuperação de canais, reforçando a importância dessas obras para a melhoria da infraestrutura urbana. Janduy também fez um apelo para a extensão dos eventos juninos na Feira Central e nos mercados públicos dos bairros, visando fomentar a cultura e o comércio local.

O presidente da Câmara, Marinaldo Cardoso, informou que, apesar das chuvas, o cronograma da duplicação da BR-230 está sendo cumprido rigorosamente. Ele também destacou a revitalização das praças no bairro do Pedregal e a recuperação de ruas no bairro da Bela Vista, ressaltando o compromisso da administração municipal com a melhoria da qualidade de vida dos moradores.

As falas dos vereadores refletem um esforço conjunto entre o Legislativo e o Executivo para enfrentar os desafios impostos pelo clima e para garantir o desenvolvimento urbano e social da cidade.

PRESTANDO CONTAS
Ivonete Ludgério (União Brasil) na Tribuna fez um resumo das ações da Prefeitura no Distrito de São José da Mata, agradeceu ao prefeito Bruno Cunha e ao secretário de Agricultura Renato Gadelha, pelo trabalho que está sendo feito nas estradas de São José da Mata, e com o corte de terra para os agricultores. Também agradeceu ao secretário Joab pelo calçamento nas ruas do Distrito.

Foto: Josenildo Costa

A vereadora falou do asfaltamento de 11 ruas, em São José da Mata e Catolé de Boa Vista, resultante de emendas dos senadores Veneziano e Efraim Filho.

Ela informou que o Distrito tem uma população de 20 mil habitantes e as pessoas que trabalham em Campina Grande têm dificuldade de receber assistência médica, já que o atendimento médico na Policlínica, e que conseguiu com o secretário de Saúde do elastecimento do horário, que a partir de agora funciona até às 21h também agradeceu ao secretário de Saúde que atendeu seu pedido, de um transporte a disposição dos pacientes que fazem hemodiálise e quimioterapia em Campina.

Ivonete encerrou sua fala agradecendo o apoio que sempre recebe do marido, Manoel Ludgério.

Foto: Josenildo Costa

Janduy Ferreira (União Brasil) apresentou um resumo do trabalho do final de semana. Ele fez uma vistoria nos trabalhos que estão sendo desenvolvidos no Canal de Bodocongó, e registrou que as obras estão em andamento. Também visitou os mercados públicos, e fez uma solicitação para que os mercados e feiras da cidade sejam contemplados com eventos durante o Maior São João do Mundo, exemplificando: Malvinas, Severino Cabral, Feira Central entre outros.

O vereador disse ainda que através do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, a Policlínica das Malvinas será ampliada.

Ele também está solicitando a cobertura e recuperação de alguns canais da cidade, o que é uma demanda. Além da abertura da Rua Iara Amaral, Maria da Guia Muniz e Rua Olinda, para melhorar a mobilidade das pessoas.

Foto: Josenildo Costa

Marinaldo Cardoso (Republicanos) usou a Tribuna para agradecer, iniciando sua fala com as ações da duplicação da BR-230, uma luta da CASA e agradeceu a luta de todos os vereadores e dos senadores e deputados federais da bancada paraibana.

Destacou ainda as obras que estão sendo realizadas em Campina Grande pela Prefeitura, agradeceu aos vereadores pela aprovação de duas emendas e ao prefeito pelo atendimento. Ele citou a revitalização das Praças do Pedregal e recuperação de ruas da Bela Vista, como a Bela Cônego Pequeno.

Fabiana Gomes (União Brasil) informou que o presidente da FIEP, Cassiano Pereira em convênio com a diretora do Fórum, estão unindo forças para a ajuda humanitária às vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul, e que a Casa de Félix Araújo deveria se unir a esta força tarefa.

COBRANÇA
Olimpio Oliveira (Podemos) lamentou que a STTP não dê a devida atenção aos pedidos e solicitações feitas por um vereador de oposição. Apresentou os requerimentos e ofícios encaminhados em julho de 2023, quando o superintendente era Dunga Júnior, reiterados em 27 de dezembro e agora em 13 de março, solicitando o conserto de uma lombada e até agora nada.

Foto: Josenildo Costa

O vereador também solicitou à STTP o cumprimento da lei que autoriza motoristas de aplicativos a parar na Floriano Peixoto para embarque e desembarque de passageiros. Na lei a STTP teria que confeccionar um adesivo de identificação e até agora não fez, e ainda informa que só terá direito ao adesivo o veículo até 10 anos de uso. Minha lei não proíbe isso. A demanda não é do vereador e sim do povo.

Resposta: Luciano Breno (União Brasil), informou ao vereador Olimpio que o conserto da lombada será realizado amanhã.

Foto: Josenildo Costa

MINUTO DE SILÊNCIO
Fabiana Gomes solicitou um minuto de silêncio em memória póstuma da irmã do ex-vereador Nelson Gomes Filho, Maria do Céu.

Ivonete Ludgério se acostou ao pedido de Fabiana e acrescentou os nomes de Antônio Nelson de Albuquerque; Maria de Fátima Diniz; e Maria de Arnaldo.

Olímpio Oliveira, pediu o minuto de silêncio pelo professor Arnaldo Pereira de Souza. Marinaldo Cardoso se acostou aos pedidos.

A 39 sessão ordinária da 4ª sessão legislativa da Câmara Municipal, realizada nesta terça-feira (14), presidida por Marinaldo Cardoso (Republicanos) e Luciano Breno (União Brasil) e secretariada por Janduy Ferreira (União Brasil)

O vereador Luciano Breno encerrou os trabalhos informando a respeito da Audiência Pública a respeito da Regulação do Trabalho por Aplicativo e convidando os parlamentares para a sessão ordinária desta quarta-feira (15), a ser realizada em formato híbrido, a partir das 9h30.

DIVICOM/CMCG




Tragédia no Rio Grande do Sul: Alerta para as Chuvas em Campina Grande e Região

A vereadora Fabiana Gomes (União Brasil), vice-presidente da CMCG, alerta sobre a recente tragédia no Rio Grande do Sul, com foco em Porto Alegre, que nos desperta para a urgência de agir diante das chuvas que têm assolado nossa cidade e região, mesmo antes da chegada oficial do inverno. É uma chamada à responsabilidade coletiva, que envolve tanto os poderes públicos estaduais e municipais quanto cada cidadão em suas ações preventivas.

Os órgãos públicos têm o dever de priorizar a prevenção, investindo em infraestrutura adequada e na constante manutenção e limpeza dos sistemas de escoamento das águas pluviais. A eficiência dessas medidas é vital para minimizar os riscos de enchentes e deslizamentos.

Por outro lado, cada cidadão deve fazer a sua parte, cuidando para não contribuir com o acúmulo de resíduos que possam obstruir bueiros e galerias pluviais, além de estar atento aos alertas e orientações das autoridades locais durante o período chuvoso.

Não podemos esquecer também daqueles que estão em situação de vulnerabilidade, especialmente os moradores de áreas ribeirinhas e de baixa renda, que muitas vezes vivem em abrigos precários suscetíveis a desabamentos. É fundamental que sejam oferecidos abrigos seguros e assistência adequada a essas pessoas durante as intempéries.

Foto: Josenildo Costa

Este é um momento de alerta máximo para as defesas civis do estado e dos municípios, que devem estar preparadas para agir rapidamente em casos de emergência, garantindo a segurança e o bem-estar de todos os cidadãos.

Que esta tragédia sirva de lição e nos motive a redobrar nossos esforços na prevenção e no cuidado com as consequências das chuvas, visando sempre a proteção e a preservação da vida humana.

Assim, estamos solicitando uma audiência pública com a presença de setores envolvidos na prevenção, principalmente as Defesa Civil, estado e municípios.

USO DA TRIBUNA
Olimpio Oliveira (Podemos) falou da sua tristeza em relação às cenas do Rio Grande de Sul, pelas pessoas que perderam suas vidas e daquelas que ficaram sem nada.

Ele fez uma analogia com Campina Grande que não tem infraestrutura para atender as pessoas em caso de um desastre natural, e que a estação das chuvas está por vir. Falou a respeito de centenas de pessoas que estão em situação de rua. Disse ainda que a cidade não tem um albergue sequer. Lembrou ainda que não se faz política de resignação.

Foto: Josenildo Costa

Jô Oliveira (PCdoB) fez registro do tema abordado pelo vereador Olímpio das pessoas que têm como moradia as ruas. Disse que entidades fazem o trabalho do poder público. Informou ainda que aumentou o número de pessoas que moram nas ruas, e que atualmente são 319 pessoas. Quais as ações dos governos de política pública para estas pessoas? Ela disse que recebeu uma denúncia de entidades que apoiam os moradores de rua, que distribuem material e que servidores da Sesuma recolhem.

Márcio Melo (Podemos) mais uma vez cobrou a manutenção das estradas e passagens molhadas, nos distritos por conta das chuvas.

Foto: Josenildo Costa

Aldo Cabral (União Brasil) falou do seu trabalho pelos bairros de Campina Grande, das cobranças da Oposição para reformas na Creche Vovó Adalgisa, que está em fase de conclusão, pelo Posto do Mutirão, que está sendo feita.

Disse que no dia de ontem fez uma visita ao Distrito de Galante e que cobrou ao secretário de Agricultura, Renato Gadelha, o corte de terra que foi feito o corte de terra.

Também falou da importância da agricultura familiar, e viu que a estrada de Galante está ficando muito boa, do Aluízio Campos até Galante. Frisou que a obra é do povo e que o vereador luta pelo povo.

Saulo Noronha (MDB) disse que o vereador é de toda a cidade, e que representa a população da cidade, e acrescentou que Aldo teve mercadinho em Galante, e que fica feliz, porque as localidades estão representadas. “Cada um tem um papel importante, e todos temos demandas, é para ser assim, não é disputa eleitoral é serviço prestado. As cobranças são feitas na CASA, e parabenizou Aldo em nome do G5’.

Foto: Josenildo Costa

Alexandre Pereira (União Brasil) disse que não faz muito tempo que se pregava nesta tribuna, que Campina ficaria sem água se o túnel que ligaria o Parque do Açude Novo ao Parque do Povo fosse feito. Passados quatro meses, o túnel está pronto. Disseram também que a cidade ficaria sem telefonia, o que não aconteceu.

O vereador denunciou que a cidade está sem água potável, a cor e o cheiro da água nas torneiras é um reflexo do descaso da Cagepa.

Indagou, quais os avanços na distribuição de água na cidade? O que melhorou? Água cara, distribuição ineficiente.

O processo de distribuição de água deve ser revisto. E que vai cobrar da Cagepa uma resposta.

Finalizou sua fala parabenizando a todas as mães não só de Campina Grande, mas do Brasil e do mundo.

Foto: Josenildo Costa

Pimentel Filho (PSB) no que diz respeito ao caso de assédio na Escola estadual de São José da Mata, o vereador disse que a pessoa foi afastada e está respondendo na Justiça.

Cobrou a recuperação das estradas dos Distritos e disse que a Prefeitura fez apenas 80 metros e mostrou um vídeo do começo do mês.

Falou também a respeito do São João e do cachê de miséria pago aos artistas locais. E do anúncio do senador Veneziano para a festa e pediu para que fale com a empresa que faz a festa para pagar um cachê digno.

O vereador fez uma homenagem às mães que geraram e mães que adotaram filhos e as mães que também são pais,

Aldo Cabral – agradeceu ao vereador Pimentel e disse que é vereador de Campina Grande, e apresentou o vídeo da estrada que ele passou no dia de ontem.

Foto: Josenildo Costa

Rostand Paraíba (PP) na Tribuna disse que é vereador de toda a Campina Grande, e mais uma vez defendeu o Governo do Estado, e enumerou obras na cidade. Ele também cobrou do Estado ações para o futebol amador de Campina Grande, pedindo a construção de uma Arena com gramado sintético e banheiros. Disse que a senadora Daniela Ribeiro mandou 500 mil para a Secretaria de Esportes e quer saber como este valor foi utilizado.

Ele também falou a respeito dos empréstimos aprovados pela Câmara. Cobra a conclusão das obras e disse que falta planejamento da gestão.

Napoleão Maracajá (PT) registrou seu agradecimento a todos na manhã de ontem, do apoio e atendimento em decorrência do mal estar, agradeceu as mensagens recebidas, o atendimento do SAMU e a acolhida que teve na UPA Dinamérica. “Fico feliz quando vejo que a coisa pública dá certo. O SUS ainda não cabe a todo mundo, mas ele salva vidas”.

Foto: Josenildo Costa

AGRADECEU
Napoleão Maracajá (PT) registrou seu agradecimento a todos na manhã de ontem, do apoio e atendimento em decorrência do mal estar, agradeceu as mensagens recebidas, o atendimento do SAMU e a acolhida que teve na UPA Dinamérica. “Fico feliz quando vejo que a coisa pública dá certo. O SUS ainda não cabe a todo mundo, mas ele salva vidas”.

Minuto de Silêncio
A vereadora Jô Oliveira solicitou um minuto de silêncio em memória póstuma a senhora Maria Amélia Pimentel de Araújo.

Marinaldo Cardoso incluiu o nome de Maria de Lourdes Alves de Araújo. A vereadora Ivonete Ludgério acrescentou o nome do costureiro Roberto Cunha, muito conhecido na cidade. Eva Gouveia se acostou às solicitações.

Foto: Josenildo Costa

O vereador Saulo Noronha (MDB), antes de encerrar os trabalhos, convidou a todos para a sessão solene de entrega do Título de Cidadania Campinense, a Dra. Joaquina de Araújo Amorim, a ser realizada hoje à noite, a partir das 19h. Solicitada pelo vereador Janduy Ferreira de autoria do então vereador Severino da Prestação.

Saulo Noronha informou ainda da realização de uma sessão especial comemorativa aos 30 anos de estratégia de saúde da família – ESF, nesta sexta-feira (10), a partir das 10h, de autoria do vereador Napoleão Maracajá.

Encerrou a sessão convidando os parlamentares para a sessão ordinária da próxima terça-feira (14). E parabenizou antecipadamente todas as mães campinenses e do Brasil.

DIVICOM/CMCG




Vereadora alerta sobre casos de suicídio entre minorias no Estado

A vereadora Valeria Aragão (Republicanos) fez um pronunciamento contundente durante a última sessão da Câmara Municipal, trazendo à tona uma questão urgente e preocupante: o aumento dos casos de suicídio entre minorias no Estado. Em seu discurso, ela lamentou profundamente o recente falecimento de Alana Guedes, uma mulher trans, vítima de suicídio. Além disso, destacou o trágico episódio envolvendo Gabriel, um homem trans do município de Lagoa Seca, que também tirou a própria vida.

A vereadora expressou sua consternação diante do cenário atual, caracterizado por discriminações e preconceitos enfrentados por diversas minorias. Em suas palavras, “lamento e vejo como preocupante o aumento de casos como estes”. Ela ressaltou a importância de não alimentar, permitir ou estimular ações discriminatórias contra qualquer estilo de vida, enfatizando que tais atitudes apenas contribuem para o aumento da violência.

Demonstrando solidariedade às famílias enlutadas e reafirmando seu posicionamento contra qualquer forma de discriminação, a vereadora enfatizou seu apoio incondicional às vítimas e suas famílias. “Meu apoio e solidariedade às famílias e sou contra a discriminação seja ela de onde vier”, declarou ela.

O discurso da vereadora ecoou pelo plenário, sensibilizando seus colegas parlamentares e reforçando a necessidade urgente de ações efetivas para combater o preconceito e promover uma sociedade mais inclusiva e justa para todos.

TRIBUNA
Rostand Paraíba (PP) mais uma vez foi à Tribuna cobrar da gestão do campo de futebol em São José da Mata. Sobre o calçamento que está chegando a Zona Leste, disse que ainda é lento.

Foto: Josenildo Costa

Janduy Ferreira (União Brasil) na Tribuna falou das suas visitas aos bairros. Disse que foram registrados avanços na causa animal. Fez com tristeza o registro dos acontecimentos no Rio Grande do Sul, e disse que é solidário às pessoas e também aos cuidadores, também destacou uma Lei de 2017, que trouxe alegria para os defensores da causa animal. Hoje, Campina Grande tem dois Castramóvel, um da Prefeitura e um do Estado, também falou da Delegacia de Defesa ao Meio Ambiente e dos Animais.

Foto: Josenildo Costa

Olimpio Oliveira (Podemos) falou da audiência pública para falar sobre os direitos dos autistas. E que os temas debatidos, como o descredenciamento das clínicas e profissionais em massa, pelos Planos de Saúde, a demanda vai ser encaminhada ao Ministério Público.

EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO
Napoleão Maracajá (PT) na Tribuna, disse que esperava que os projetos autorizativos fossem votados durante a sessão desta quarta-feira. “Faço pela terceira vez um apelo à SEDUC que libere o fardamento das escolas municipais. As fardas que estão sendo usadas são as de 2021”. Ele também pediu ainda a liberação dos prestadores da Educação durante os 15 dias do recesso junino.

Olimpio Oliveira (Podemos) pediu ao presidente da CASA urgência na homologação do projeto de Emenda à Lei Orgânica Municipal, para definição do rateio dos recursos do Fundef.

EDUCAÇÃO DO ESTADO
Alexandre Pereira (União Brasil) disse que na segunda-feira esteve na 3ª Região de Educação, para protocolar requerimento e saber quais as providências sobre as denúncias de assédio de um professor a alunos da Escola Estadual José Miguel Leão de São José da Mata, feita por pais.

O vereador disse que recebeu informação de que está havendo interferência política de vereadores desta CASA naquela escola, denunciada pelos pais.

“Quais as medidas protetivas? Se estão sendo cumpridas? Se tem algum procedimento administrativo por parte da Escola Estadual?

De acordo com Alexandre, uma escola que era referência, hoje é um cabide de emprego, e que existe uma denúncia de um casal de professores que surtam e querem bater nas crianças.

Alexandre lamentou que apenas dois blogs publicaram a nossa denúncia, e agradeceu a Arimatéia Souza. Disse que o silêncio é total e que o professor denunciado, recebeu como prêmio, a nomeação de gestor da Escola e que os servidores que confirmaram a denúncia foram transferidos.

O vereador informou ainda que os pais estão transferindo os filhos para escolas de Pocinhos, o que está aumentando a evasão escolar, e os servidores que confirmaram as denúncias, foram transferidos.

REUNIÃO COM SECRETÁRIOS
Estiveram presentes na Sessão Ordinária da CMCG, a Coordenadora de Gestão da Prefeitura de Campina Grande, Marcia Madalena, o Chefe de Gabinete, Marcos Alfredo e a representação de diversas secretarias, como Félix Neto – Secretário de Planejamento, Gestão e Transparência, Vitor Ribeiro – Superintendente da STTP, Asfora Neto – Secretário de Educação, Renato Gadelha – Secretário de Agricultura, Diogo Lyra – Secretário de Administração e Joab Machado – Secretário de Obras.

A discussão foi relativa aos Projetos de Lei de nº 159 e 160, que tratam da autorização de abertura de crédito adicional especial e abertura de crédito adicional suplementar, respectivamente, no orçamento da Prefeitura Municipal de Campina Grande. O objetivo da reunião foi compreender as solicitações que constam nos projetos e que citam diversas secretarias e órgãos da administração pública.

Foto: Josenildo Costa

Napoleão Maracajá fez o registro da presença dos servidores da saúde na Casa, que continuam com a pauta da data base para o mês de janeiro (que permanece no mês de maio), além do reajuste e reformulação do Plano de Cargos e Carreiras (PCCR) dos profissionais da saúde, que espera que a votação aconteça amanhã. (PELA ORDEM)

O Superintendente da STTP, Vitor Ribeiro, realizou explicações breves sobre a suplementação para o órgão, que consta no PL 160 e trata de suplementação para pagamento de despesa do exercício anterior e ações administrativas, no valor de R$20.000,00 (vinte mil reais).

Pimentel Filho disse que desde o início do seu trabalho como vereador, nunca presenciou a solicitação de diversas suplementações em um único projeto. Ele disse que entende algumas necessidades prementes, mas que há outras que são discutíveis. O vereador também falou da necessidade de desvinculação e que cada secretaria envie a própria solicitação, sugerindo esse encaminhamento.

Anderson Almeida falou que o pedido feito pela STTP tem um código que trata de despesas de exercícios anteriores, no entanto, de acordo com o vereador foi emitido o relatório do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, onde diz que não é permitido a realização de pagamento de questões administrativas, contabilizando que são dívidas de despesas anteriores. Ainda de acordo com Anderson Almeida, o relatório diz que é uma manobra realizada em 2021, 2022, 2023 da prefeitura de Campina Grande na tentativa de burlar os números para aquisição do percentual necessário na lei de responsabilidade fiscal.

Marcia Madalena explicou que essa é a primeira vez em que são enviados projetos com solicitações de diversas suplementações, visto que até o exercício de 2023, as suplementações eram realizadas com a autorização do poder legislativo, no Art. 6º, de cada Lei Orçamentária. No entanto, no orçamento de 2024 essa autorização inicial foi suprimida pelo Poder Legislativo. Exemplificando, falou de uma situação hipotética, em que havendo a necessidade de qualquer despesa, mesmo que seja simples, necessita da autorização através de um Projeto de Lei que é enviado para a Casa Legislativa. Marcia Madalena explicou que foram enviados 05 Projetos de Lei, enviados entre março e abril, pois quanto mais separar as demandas, mais projetos serão necessários.

Dando explicações aos questionamentos do vereador Anderson, ela disse que o elemento que está sendo solicitado na STTP é do nº 33, 90 e 92. O 92 trata de despesa do exercício anterior e o 33, por sua vez, é despesa de custeio. O alerta que o vereador menciona do TCE, segundo a coordenadora de gestão, é para a despesa 31, 90 e 93, explicando que a despesa que está sendo solicitada não é despesa de pagamento de pessoal e em todas as solicitações que estão sendo realizadas, não é para despesa de pessoal.

Com os esclarecimentos da gestora, o vereador Anderson Almeida citou a Lei Orçamentária, que trata do planejamento dos recursos para o ano de 2024 e questionou se o orçamento que foi colocado para o ano inteiro já foi encerrado. Como resposta, Marcia Madalena confirmou que sim e o vereador perguntou onde está o planejamento da cidade, visto que a lei foi sancionada agora em abril.

Pimentel Filho disse que diante dos esclarecimentos, parece que a peça orçamentária é fictícia e que o que existia era o ‘copia e cola’ de um ano para o outro, visto que não há justificativa para um orçamento durar 03 meses. Pimentel disse que foi necessário que o poder legislativo suprimisse a autorização na própria LOA, já que isso não é permitido na lei orgânica do município, para que agora se busque um planejamento. O vereador também citou que no último artigo de cada projeto, diz que fica o poder executivo autorizado a suplementar os referidos créditos de acordo com a lei federal, permitindo que se faça o que já foi suprimido na LOA. Pimentel disse que o pedido é uma ‘’casca de banana’’.

A reunião foi transferida para o salão nobre, aberta à imprensa, com o intuito de ser realizada a audiência pública de autoria de Olimpio Oliveira.

O DIA SEGUINTE
Luciano Breno (Avante) pela liderança, falou da reunião com os secretários a respeito das suplementações necessárias a serem feitas. Parabenizou a oposição e o papel cumprido nesta CASA.

Foto: Josenildo Costa

Fez um apelo para abrir uma pauta de votação, discutir o que não foi discutido e aprovar o que já foi debatido.

Bruno Faustino (Agir) sobre a reunião de ontem entre os secretários e vereadores disse que o secretário de Educação em entrevista a uma rádio disse que a Oposição era culpada pela não aprovação do projeto de suplementação.

Jô Oliveira (PCdo B) e Olímpio Oliveira (Podemos) lamentaram a postura do secretário.

O presidente Marinaldo Cardoso (Republicanos) ratificou a fala de Luciano Breno, a reunião com os secretários foi muito proveitosa e garantiu votar as suplementações que a cidade precisa.

SAÚDE BUCAL
Fabiana Gomes (União Brasil) – informou que nesta quarta-feira (8) acontece, em várias cidades brasileiras, o “Dia D do Mais Saúde Bucal nas Escolas”, iniciativa promovida pelos Ministérios da Saúde e Educação. O Dia D tem como objetivo promover a conscientização sobre a importância da higiene bucal e oferecer serviços de saúde diretamente nas escolas.

Foto: Josenildo Costa

De acordo com a vereadora Fabiana Gomes, o Dia D de Saúde Bucal nas Escolas, em Campina Grande, a programação está sendo realizada na Sociedade Odontológica, com uma capacitação para todos os profissionais da Saúde Bucal no município.

ORDEM DO DIA
Foi aprovado por unanimidade, o requerimento de urgência especial que considerou a tramitação dos Projetos números 151, 169/2024, na Ordem do Dia da sessão ordinária, em 8 de maio, e o Projeto de Lei número 94/2024, de autoria do Poder Executivo.

O Projeto do Executivo que autoriza abertura de crédito adicional suplementar no Orçamento da Prefeitura Municipal para o exercício de 2024, foi aprovado nas duas votações por maioria, com voto contrário do vereador Márcio Melo (Podemos).

O relator da Comissão de Justiça da CMCG, Anderson Almeida (PSB), emitiu parecer favorável à votação, por não ter nenhum vício.

Foto: Josenildo Costa

Os projetos de Napoleão Maracajá (PT) que autoriza o Poder Executivo à criação do Adicional de Risco de Vida aos servidores ocupantes dos cargos efetivos de vigilante.

E o projeto que altera dispositivo da Lei Municipal nº 063, de 29 de dezembro de 2011, que institui o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração para os profissionais da área da saúde lotados na Secretaria Municipal de Saúde.

Os projetos foram aprovados em primeira e segunda votações por unanimidade, após um ajuste acordado entre as bancadas e pareceres verbais de Anderson Almeida (PSB), secretário da CCJR – Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Foto: Josenildo Costa

A 37ª sessão ordinária da 4ª sessão legislativa da Câmara Municipal de Campina Grande, realizada nesta quarta-feira (8), foi presidida por Alexandre Pereira (União Brasil) e Marinaldo Cardoso (Republicanos), secretariada por Janduy Ferreira (União Brasil) e Saulo Noronha (MDB).

O vereador Marinaldo Cardoso (Republicanos) encerrou os trabalhos convidando os parlamentares para a sessão ordinária desta quinta-feira (9), a ser realizada em formato híbrido, a partir das 9h30.

DIVICOM/CMCG




Audiência Pública na CMCG trata os autistas como sujeitos de direitos

Na manhã desta terça-feira (7), atendendo uma propositura do vereador Olímpio Oliveira (Podemos) foi realizada uma audiência pública alusiva ao Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, transcorrido no dia 2 de abril. Os trabalhos foram abertos pelo presidente Marinaldo Cardoso (Republicanos) e secretariados pela Drª Carla (Podemos).

O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foi estabelecido em 2007 pelas Nações Unidas e, desde então, vem sendo celebrado como forma de aumentar a conscientização relacionada a todos os aspectos do transtorno do espectro do autismo (TEA).

O autismo, atualmente chamado de Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição caracterizada por comprometimento na comunicação e interação social, associado a padrões de comportamento restritivos e repetitivos.

Os sinais do TEA começam na primeira infância e persistem na adolescência e na vida adulta. A condição acomete cerca de 1 a 2% da população mundial, com maior prevalência no sexo masculino, e as causas são multifatoriais, com grande influência genética, mas também com participação de aspectos ambientais.

Algumas outras condições podem acompanhar o TEA, como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), depressão, epilepsia e deficiência intelectual, essa com ampla variabilidade.

O tratamento do TEA é baseado em terapias de reabilitação que devem ser direcionadas de acordo com as necessidades de cada pessoa e envolvem equipe multidisciplinar. Os principais objetivos do tratamento são melhorar a funcionalidade social e as habilidades de comunicação e reduzir comportamentos negativos e não-funcionais e, assim, contribuir significativamente para a qualidade de vida das pessoas com TEA e de seus familiares/cuidadores. Sabe-se que o tratamento precoce tem grande impacto no prognóstico. Ambientes com acessibilidade, educação inclusiva, programas de suporte e a inclusão no mercado de trabalho têm contribuído substancialmente para a melhora da qualidade de vida desta população.

BENEFÍCIOS
Existe um benefício chamado BPC – Benefício de Prestação Continuada, ou popularmente chamado de “LOAS”. Esse benefício é pago pelo INSS a pessoas (crianças ou adultos) que comprovarem através de laudo médico (particular ou público) que possuem Espectro Autista, seja ele leve, moderado ou grave. Esse laudo médico pode ser do SUS ou Particular.

Além do laudo médico comprovando que a pessoa possui espectro autista, é necessário comprovar que pertence à família de baixa renda através de inscrição no Cadastro Único (CadÚnico).

Esse benefício é pago pelo INSS no valor de um salário-mínimo que atualmente representa R$1.412,00 por mês.

Quais são os direitos dos autistas?

  • Carteira de Identificação.
  • Redução da jornada de trabalho dos pais.
  • Inclusão escolar.
  • Atendimento prioritário.
  • Mercado de trabalho.
  • Isenção de Impostos para a Aquisição de Veículos.
  • Vagas preferenciais no estacionamento.
  • Transportes.

Foto: Josenildo Costa

FORMAÇÃO DA MESA
Lívia Sales, coordenadora de Saúde Mental do Município; Juan Carlos Medeiros (Autista); Pedro Farias (Procon-CG); Ana Lúcia (Seduc); Cíntia Azevedo (OAB); Elisângela (SEMAS); Mélany Mendoza, advogada.

JUSTIFICATIVA
Olimpio Oliveira (Podemos), iniciou a sua fala agradecendo aos convidados e aos vereadores que liberaram o plenário da Câmara para a realização da audiência e participaram de uma reunião com secretários municipais, no Salão Azul da CASA.

Foto: Josenildo Costa

O vereador informou que a audiência para discutir o direito de cidadania das pessoas com TEA, deveria ser realizada no Abril Azul, mas em decorrência da pauta da Câmara somente hoje pode ser realizada e aqui estamos para ouvir os convidados, representantes de órgãos municipais, entidades ligadas à causa, os autistas e familiares.

Marinaldo Cardoso (Republicanos) antes de passar a presidência dos trabalhos ao propositor da audiência, parabenizou o vereador Olímpio, e agradeceu as vereadoras Fabiana Gomes (União Brasil), Dona Fátima (Podemos) e Dra. Carla (Podemos) e justificou a ausência dos vereadores que estão em outra reunião.

Olimpio Oliveira ainda registrou que em pequenos passos a CASA tem trabalhado pela causa autista. Falou do Rol Taxativo, que era prejudicial aos autistas, e que no ano passado através do presidente do Senado, solicitou a sua intervenção na solução do problema através da Agência Nacional de Saúde, “Hoje o Rol Taxativo é meramente explicativo”.

Ele acrescentou que hoje a inquietação diz respeito ao descredenciamento das clínicas feito pelos planos de saúde, o que é uma violência.

“Esta audiência tem o objetivo de falar a respeito desta violência, é sobre a negativa de políticas públicas; ouvir os familiares e profissionais envolvidos; o que o Poder Legislativo pode fazer? Queremos ouvir a todos”, destacou.

PALESTRANTES
As falas foram abertas por Juan Carlos Medeiros (autista) que agradeceu a oportunidade de estar na Câmara. Falou a respeito de sua vida de estudante, ele tem 13 anos, está numa escola regular e cursa o 8º ano. Disse que são muitos os desafios enfrentados no dia a dia, e que cada um tem uma jornada diferente.

Foto: Josenildo Costa

Falou da carência de material adequado nas escolas, no momento de crescimento. “Há muito a ser feito para tornar a escola acessível e inclusiva para todos. É preciso promover a aceitação e o respeito. Peço a todos para ser um aliado da inclusão para que todos possam brilhar”, finalizou.

Foto: Josenildo Costa

Lívia Sales – coordenadora de Saúde Mental do Município –  disse que “esta é uma pauta muito importante, e parabenizou o Dr. Olímpio, e que estamos falando do Abril Azul, campanha inclusiva, o 4º Encontro Municipal sobre o Autismo no Teatro, e que convidamos os leigos para entender o que é autismo”.

Falou ainda do Selo Azul, que premiou as pessoas envolvidas com a causa, da ação fora do Teatro, no Parque da Criança. “Os desafios são inúmeros. Preconceito e discriminação, um Uber se nega levar uma criança autistas. O número de autista está aumentando consideravelmente, em 2023 – 1 em cada 33 crianças nascem com autistamo”.

Lívia destacou ainda o trabalho da Primeira Clínica Escola, e que está sendo viabilizada uma segunda clínica. Saúde e educação juntas melhoram as condições dos autistas.

Disse que uma preocupação agora, está atrelada aos diagnósticos feitos de forma inadequada. Denunciou ainda que tem mães que pedem aos filhos que batam a cabeça na parede para provar que são autistas.

Foto: Josenildo Costa

Cíntia Azevedo – Comissão estadual dos autistas na OAB – agradeceu ao vereador pela Audiência Pública. Ele é mulher autista e mãe de autista.

Denunciou os Direitos violados – falta de acesso à saúde, e da necessidade de fiscalização dos planos de saúde que estão descredenciando as Clínicas. Que as terapias estão sendo realizadas em grupo e em dupla, que deve ser esporádica. Tem que se aplicar as leis devidamente. Legislação tem muita, precisa-se cumprir. No trabalho, tem muito adulto com capacidade, mas falta adaptação.

Ela defende uma Audiência junto ao Ministério Público do Consumidor, já que os planos de saúde estão rescindido os contratos.

Pedro Farias – Procon Municipal – agradeceu a CASA pela audiência pública. Disse que o Procon é um órgão fiscalizador. Informou que durante uma semana de fiscalização educativa nas farmácias e supermercados foi explicada a questão de prioridades.

Gicelia Medeiros – Mãe de Ruan- agradeceu ao vereador. E falou que o filho foi diagnosticado aos 3 anos e aí começaram os desafios, Denunciou que a Clínica que atendia Ruan o plano de saúde descredencia, e hoje ele está sem nenhum tratamento.

Célia de Medeiros Souza – avó de Ruan – disse que o neto é seu professor, que ele é uma pessoa muito dócil, e está sem terapia nenhuma, “peço a força de todos vocês, com a terapia ele rende muito mais”.

Roberta Figueiredo – parabenizou Olímpio pela audiência pública e que está feliz, ela criou a Associação Campinense de Pais Autistas, e que vive o autismo na pele, seu filho tem 15 anos.

Destacou o trabalho da ACPA e do Centro de Atendimento ao Autista. Também falou de muitos diagnósticos equivocados. Não entende como uma mãe fica triste ao receber uma alta. Muitos laudos da rede particular são equivocados, e que trabalha somente com o laudo SUS, o CPA tem 180 crianças com atendimentos individualizados. Denunciou que está havendo compra de laudos em Campina Grande, e que as autoridades têm que ver esta questão.

“A gente precisa de orçamento, o SUS paga 10 reais por atendimento. Apelo ao Procon uma fiscalização da documentação dos profissionais que atendem os autistas A fiscalização deve ser feita nas clínicas particulares e também nas escolas da rede particular. Há um ano a gente descobriu uma pessoa que se passava por psicóloga, quando não era”.

A CPA funciona no turno da manhã, o centro atende 300 usuários e que acredita no SUS.

Irinaldo Marinho – pai de Ruan Carlos – falou da luta constante, dos desafios enfrentados, Ruan é um orgulho para a família.

Foto: Josenildo Costa

Napoleão Maracajá (PT) disse que destinou uma emenda à instituição dirigida por Roberta. Disse que existe um esquema montado para oferecer laudos inadequados. Combater a corrupção e defender o orçamento para esta causa.

Ângela Albino – professora da UFCG e mãe de autista, disse que era uma pena o Dr. Raniere não está na Câmara. Seu filho estuda na rede privada e luta para que ele seja incluído. Lei Berenice Biana  diz que a escola tem que dar assistência. O Procon, um órgão educador, deve fiscalizar o cumprimento da Lei de Inclusão.

Disse que é preciso prioridade política e que o Brasil é ainda um país de bastante corrupção. Ela passou seis meses para receber um laudo do filho no Hospital de Trauma,

Mélany Mendoza – advogada – direito médico e saúde e doenças raras. Disse que é possível o descredenciamentos por parte dos planos de saúde, a não comunicação é que não pode ser. Risco de perder habilidades já adquiridas. Perda de um vínculo terapêutico. A questão é muito séria, precisa do acompanhamento da OAB e do Ministério Público, para a questão da qualidade dos profissionais.

Educação, necessidade das escolas, campanhas educativas, bullying. Passa da mera discussão para a ação.

Kalina de Oliveira – SEMAS –  assistente social – trabalho humanizado, cidadania, garantia de direitos. Capacitação dos profissionais da SEMAS. Centro Dia (apoio às mães atípicas), Criança Feliz, também apoia as mães.

Faz a sugestão de uma Rede de apoio ao autista e pessoas com deficiências.

Ana Lúcia Ferreira – Educação – Diretora de Apoio às Escolas – avanço das pessoas com deficiência. O AEE conta com 112 turmas, e 3.120 alunos. A Secretaria sempre promove formação de AEE. Acolhimento da criança. Visitas semanais nas escolas. Nas escolas municipais são mais de 4 mil crianças com deficiências

Foto: Josenildo Costa

Pedro Farias – Procon – disse que vai avaliar a viabilidade jurídicas para as fiscalizações na educação e clínicas privadas, e solicitou o apoio do Ministério Público. E que registrou todas as solicitações.

Olimpio disse que foi uma manhã rica na Câmara, e que vai fazer os devidos encaminhamentos, como a audiência pública com o Ministério do Consumidor; com a Promotoria da Saúde e Promotoria da Educação e uma fiscalização abrangente da equipe técnica, além do cumprimento das Leis, planos de ensino individualizado, atendimento e suporte.

O vereador informou que todas as solicitações serão encaminhadas às autoridades.

DIVICOM/CMCG




Denúncias de assédios em escola do estado chega ao Parlamento Mirim

Alexandre Pereira (União Brasil) trouxe à luz uma denúncia alarmante que abala uma escola estadual no Distrito de São José da Mata. Segundo o vereador, mães de alunos procuraram a Terceira Região de Ensino do Estado, para relatar casos persistentes de assédio por parte de um coordenador escolar. Pereira e as mães afirmam que tais denúncias foram negligenciadas, e que o coordenador em questão teria sido indicado politicamente por vereadores que ocupam assentos na Câmara de Campina Grande.

Foto: Josenildo Costa

Alexandre Pereira, ainda acrescentou que as mães, ao tentarem levar a denúncia à mídia local, encontraram obstáculos, com entrevistas sendo canceladas. Uma das mães, teve que recorrer a medidas protetivas após sua filha ter pulado o muro para fugir da situação. Alexandre destacou a gravidade da situação ao revelar que o indivíduo em questão foi afastado por apenas 30 dias e, ao retornar, foi promovido a diretor da escola, enquanto a Terceira Região não deu atenção adequada às famílias denunciantes.

Disse que de acordo com relatos de estudantes, alguns professores estrangeiros estão aterrorizando os alunos, levando alguns deles a optarem por estudar em outra localidade. Segundo o vereador, o ambiente escolar tornou-se hostil, deixando os pais desesperados diante da estrutura política que se estabeleceu dentro da instituição.

Diante desses acontecimentos, o vereador expressou sua intenção de cobrar e acompanhar de perto as medidas tomadas pelas autoridades competentes em relação ao caso.

RESPOSTAS
Pimentel Filho e Anderson Almeida ressaltaram que por envolver adolescentes e menores de idade, provavelmente o processo ocorre em segredo de Justiça, sendo devidamente investigado. Pimentel se colocou à disposição para acompanhar o caso. Anderson acrescentou que é essencial verificar o andamento das investigações, pois, se estiverem em curso, os parlamentares podem solicitar para acompanhar o processo, contudo, com cautela para não interferir no procedimento. Jô Oliveira acrescentou que os processos correm em segredo de Justiça até mesmo para proteger os menores de idade envolvidos e destacou a importância de marcar o lugar enquanto CASA, contra o assédio e que estão a postos para acompanhar esse debate.

PCCR DA SAÚDE
Napoleão Maracajá (PT) destacou a presença dos servidores da saúde na Casa Legislativa, ressaltando a importância de suas reivindicações. Maracajá enfatizou que o governo tem até o mês de maio para cumprir a pauta dos servidores, incluindo a data base e a recuperação salarial. Ele também mencionou o pedido para que a data base seja em janeiro para todas as categorias e a aprovação do Plano de Cargos e Carreiras (PCCR) dos profissionais da saúde.

Pimentel Filho abordou a necessidade de ajustar o PCCR dos servidores da saúde, lembrando que essa era uma promessa do governo antes de assumir a gestão. Ele também criticou o atraso na compra dos fardamentos escolares, ressaltando que o orçamento já previa essa despesa e enfatizou a disposição da Casa em ajudar a corrigir os erros que devem ser assumidos pela administração.

EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO
Napoleão Maracajá (PT) o vereador expressou sua preocupação com uma possível mudança na concepção do funcionamento das creches municipais, com a retirada da integralidade, destacando que não concorda com essa medida e que espera ser apenas uma notícia falsa. Ele também questionou uma fala que ouviu no rádio, feita pelo secretário de Educação, que coloca como responsabilidade da Câmara Municipal o motivo por ainda não ter realizado a compra das fardas das escolas municipais, enfatizando que essa não é uma prerrogativa do poder legislativo.

Foto: Josenildo Costa

Napoleão expressou sua responsabilidade ao subir à Tribuna e solicitou a transmissão da fala do secretário durante a entrevista. Ele enfatizou que o secretário afirmou que parte do material escolar não foi entregue devido à oposição.

Olimpio Oliveira (Podemos) criticou as desculpas desnecessárias do secretário, destacando que, em vez de facilitar a construção, apenas estão sendo criados problemas. O vereador enfatizou que não se sente culpado por essa situação e que, se o secretário está tentando direcionar a opinião pública contra os vereadores, deveria compreender que o ano começou em primeiro de janeiro. Ele argumentou que se há alguém incompetente nessa questão, é aquele que deixa passar vários meses para providenciar a compra dos fardamentos.

Bruno Faustino (Agir) disse que observou a tentativa do secretário de responsabilizar não apenas a Câmara, mas todos os vereadores, pela questão dos fardamentos escolares.

Rostand PB destacou a importância da educação municipal e ressaltou positivamente a qualidade do ensino e da gestão das escolas, apesar do atraso na entrega do fardamento.

Pimentel Filho sugeriu que o secretário de Educação e o de Finanças possam vir até a CASA para discutir o projeto de votação de suplementação. Marinaldo Cardoso acrescentou que irá convidar também o Chefe de Gabinete e todas as pastas que estiverem dentro do projeto.

EMPRÉSTIMO E ORÇAMENTO
Napoleão Maracajá (PT) o vereador também mencionou a demora na sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA) na tentativa de evitar a aprovação do orçamento impositivo. Sobre a revogação feita pela Casa, do empréstimo internacional, ele afirmou que não teve nenhum efeito, especialmente porque, segundo informações de Veneziano, o empréstimo está liberado.

Pimentel Filho (PSB) destacou que, em menos de três meses, já foram votadas duas aberturas de crédito, o que levanta questões sobre o compromisso do governo em relação ao envio do orçamento e ao planejamento adequado. Ele observou que essas aberturas de crédito essencialmente representam um novo orçamento enviado à Câmara, considerando a quantidade de pedidos de abertura de crédito e suplementação.

Jô Oliveira (PCdoB) abordou diversos pontos em sua fala. Primeiramente, ela mencionou o Projeto de Lei (PL) 94 do Executivo, datado de 24 de abril, que faz referência à necessidade de alocar recursos para áreas deficitárias do orçamento público de Campina Grande. Jô Oliveira destacou que a oposição não é contrária a empréstimos, tendo aprovado dois na CASA, mas expressou sua objeção ao empréstimo internacional devido ao endividamento que acarretaria para Campina Grande até 2043.

A vereadora também mencionou a votação de cinco suplementações adicionais, além das duas já votadas na semana anterior. Sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), disse que foi sancionada há duas semanas e questionou se a falta de compra dos fardamentos escolares seria culpa dos vereadores.

Ela informou sobre a discussão em andamento no Conselho sobre a integralidade das escolas, ressaltando que o projeto já está na Câmara.

RESPOSTAS
Luciano Breno (Avante) destacou a importância de trazer fatos para a Tribuna, especialmente ao discutir a questão do fardamento escolar em relação à fala do secretário. Ele reiterou que não ouviu o secretário afirmar que a responsabilidade de comprar os fardamentos era da Câmara Municipal. Ao contrário, o que ele ouviu foi que, devido à falta de votação da suplementação que está na Casa para votação, a compra do fardamento ainda não havia sido efetuada. Breno ressaltou que a questão da suplementação não era o cerne do debate, mas sim o que foi dito pelo secretário inicialmente.

Além disso, Breno abordou sobre a votação da suplementação, enfatizando que essa é uma prerrogativa da Câmara. Ele mencionou que, na mesma suplementação, há um pedido para a compra de coletes dos guardas municipais. O vereador destacou que se algo não está acontecendo devido à falta de votação da suplementação, isso se deve à responsabilidade dos vereadores.

Foto: Josenildo Costa

Marinaldo Cardoso (Republicanos), na qualidade de presidente da Casa Legislativa, informou que já solicitou, por meio de um requerimento de urgência, a entrada do projeto de suplementação. Ele explicou que dentro desse projeto estão contempladas diversas pautas que dependem dessa suplementação para avançarem. O presidente expressou compreensão de que a Casa está olhando por esse ângulo e que não há obstáculos aparentes. No entanto, destacou que há dúvidas por parte de alguns vereadores e que elas podem ser esclarecidas com os secretários, especialmente em relação a dois novos projetos que chegaram e que os demais projetos que já foram discutidos, podem prosseguir com o processo de votação.

Quanto à fala do secretário, Marinaldo Cardoso mencionou que não a ouviu diretamente, mas foi informado por terceiros sobre seus pronunciamentos. Ele sugeriu a possibilidade de convidar o próprio secretário para dialogar abertamente sobre o assunto, mostrando a disposição da Casa para o diálogo e a resolução dos impasses.

Foto: Josenildo Costa

DESTAQUE: MEDALHA DE EDUCAÇÃO DE CAMPINA GRANDE
O vereador Olimpio Oliveira (Podemos) fez a entrega da medalha de destaque na atuação de educação de Campina Grande, para o professor de história Cícero Antônio Agra Medeiros, pela sua contribuição na história e memória de Campina Grande, ressaltando o justo reconhecimento.

TRIBUNA LIVRE
Na sessão aconteceu uma Tribuna Livre, solicitada pelo Sr. João Tavares da Silva Neto, a fim de expor a instabilidade territorial dos povos Tabajaras, provocada por invasores no Sul da Paraíba, e tratar também sobre a realidade da educação nas aldeias dos povos Potiguara, no norte do nosso Estado.

Foto: Josenildo Costa

O professor João Tavares da Silva Neto agradeceu aos povos do Estado, que após mais de 6h de viagem, chegaram em Campina Grande. Ele ainda ressaltou que o principal objetivo é garantir não apenas na sala de aula, mas na Câmara Municipal de Campina Grande, a presença e participação dos povos originários, fazendo com que seja também um espaço de crítica e de denúncia. Os estudantes da escola Humberto Lucena também estavam presentes no plenário.

Foto: Josenildo Costa

Pajé Isaias Marcolino, Pajé do povo Potiguara do litoral norte da Paraíba, falou sobre o estado brasileiro que já quis de todas as formas silenciar a voz dos povos indígenas, que ainda lutam incansavelmente contra a destruição, invasão e assassinatos dos povos indígenas. O Pajé registrou que o povo Potiguara da Paraíba se encontra nas localidades da Baía da Traição, de Marcação e do Rio Tinto. Ele ainda pediu que os parlamentares tivessem muito cuidado no momento de elaboração e aprovação dos projetos, pois pode ser um golpe contra os povos indígenas brasileiros. Concluindo, falou que Campina Grande antes de ser uma cidade, também foi uma aldeia, sendo preciso reconhecer a história e reconhecer o papel de proteção da natureza que permite a existência das cidades. O Pajé Isaias Marcolino disse que é pré-candidato a vereador na cidade de Baía da Traição, com objetivo de defender o seu povo e a sua cultura.

Foto: Josenildo Costa

Cacique Carlos Batista – Cacique Arapuã – Povo Tabajara do Litoral Sul, falou sobre os desafios enfrentados com os avanços dos projetos imobiliários, com resorts, loteamentos e condomínios nas áreas litorâneas. Ele informou que conseguiram derrubar duas licenças ambientais do órgão do governo, da SUDEMA. O cacique disse que prenderam as máquinas sendo liberadas após a derrubada da licença. Em seguida, ele ressaltou a importância dos povos indígenas como movimento legítimo e pediu coerência com os direitos indígenas que eles possuem. O cacique também falou que se sabe que em áreas de demarcação indígena, são lugares de matas e florestas protegidas, e que uma vez destruídas, impactarão com a saúde da sociedade. Ele fez um apelo para que ajudem na luta para demarcação no litoral sul, que já está em andamento, solicitando ajuda da cidade de Campina Grande para que a demarcação aconteça.

Foto: Josenildo Costa

Jô Oliveira (PCdoB) expressou sua emoção diante do momento histórico com a presença das lideranças indígenas na Casa de Félix Araújo, ressaltando a resistência dos povos indígenas ao longo da história e ainda nos dias atuais. Ela registrou a presença de Antônio Cardoso, Lucas Bernardo e Ednaldo Barbosa, todos representantes da etnia Tabajara. A vereadora também destacou a satisfação com a presença dos estudantes, que têm a oportunidade de conhecer os povos indígenas e sua história. Concluindo, Jô Oliveira disse que o objetivo da tribuna é solidarizar-se com essa luta secular e destacou a importância de uma casa de leis, estar atenta para essa causa. Jô enfatizou que, acima de tudo, é necessário conhecer e reconhecer nossa origem e história.

Foto: Josenildo Costa

Professor Moisés destacou o privilégio de participar de um momento histórico em Campina Grande, ressaltando a existência de mais de 215 idiomas e línguas indígenas no Brasil, que devem ser preservados. Ele enfatizou a importância da presença dos jovens para reconhecer a relevância histórica e ancestral dos povos indígenas, citando o lançamento de um livro importante este ano por uma antropóloga indígena, intitulado “A Terra dos Mil Povos”. O professor também mencionou a responsabilidade da Câmara Municipal em resgatar a história de Campina Grande.

Napoleão Maracajá (PT) parabenizou a iniciativa e destacou a importância de reavivar as raízes dos povos primitivos e indígenas, mencionando a história de genocídio cometido contra esses povos. Ele enfatizou a dívida impagável que o Brasil tem com os povos indígenas e destacou a necessidade de manter viva essa chama. Napoleão também ressaltou a importância de estarem presentes em espaços como a Casa Legislativa, que ao longo do tempo sofreu transformações, mas que em muitos momentos representavam aqueles que matavam e perseguiam os indígenas.

Pimentel Filho (PSB) destacou a importância do apoio aos povos indígenas a cada ano e expressou a necessidade de resolver a demarcação de terras, que tem se arrastado por décadas sem uma solução. Ele considerou o dia como histórico para a Câmara Municipal e afirmou estar sempre atento e à disposição para contribuir com todos os povos indígenas.

MINUTO DE SILÊNCIO
Marinaldo Cardoso solicitou um minuto de silêncio, pelo falecimento de Maria do Carmo, uma das primeiras moradoras do bairro do Pedregal que contribuiu com o desenvolvimento da comunidade.

A 35ª sessão ordinária da 4ª sessão legislativa da Câmara Municipal de Campina Grande, realizada nesta quinta-feira (2), foi presidida por Marinaldo Cardoso (Republicanos) e secretariada por Jô Oliveira (PCdoB)

A vereadora Jô Oliveira encerrou os trabalhos convidando os parlamentares para a sessão especial da próxima terça-feira (7). A ser realizada em formato híbrido, a partir das 9h30.

DIVICOM/CMCG




Vereadora destaca as conquistas de Campina Grande no “Aqui Tem SUS”

Fabiana Gomes (União Brasil), registrou a participação de Campina Grande, com entusiasmo, dos feitos da cidade na mostra “Aqui Tem SUS”, realizada em João Pessoa pelo COSEMES (Conselho dos Municípios). Entre os destaques, cinco trabalhos campinenses foram selecionados, sendo dois deles reconhecidos em âmbito nacional.

Um dos projetos premiados é o “Salada Artística”, que aborda de maneira criativa e sensível a saúde mental, um tema de extrema relevância. Além disso, a implantação de um ponto de vacinação no Terminal de Integração também foi celebrada como uma conquista significativa para a comunidade.

Foto: Josenildo Costa

Fabiana não deixou de reconhecer o mérito das profissionais por trás dessas iniciativas, parabenizando Ana Caroline e Samira Luna pelo excelente trabalho realizado. Mesmo os projetos que não alcançaram o reconhecimento nacional, como o desenvolvido pela Dra. Micheline Lobo na área de saúde bucal, foram destacados pela sua importância, especialmente por sua ligação com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), fundamentais na promoção da saúde básica da população.

“Reitero minha confiança no SUS e trabalho diariamente para que funcione de forma eficaz”, ressaltou Fabiana. “Para todos os selecionados, meus mais sinceros parabéns”, concluiu, evidenciando seu compromisso com a promoção de uma saúde pública de qualidade para todos os cidadãos campinenses.

AINDA SAÚDE
Alexandre Pereira (União Brasil) trouxe à tona a denúncia envolvendo o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, se referindo ao caso em que uma criança de apenas 6 anos recebeu uma cirurgia no membro incorreto, destacando a necessidade de uma investigação sobre o caso.

Foto: Josenildo Costa

O vereador expressou sua preocupação, visto que o caso parece ter sido abafado durante o final de semana, apesar da divulgação na sexta-feira. Disse que é preciso que os Conselhos e a Comissão de Saúde da CASA se pronunciem, pois não foi apenas negligência médica, mas um trauma psicológico que a criança levará para a sua vida.

Alexandre também fez menção ao Programa Opera Paraíba, do Governo do Estado, ressaltando que o programa é uma farsa e há uma lista de pessoas que aguardam por um procedimento. Também disse que recebeu denúncias de que há uma paciente que fez uma cirurgia de rim, com a colocação de um cateter de maneira incorreta.

Fabiana Gomes (União Brasil), disse que como profissional da saúde, ressaltou o cuidado e o zelo envolvidos quando alguém é submetido a uma cirurgia, especialmente no centro cirúrgico. Ela destacou que esse cuidado não recai apenas sobre o médico, mas sobre toda a equipe envolvida no processo e que a condição da criança, com osteomielite (infecção óssea) , sofreu o trauma de ter uma perna saudável submetida a uma cirurgia. Diante desse cenário, enfatizou a importância de uma pronúncia clara e firme por parte da Casa Legislativa, pois é uma situação inaceitável, exigindo uma resposta séria e responsável por parte das autoridades competentes.

Pimentel Filho (PSB), disse que foi ao Hospital de Trauma após o acontecido. E informou que a administração do hospital já havia realizado os procedimentos necessários, com a assistência à família, abertura de sindicância para investigação e que o secretário estadual de Saúde Dr. Jhony, já havia afastado a equipe médica responsável pelas cirurgias.

Luciano Breno (Avante), sobre os fatos citados, disse que nas ocorrências dos hospitais municipais não foi considerado pela oposição como incidentes, mesmo com todos os procedimentos sendo realizados para solucionar as questões, mas como ausência de administração e competência. Enquanto que o acontecido no Hospital de Trauma, para a oposição, está como caso solucionado. O vereador disse que as providências tomadas pela gestão estadual são dever e obrigação, sobretudo pela situação crítica da criança e que não existe reconhecimento das soluções trazidas pela gestão municipal.

Pimentel Filho e Anderson Almeida reforçaram a importância de uma investigação rigorosa, reconhecendo o erro que aconteceu..

Saulo Noronha (MDB) questionou sobre esse ‘mundo de maravilhas’ do Governo do Estado que segundo ele é relatado por vereadores de oposição e expressou sua preocupação com a situação ocorrida no Hospital de Trauma, mas também de outras questões que envolvem o hospital, como a espera por cirurgias. O vereador ainda disse que aconteceram chuvas excessivas causando transtornos em todo o Brasil e até em Dubai e que nesses casos, questionou quem pode culpar, pois em Campina Grande, responsabilizam o prefeito.

TRIBUNA
Rostand Paraíba (PP) falou que as instituições municipais e estaduais cumprem o seu papel, apesar das situações que são ocorridas, mas que é preciso nessas discussões, o povo ser defendido, independente de lados políticos.
Luciano Breno enfatizou que alguns vereadores realizam política apenas por interesses partidários, pois dizem que são contra empréstimos municipais, mas não contra empréstimos aferidos pelo Governo do Estado.

Alexandre Pereira disse que a oposição não fica para ouvir as ações da gestão municipal e que silenciam diante de erros oriundos do Governo do Estado, dando exemplo da falta de fornecimento de água pela CAGEPA. Além disso, falou que apesar dos parlamentares de oposição não reconhecerem as obras, deveriam buscar saber se a população está sendo ou não beneficiada.

ESPORTE
Rostand Paraíba (PP) disse que acompanhou a partida final da Copa Campina Grande, realizada na Vila Olímpica Plínio Lemos entre os times São Domingo de Monte Castelo e o Francana da Chã do Distrito de Galante.

Foto: Josenildo Costa

O vereador parabenizou os dois times que realizaram essa final de jogo, de maneira tranquila e sem violência. Além disso, falou da necessidade de investimentos em mais locais para os jogadores de peladas, nas áreas que forem do município. Com relação às escolinhas de futebol, disse que estão sem competição, também por ausência de campo adequado e citou os seus projetos de Areninhas Esportivas, pedindo que a Prefeitura faça a primeira arena da cidade. Outro projeto citado foi com a propositura de doação de bolas, fardamentos e outros equipamentos necessários, mas a gestão também não realizou.

Rostand Paraíba (PP) sugeriu que a audiência pública sobre esportes de autoria de Napoleão Maracajá, possa incluir também representantes do governo estadual e municipal, além de discutir todas as modalidades esportivas, além do futebol de pelada em Campina Grande.

Pimentel Filho (PSB), com relação aos campos de peladas mencionados pelo vereador Rostand, falou que é autor de uma lei que autoriza a Prefeitura desapropriar campos de peladas particulares e oficializar como campos de várzea. Além disso, falou que estão construindo em diversos locais, colocando em risco o futebol de pelada em Campina Grande.

Em seguida, ele fez a realização da entrega de moção de aplausos para homenagear Maria Luíza Ribeiro (vice campeã do torneio regional de ginástica rítmica, realizado em Lauro de Freitas na Bahia, representando Campina Grande), Clarissa Santos Freire (responsável pela ginástica rítmica do Clube Campestre), Clara Aleixo (atleta adulta de alto rendimento do Clube Campestre), Lara Santos (medalha de bronze no torneio regional de ginástica rítmica em Lauro de Freitas, representando Campina Grande).

O vereador disse que as moções são pela dificuldade de se fazer esporte na cidade e que os investimentos são das próprias famílias, levando o nome de Campina Grande para o país. Ele ainda enfatizou que os votos são para incentivar os investimentos de ordem pública, tanto municipal, quanto estadual, para os atletas da cidade.

Foto: Josenildo Costa

REVITALIZAÇÃO DA EMPASA
Janduy Ferreira (União Brasil) em sua fala destacou a necessidade de alguns ajustes e reformas estruturantes no município, especialmente em relação à revitalização da EMPASA (antiga CEASA). Ele mencionou que fez uma solicitação nesse sentido em 24 de fevereiro de 2021, pedindo às autoridades competentes, sobretudo o Governo Estadual e a Secretaria competente, que atendessem essa demanda. Janduy ressaltou que a EMPASA não serve apenas a Campina Grande, mas também abastece outras cidades da Paraíba e até mesmo de outros estados, e falou sobre a ausência de avanços no que diz respeito à estrutura desse equipamento.

CONJUNTO ALUÍZIO CAMPOS
Napoleão Maracajá (PT) tratou sobre o conjunto do Aluízio Campos e a situação do local, com abandono dos poderes públicos, onde o SAMU e o Centro de Zoonoses não atuam no local e nem acontece capinagem, através da Secretaria responsável.

Foto: Josenildo Costa

O vereador disse que solicitou a construção de uma escola estadual para o bairro, pois não justifica essa ausência. Além disso, falou que os fardamentos utilizados nas escolas municipais ainda são de três anos atrás. Por último, disse que colocar na responsabilidade da Câmara que obras como a reforma da feira da prata e da feira central, não aconteceram devido a revogação do projeto de lei referente aos 52 milhões de dólares, disse que não irá concordar.

Foto: Josenildo Costa

DENÚNCIA
Márcio Melo (Podemos) trouxe à tona um incidente ocorrido na Rádio Comunitária de Galante durante sua participação, onde as pessoas que estavam na recepção foram surpreendidas por uma invasão ao local, de uma pessoa com arma branca. De acordo com o vereador, o invasor declarou que estava no local para assassinar o parlamentar e as pessoas que estavam na recepção conseguiram contê-lo. Márcio Melo disse que irá até a delegacia fazer o relato do acontecimento e repudiou a violência, destacando a importância do diálogo. Sobre sua participação na rádio, disse que estava falando sobre funcionários e prestadores de serviços que, ao declarar que é seu eleitor, estão sendo perseguidos e ameaçados por um grupo da cidade.

Pimentel Filho e Marinaldo Cardoso manifestaram solidariedade e destacaram a necessidade de investigação sobre o caso, sendo uma obrigação a Justiça fazer o seu papel. “Estas práticas são inadmissíveis”, afirmou o presidente Marinaldo Cardoso. Anderson Almeida enfatizou a importância de ir até a delegacia prestar depoimento, com as provas disponíveis, para que a situação seja devidamente esclarecida, visto que não foi uma ameaça. Ele disse que o delito não foi cometido apenas porque foi impedido por outras pessoas.

Foto: Josenildo Costa

MINUTO DE SILÊNCIO
Jô Oliveira (PCdoB) solicitou um minuto de silêncio em memória póstuma ao Pai Vicente Mariano – Babalorixá.

Alexandre Pereira (União Brasil) incluiu o nome do senhor Paulo de Souza – pai do ex-deputado e pastor evangélico, irmão César.

A 34ª sessão ordinária da 4ª sessão legislativa foi presidida pela vereadora Fabiana Gomes (União Brasil), o presidente Marinaldo Cardoso (Republicanos) e Jô Oliveira (PCdoB) e secretariada por Janduy Ferreira (União Brasil) e Renan Maracajá (Republicanos).

A vereadora Jô Oliveira encerrou os trabalhos convidando os parlamentares para a sessão ordinária da próxima quinta-feira (2 de maio) a ser realizada em formato híbrido, a partir das 9h30.

DIVICOM/CMCG




NOTA DE PESAR | Vicente Mariano

O presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, vereador Marinaldo Cardoso, em nome do Poder Legislativo e dos demais vereadores, vem por meio desta se solidarizar com os amigos e familiares do Tatalorixá Vicente Mariano, que faleceu na tarde deste sabado (27), aos 95 anos, por problemas graves no pulmão.

Pai Vicente como era conhecido, um dos maiores representantes do Candomblé no Brasil, por mais de 80 anos, dedicou-se ao fortalecimento da religião na Rainha da Borborema. Durante todo esse tempo, manteve seu terreiro religioso na Rua 24 de Maio, conhecida popularmente como “Rua do Fogo”, no bairro do Tambor, em Campina Grande.

A história de vida desse personagem social pode ser mais bem compreendida na obra: Memória, hierarquia e poder: Vicente Mariano e o Ilê Oxum Ajamin da escritora Larissa Lira, lançados no ano de 2020.

Por mais de oito décadas Vicente Mariano se dedicou a preservação, fortalecimento e expansão do Candomblé e da tradição da Jurema em Campina Grande.

Pai Vicente sempre representou a valorização do esforço dos que vieram antes, a resistência dos mais velhos em plantar sementes para uma nova geração que anseia por uma cultura de paz e respeito à diversidade religiosa.

O Poder Legislativo lamenta a morte do Tatalorixá Vicente Mariano e se solidariza com toda a família nesse momento de dor e tristeza.

DIVICOM/CMCG