Presidente da CMCG participa da solenidade de assinatura do termo de adesão ao Programa Time Brasil
Na manhã da quinta-feira (5), o presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, Marinaldo Cardoso (Republicanos), participou da solenidade no Palácio do Bispo, de assinatura pelo prefeito Bruno Cunha Lima, do termo de adesão ao Programa Time Brasil, desenvolvido pela Controladoria Geral da União (CGU) e de cinco decretos que reforçam a parceria com órgão de controle público.
O decreto nº 4.602/21 dispõe sobre a regulamentação da Lei nº 13.019/2014, referente a regras e procedimentos do regime jurídico das parcerias celebradas entre a administração pública municipal e as organizações das sociedade civil.
O segundo decreto, de nº 4.603/21, regulamenta a Lei Complementar Municipal nº 150/2020 para instituir o Código de Conduta do Servidor da Controladoria-Geral do Município de Campina Grande.
Por sua vez, o decreto nº 4.604/2021 trata da instituição e regulamentação das funções de gestor e fiscal de contrato no âmbito da administração direta e indireta do Município de Campina Grande.
Já o decreto nº 4.605/2021 dispõe sobre o conflito de interesses no exercício de cargo ou emprego do Poder Executivo Municipal e impedimentos posteriores ao exercício do cargo ou emprego.
Por fim, o decreto nº 4.606/2021 dispõe sobre a aprovação do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo do Município de Campina Grande.
DIVICOM/CMCG
Vereadores lembram as comemorações dos 31 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA
Na sessão desta quinta-feira (5), realizada de forma remota e presidida por Marinaldo Cardoso (Republicanos), os vereadores aprovaram requerimentos e 26 Projetos de Lei em segunda votação.
O Pequeno Expediente foi aberto pelo vereador Rostand Paraíba (PP), que iniciou sua fala informando o pedido de uma família do Rio Grande do Norte, que está com um integrante na Ala Vermelha do Hospital de Traumas. O rapaz foi vítima de acidente de moto.
Alexandre Pereira (PSD) disse que também recebeu o mesmo pedido e que entrou em contato com o secretário de Saúde do Estado. Esclareceu ainda que o rapaz está recebendo toda a assistência necessária.
Rostand também falou da necessidade de uma linha de ônibus no Jardim Europa e que vai encaminhar a solicitação à STTP e acompanhar os resultados.
Janduy Ferreira (PSD) disse estar preocupado com os dados do Ministério da Saúde informando que milhares de brasileiros que tomaram a primeira dose da vacina não voltaram para a segunda dose.
Ele chama a atenção dos secretários de Saúde do Estado e do Município para que seja feito esse levantamento no Estado e em Campina Grande. Para que se faça um trabalho de conscientização da importância da segunda dose.
Janduy também relatou a sua preocupação com a falta de medicamentos no CEDEMEX.
O vereador Anderson Almeida (PODE) informou que os medicamentos que estão faltando são distribuídos pelo Ministério da Saúde e que devem chegar na próxima terça-feira (10).
Fabiana Gomes (PSD) falou sobre a Fibromialgia que é uma doença reumatológica que afeta a musculatura causando dor. Por ser uma síndrome, essa dor está associada a outros sintomas, como fadiga, alterações do sono, distúrbios intestinais, depressão e ansiedade. “Eu sou portadora de fibromialgia e que é preciso respeito, ela não é uma doença psicossomática, como é uma síndrome clínica pode se desenvolver na vida de qualquer pessoa, e que é preciso acabar com qualquer tipo de preconceito”.
GRANDE EXPEDIENTE
Jô Oliveira (PC do B), saudou a Capital João Pessoa pelos seus 436 anos. Lembrou que 5 de agosto também é o Dia Nacional da Saúde, destacou ainda o importante trabalho daqueles que estão na linha de frente no combate ao Covid-19, e a necessidade da vacina e lembrou que os dias atuais não estão sendo fáceis.
Rubens Nascimento (DEM) parabenizou todos os vereadores pelos debates do dia de ontem e acrescentou, “aqui se tem um parlamento que discute e debate”. E parabenizou o presidente da CASA pela condução dos trabalhos.
Ele lembrou o caso revoltante registrado no Rio Grande do Sul, a morte de uma criança de 7 anos provocada por sua genitora. E faz uma série de reflexões: Onde estava o pai? Os parentes? Os vizinhos? Os Conselhos Tutelares? Miguel sofria tortura psicológica e isso vem se multiplicando, é preciso cuidar das nossas crianças.
VOTAÇÃO DE REQUERIMENTOS – DESTAQUES
2970/2021 de autoria de Marinaldo Cardoso que requer moção de aplausos em virtude da realização da live promovida pelo Conselho de Direito da Criança e do Adolescente, em parceria com a SEMAS e a Prefeitura de Campina Grande. A live realizada teve como objetivo comemorar os 31 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA.
Rubens Nascimento (DEM) solicitou subscrição do requerimento devido a sua importância, no entanto pontuou que a Comissão Municipal não foi notificada para participar da live. Fabiana Gomes também concordou que o poder executivo precisa se atentar à presença dos vereadores.
O vereador Anderson Almeida (PODE) também solicitou destaque para os requerimentos de sua propositura. A começar pelo requerimento de nº 2996/2021, que requer voto de aplauso à Ordem dos Advogados do Brasil, em nome do Presidente Jairo Oliveira, pela aprovação junto ao Conselho Tutelar da OAB, da prorrogação do pagamento da anuidade de 2021, através do seu requerimento datado de 12 de janeiro de 2021. Ressaltando a importância do advogado na defesa da população, dos direitos constitucionais e da democracia. Parabenizou o Presidente Jairo em nome de todos os advogados da Paraíba.
Aprovados: O requerimento de nº 2995/2021, que requer da CASA um voto de aplauso ao diretor do Complexo Lar do Garoto, Luiz Antônio da Silva Sousa, pelo excelente trabalho socioeducacional que vem desenvolvendo à frente da instituição e o requerimento de nº 3044/2021 que requer um voto de pesar pelo falecimento do agente socioeducativo, que atuava também no complexo Lar do Garoto, Ivan de Souza Medeiros, falecido no dia 31 de julho de 2021.
Anderson Almeida a princípio parabenizou o Diretor, o Ministério Público, o Juiz da Infância e Juventude (Dr. Perillo, Dr. Hugo, Dr. Aldaci) e toda a rede de profissionais que realizam um excelente trabalho em prol do complexo do Lar do Garoto, destacando que o diretor está completando 04 anos de atuação e que quando o mesmo chegou a unidade, existiam 218 menores, onde atualmente se tem apenas 32 menores, pontuando a diminuição da reinserção desses menores ao crime bem como a introdução dos mesmos a escola integral existente no complexo, práticas de esportes, além do convênio realizado com a Empresa A&C, onde os 25 menores trabalham para a empresa dentro do próprio complexo. Por fim, destacou também a infeliz perda do agente Ivan.
Outro destaque foi o requerimento de nº 2585, que requer Audiência Pública para discutir a crise do sistema de transporte público de Campina Grande. O vereador autor da propositura, Waldeny Santana, justificou sua proposta, informando que a mesma tem como intenção apresentar a real situação do sistema de transporte público no município e esclarecer todas as dúvidas a respeito do serviço prestado. Contará com a participação do diretor do Sitrans e os representantes das empresas. Também frisou que ‘’não costuma personificar críticas e apontamentos pessoais, que busca conhecer as ideias, o quadro e a real situação, sendo que essa é a maior finalidade desta audiência”, finalizou.
VOTAÇÃO DE PROJETOS DE LEI
Presidindo a sessão o vereador Waldeny Santana (DEM) e contando com a presença de 12 vereadores, houve a apreciação de 56 Projetos de Lei com primeira e segunda votação, resultando na aprovação de 27 PL, rejeição de um Projeto e 29 projetos destinados para a segunda votação na próxima pauta.
Em destaque houve o Projeto de Lei de nº 120/2021 de autoria do vereador Waldeny Santana (DEM) que dispõe sobre a vedação do uso de novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, onde o mesmo foi aprovado por maioria, com voto contrário da vereadora Jô Oliveira.
Em segundo, o Projeto 123/2021 de autoria do Pastor Luciano Breno (PP), que autoriza a criação de um Fundo Municipal de Combate ao Abuso Infantil, onde a vereadora Jô oliveira (PCdoB) relembrou que já existe um fundo municipal dos direitos da criança e do adolescente, que tem como prerrogativa ser responsável dessas políticas. Rubens Nascimento (DEM), fez um complemento na mesma linha de pensamento, fazendo a sugestão para retirada do projeto. O vereador autor da propositura não se encontrava na sessão e o projeto foi retirado para votação na próxima pauta.
Dando continuidade, os projetos de nº 225, 214, 213 e 212 de autoria da vereadora Jô Oliveira, que requer a nomeação de nomes de ruas no Conjunto Ronaldo Cunha Lima e no Loteamento Vicente Correia, foram colocados em destaque pelo vereador Alexandre do Sindicato, onde o mesmo informou que em diálogo com a SEPLAN, a Secretaria fez uma observação de alterações por parte da Câmara em nomes de ruas que já existem, que pode vir a prejudicar a população. Jô Oliveira justificou que essa foi uma demanda da população e os vereadores Alexandre Pereira e Saulo Noronha sugeriram que suprimisse o bairro e mantivesse o projeto de maneira genérica. Os projetos serão votados na próxima pauta após a devida mudança.
Foto: Josenildo Costa/CMCG
O destaque ao Projeto de nº 243 de autoria da vereadora Jô Oliveira (PCdoB), que dá nova redação a lei 7.116, de 26 de dezembro de 2018, que institui a Feira Literária de Campina Grande, onde o vereador Waldeny Santana (DEM) fez uma observação ao inciso IV do artigo 1 do projeto, que visa ‘estimular o hábito de leitura entre os munícipes, visando à diversidade cultural, de gênero e de etnia’; e que mediante essa observação por não acreditar em diversos gêneros, votou contra a matéria.
Alexandre Pereira (PSD), também discutiu o destaque, informando que a presente lei é de autoria do antigo colega vereador Antônio Alves Pimentel, e que a colega Jô Oliveira faça a modificação dessa propositura. No entanto fez uma leitura do projeto da vereadora e citou que encontrou alguns pontos que divergem, também fazendo destaque em relação ao inciso IV do artigo 1, acrescentando que o mesmo votaria a favor se a colega realizasse a supressão desse artigo.
Considerando que o restante do PL é de extrema importância e que já faz referência a toda população. O vereador Rubens Nascimento também se posicionou na mesma linha dos vereadores Waldeny e Alexandre, acrescentando que em caso de o inciso ser retirado, votará a favor, mas sendo mantido, votaria contra. Fabiana Gomes e Saulo Noronha também acompanharam e concordaram com a fala dos vereadores.
Jô Oliveira (PCdoB), em sua justificativa de propositura, informou que apresentou a reedição por que de fato era uma Lei muito enxuta, acrescentando que entende a preocupação que se tem ao termo, mas que feminino e masculino já se considera diversidade de gênero, bem como importância das diversidades de etnias que precisam ser respeitadas. Acrescentou também que não se sente à vontade para retirar o inciso IV, porque considera que ‘’somos diversos e diversas, a proposta é que a feira promova o respeito à diversidade de quem nós somos’’ – destacou.
Colocou também que não apresenta uma matéria de forma aleatória, propondo por meio do diálogo com a população, frisando que está sendo rejeitado pela CASA, mas que o mesmo trata a importância da diversidade das pessoas, das leituras, e que a leitura seja desenvolvida por políticas públicas. Informou que ‘’ nós não defendemos ideologia de gênero, não foi uma criação nossa’’, considerando importante frisar e dizer que esse pensamento não compreende a diversidade das pessoas.
Rubens Nascimento (DEM) acrescentou que a Lei já existente promove o incentivo à leitura e o crescimento intelectual de todas as pessoas. Que o sentido do projeto não se perde, mas que a decisão foi proteger o projeto de pautas ideológicas e partidárias, considerando que essas pautas “vão pulverizar o sentimento de gênero de um modo muito delicado e estratégico”. Informou também que todos estão vigilantes e não deixarão que essas novas nomenclaturas e ideologias queiram influenciar. O Projeto foi rejeitado por maioria.
Por fim, em destaque, houve a leitura e discussão do Projeto de Lei de nº 186 de propositura do vereador Sargento Neto, que dispõe sobre a lei municipal de proteção aos ambulantes no município de Campina Grande, onde o mesmo justificou sua propositura, sendo esse um direito constitucional do trabalhador. O vereador, Sgto. Neto, justificou a proposta que obriga o município a realizar um cadastro de todos os ambulantes da cidade, para que eles possam expor suas mercadorias em locais e pontos da cidade e assim, impedir que alguns profissionais da guarda municipal abusem do poder e recolham as suas mercadorias. ‘’Eles serão cadastrados e devidamente protegidos para que não sejam mais uma vez perseguidos em Campina Grande’’ – registrou.
Jô Oliveira (PCdoB) complementou a fala do vereador, no sentido de contribuir e dizer o quanto o projeto é importante, colocando que essa pauta de desrespeito é algo realmente recorrente, sendo necessário pensar em políticas públicas, respeito e que os órgãos de fiscalização devem preservar essa condição de trabalhadores e trabalhadoras. O Projeto será votado na próxima pauta.
O vereador Waldeny Santana encerrou a sessão fazendo um convite para a sessão da próxima terça-feira (10), a partir das 9h30.
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DIVICOM/CMCG
Vereadores aprovam por maioria Projeto de Lei do Poder Executivo
A 68ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Campina Grande, realizada nesta quarta-feira (4), de forma remota, e presidida por Marinaldo Cardoso (Republicanos), contou com a presença de 21 vereadores, que aprovaram por maioria, em segunda votação, Projeto de Lei encaminhado pelo Executivo. Também acompanharam a Tribuna Livre solicitada pelo Senhor Edvan Lucas de Melo, representante da “Ocupação Pró-Moradia Luiz Gomes”, para apresentação de pauta sobre moradia.
Foto: Josenildo Costa/CMCG
PEQUENO EXPEDIENTE
O vereador Olímpio Oliveira (PSL) abriu o pequeno expediente falando do trabalho que vem desenvolvendo no seu mandato e cobrando da CASA a apresentação dos seus projetos que foram protocolados.
Ele destacou o Projeto que sugere mudanças no Código de Postura, a respeito do cuidado com os animais domésticos. Citou que 100 protetores autônomos estão com dívidas por conta da compra de remédios e ração para os pets que são recolhidos das ruas da cidade.
Rostand Paraíba (PP) fez um relato da visita do prefeito Bruno Cunha Lima a Zona Leste da cidade, para ouvir os pleitos dos moradores. “Falamos de infraestrutura e despachei com o prefeito a respeito do Amadorismo na cidade”.
De acordo com o vereador, a Zona Leste vai ter uma Arena para o Futebol Amador com grama sintética. Parabenizou o prefeito por está visitando os bairros da cidade e ao secretário de Planejamento. Félix Neto, que está tratando das Arenas Municipais.
Janduy Ferreira (PSD) falou das suas ações como vereador e agradeceu a Ricardo Avelino, da CAGEPA, que atendeu a uma solicitação do serviço de desobstrução de esgoto na Rua Goiana. “Agora precisamos de uma iluminação de led para a rua”, frisou.
O vereador solicitou a STTP, um redutor de velocidade para a Rua Olinda e um semáforo para a Rua Jamila Abraão Jorge, Malvinas, e a cobertura do Canal da Jabuticabeira.
Waldeny Santana (DEM) lembrou mais uma vez que a sua pauta tem como prioridade emprego e oportunidade de trabalho. E mais uma vez apelou ao Governo do Estado um olhar para o Terminal Rodoviário Argemiro de Figueiredo e que não aceita o abandono daquele espaço.
Fabiana Gomes (PSD) falou da visita que fez ao Conjunto do IPEP e conversou com os moradores que vivem um dilema, eles não sabem se moram em Campina ou em Queimadas.
Ela também esteve na Rua Espírito Santo e na Rua Maria Gomes Carneiro, que liga o Jardim Paulistano ao Tambor, que necessita da construção de uma ponte. Os pleitos dos moradores vão ser encaminhados às Secretarias para que sejam atendidos.
Por conta da realização da Tribuna Livre, os vereadores Alexandre Pereira (PSD) e Jô Oliveira (PC do B) declinaram das suas inscrições para o Grande Expediente.
TRIBUNA LIVRE
O senhor Edvan Lucas de Melo, representante da ‘Ocupação Pró-Moradia Luís Gomez´’ iniciou sua fala na Tribuna Livre tratando sobre o desemprego no município de Campina Grande, que vem se agravando com a pandemia da Covid-19, e que muitas famílias sem moradia ficaram sem condições de pagar aluguel.
Ele informou que a Ocupação Pró-Moradia recebeu o nome de Luiz Gomez, em homenagem a um dos moradores do local que faleceu de covid-19, inicialmente estava localizada num terreno da Avenida João Wallig e que atualmente está no Jardim Paulistano, em uma área que estava abandonada.
O Senhor Luiz Gomez, apresentou fotografias do local ocupado, “hoje é uma localização habitável com casas sendo construídas juntamente com o apoio popular”. Também informou que anteriormente o local abrigava 85 famílias, mas atualmente conta com 180 famílias.
Além disso, destacou que as famílias recorreram à SEMAS e aos representantes sociais, com o intuito de conseguir ajuda para auxiliá-los a solucionar a problemática da ocupação. A Prefeitura promoveu uma reunião com as famílias, informando que no local existia risco para habitação, onde a população se mobilizou e reconstruiu o local tornando-o habitável.
Ressaltou que as famílias estão todas cadastradas na SEMAS e acrescentou também que a comunidade, juntamente com a sociedade campinense, está realizando a construção de uma escola, com o apoio da Universidade Federal de Campina Grande e Universidade Estadual da Paraíba, futuramente servirá como Escola Técnica para crianças, jovens e adultos.
Por fim, solicitou a atuação dos vereadores em prol dessas famílias bem como solicitou a doação do terreno pela Prefeitura para estas famílias e agradeceu pela oportunidade de palestrar na Tribuna da Casa de Félix Araújo.
Jô Oliveira (PCdoB) – Informou que havia feito o registro da sua visita na ocupação, pautando a importância de tratar deste assunto dentro da Câmara Municipal de Campina Grande, ressaltando que o déficit de moradia é grande no município apesar dos programas habitacionais.
Pontuou que moradia é direito constitucional, direito humano, e considera importante que cada vereador possa somar esforços para realizar o atendimento destas demandas.
Destacou também que dialogou com os secretários do município, para a possibilidade de se realizar uma audiência com essas famílias com o objetivo de encontrar a solução desta problemática.
Alexandre do Sindicato (PSD) – Apenas para esclarecimento informou que ontem ouviu em um dos programas de rádio, que Campina Grande é uma das cidades do Nordeste que na gestão anterior quase conseguiu zerar o déficit habitacional, um trabalho importante do prefeito Romero Rodrigues, trazendo para a cidade o benefício de ter quatro mil unidades habitacionais no Complexo Habitacional Aluízio Campos, além das entregas dos duplex do bairro Pedregal.
Informou também que o prefeito Bruno Cunha Lima em breve estará anunciando temas relacionados às demandas habitacionais, porém frisou que é necessário haver a parceria com o Governo do Estado, e que Campina Grande não tem recebido recursos para efetivar essas políticas.
O presidente Marinaldo Cardoso agradeceu a participação do palestrante, informando que a CASA está à disposição da sociedade para discutir e tentar resolver as demandas que aparecem diariamente.
VOTAÇÃO DO PROJETO DO EXECUTIVO
Leitura do Projeto de Lei Complementar do Poder Executivo de nº10/2021 que dispõe sobre a destinação de recursos ordinários para subvencionar passagens aos usuários do sistema de transporte coletivo de Campina Grande, por intermédio da Prefeitura Municipal e autoriza a abertura de crédito adicional suplementar no orçamento vigente do município de Campina Grande.
– Parecer favorável pelo relator designado pelo presidente da CMCG, vereador Rubens Nascimento (DEM). O presidente Marinaldo Cardoso, numa forma de referendar o parecer, pediu o voto do presidente da Comissão de Justiça, Saulo Noronha (SD), que foi favorável ao parecer verbal.
Olímpio Oliveira (PSL) – Se coloca contra o projeto, uma vez que todo o processo ocorreu sem considerar algumas demandas formais, como manda o artigo 128 e 126 do regime interno. Também o preocupa o projeto ser aprovado sem o valor da subvenção. Rubens Nascimento (DEM) esclareceu que os valores estão no artigo 2º.
Anderson Almeida (PODE) – Votou contra o projeto, se colocando desfavorável primeiramente pela forma como o projeto foi tramitado na CASA, se acostando as palavras do vereador Olímpio Oliveira e também pela necessidade de se ter a informação a respeito do cumprimento do projeto já votado anteriormente, que autorizava a subvenção podendo alcançar o valor total de 1,5 milhão e meio, acrescentando que antes de realizar essa aprovação, é preciso analisar se o que foi destinado anteriormente seguiu todas as regras no seu cumprimento.
Jô Oliveira (PCdoB) disse que na manhã de ontem foi aprovado os pedidos de informação, onde um diz respeito justamente às informações relativas a quem são os técnicos da STTP que compõe a comissão que estabelece o teto máximo para pagamentos de subvenção e o segundo diz respeito à quantidade de créditos e bônus que são utilizados e repassados a essas empresas.
Finalizou, ressaltando a importância de o projeto atender aos trabalhadores e trabalhadoras, mas destacou que no momento que não se sabe como as destinações estão sendo processadas, a vereadora fica com dúvida a quem está de fato sendo beneficiada.
Waldeny Santana (DEM) – Pontuou que, o que está sendo feito não está infringindo a lei ou normas regimentais, ressaltando que o dinheiro não está sendo dado para as empresas, mas que o repasse afeta diretamente e positivamente na vida dos trabalhadores.
Luciano Breno (PP) – Ressaltou que se existem questões que precisam ser regularizadas, todas deveriam ser regularizadas internamente, utilizando o tempo dos debates em sessões para efetivar os trabalhos para a população. Votou favorável ao projeto, uma vez que irá beneficiar a população de campina grande que mais necessita do transporte público.
Dona Fátima (PODE) – É contrária ao voto e acredita que é necessário estudar melhor.
Alexandre do Sindicato (PSD) – Como presidente da bancada da situação votou favorável ao projeto, “com a tranquilidade de estar realizando um trabalho correto e importante”.
Jô Oliveira PCdoB) – Independente de quem seja o projeto, é da sua prerrogativa debater qualquer matéria, ressaltando a importância de utilizar os ônibus de Campina Grande e fiscalizar a qualidade e horário dos transportes.
Também disse que a conta não fecha, uma vez que a utilização dos transportes públicos não é feita por toda a população como diz o projeto.
Rubens Nascimento (DEM) – Fez uma ponderação em relação às datas e os valores do projeto, destacou também que o trâmite do projeto está sendo realizado em legalidade, e que o projeto está beneficiando diretamente o usuário, uma vez que com a falência das empresas, os próprios transportes como uber, não vão permanecer com os mesmos valores. Também esclareceu que os valores de 400 mil não estão se referindo a pessoas, mas a quantidade de passagens. Votou favorável, sobretudo nesse momento de recessão financeira, tendo em vista o impacto causado pela pandemia.
Alexandre do Sindicato (PSD) – “O que justifica a votação é também a diminuição da quantidade de passageiros, tendo como objetivo garantir a empregabilidade, além do acesso aos transportes públicos pela população”.
Anderson Almeida (PODE) – Anderson pontuou que o argumento real é para salvar as empresas, pontuando que é necessário fazer a análise de todas as regras do recurso público que foi destinado.
A Sessão Ordinária foi encerrada com a votação do projeto e aprovação pela Bancada da Situação, com 16 votos favoráveis e quatro votos contrários da Bancada da Oposição.
O presidente Marinaldo Cardoso em seguida abriu a Sessão Extraordinária para segunda votação, repetindo o mesmo resultado, aprovação por maioria, 16 votos favoráveis e quatro votos contrários.
O presidente encerrou os trabalhos fazendo um convite para a sessão desta quinta-feira (5), a partir das 9h30.
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DIVICOM/CMCG
CMCG, vereadoras e vereadores se integram às ações do Agosto Dourado
Com a participação de 20 vereadores, Marinaldo Cardoso (Republicanos) presidiu na manhã desta terça-feira (3), de forma remota, a 67ª Sessão Ordinária, com a leitura da Ordem do Dia. Durante a sessão foram aprovados pelos vereadores 56 requerimentos.
O presidente Marinaldo Cardoso informou que está sendo realizado o ‘’Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional’’ (PCMSO) para os servidores e vereadores da Câmara Municipal de Campina Grande, resultado de uma parceria entre o Serviço Social da Indústria (SESI) e o poder legislativo municipal que busca promover um ambiente de trabalho mais saudável, prevenindo acidentes. Hoje estiveram realizando os exames ocupacionais, a Técnica de Enfermagem, Ana Paula Dantas e o Médico Ocupacional, Graciano José da Costa Lima.
PEQUENO EXPEDIENTE
A vereadora Carol Gomes (PROS) abriu o expediente falando do ‘Agosto Dourado’, o mês do Aleitamento Materno no Brasil e da Semana Mundial de Amamentação.
Destacou a importância da doação de leite materno, e que a Secretaria de Saúde do Município vem realizando algumas atividades durante essa semana, representada através do Banco do Leite, Coordenação da Rede Cegonha e da Saúde da Criança, que posteriormente se estenderá às Unidades Básicas de Saúde.
Falou também sobre o Banco de Leite Humano, localizado na maternidade do ISEA – Instituto de Saúde Elpídio de Almeida, que frequentemente realiza campanhas voltadas à doação de leite materno e solicitou a todos os colegas e a sociedade campinense, para que possam doar a instituição os potes de armazenamento para coleta de leite.
Agradeceu a equipe da Saúde Mental do município, através da coordenadora Lívia, as coordenadoras do CAPSINHO e da Secretaria de Saúde, além da coordenadora de oficina de geração de renda do CAPSINHO, onde juntamente com as mães, confeccionaram as caixas para que possam recolher os potes doados.
Por fim, solicitou a sensibilidade da população e dos colegas da CASA, onde irá colocar uma caixa na CMCG para fazer a coleta dos potes doados. Os potes devem ser de vidro e com tampas plásticas.
Ela encerra a sua fala afirmando que “doação de leite materno é um ato de grandeza humana e de amor”.
Histórico – O mês do Aleitamento Materno no Brasil foi instituído pela Lei nº 13.435/2.017 que determina que, no decorrer do mês de agosto, serão intensificadas ações Inter setoriais de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno.
O mês de agosto é conhecido como Agosto Dourado por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação – a cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno.
A história da Semana Mundial de Aleitamento Materno teve início em 1990, num encontro da Organização Mundial de Saúde com a UNICEF, momento em que foi gerado um documento conhecido como “Declaração de Innocenti”. Para cumprir os compromissos assumidos pelos países após a assinatura deste documento, em 1991 foi fundada a Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (WABA, sigla em inglês). Em 1992, a WABA criou a Semana Mundial de Aleitamento Materno e, todos os anos, define um tema a ser explorado e lança materiais que são traduzidos em 14 idiomas com a participação de cerca de 120 países.
Eva Gouveia (PSD) disse que sabe a importância do “Agosto Dourado”, mês de incentivo a amamentação e a doação de leite, ela que já foi doadora. Faz um apelo às mães que doem leite para salvar vidas.
Marinaldo Cardoso informou da campanha da Câmara no ‘Agosto Dourado’ e que será realizada uma Sessão Especial ou Audiência Pública para tratar do assunto.
Fabiana Gomes (PSD) afirmou que tem um filho de leite e que vai trabalhar para sensibilizar as mulheres que salvam vidas através da doação de leite.
Waldeny Santana (DEM) mais uma vez fez a sua prestação de contas, informando que se reuniu com o reitor da Universidade Federal de Campina Grande, sugerindo que o Departamento de Economia crie um programa de Extensão com parceria para uma política de geração de oportunidade. Também falou da importância que o Centro de Madeiras receba energia solar, com isso reduzir a conta de energia elétrica a cada mês.
Foto: Josenildo Costa/CMCG
Olímpio Oliveira (PSL) lembrou que recentemente denunciou a falta de pagamento das subvenções sociais. Hoje voltou a falar sobre o assunto, não para denunciar, mas, para agradecer ao prefeito Bruno Cunha Lima, ao secretário de Assistência Social e ao presidente da CMCG, Marinaldo Cardoso pelo empenho em solucionar o problema. As entidades estão recebendo as subvenções e retroativas. “Parabéns a Gestão”.
Janduhy Ferreira (PSD) encerrou o Pequeno Expediente agradecendo ao presidente e aos vereadores pelas mensagens pelo seu aniversário. Falou da sua alegria em poder estar de volta ao trabalho. Parabenizou Carol Gomes no que diz respeito ao Banco de Leite Materno e outros temas ligados à saúde.
Destacou ainda o trabalho da Mesa Diretora pela liberdade que dá a todos os parlamentares. E a sua alegria de presenciar as ações do prefeito Bruno Cunha Lima em Campina Grande, além do reconhecimento do que foi feito e o que está sendo realizado.
GRANDE EXPEDIENTE
Rubens Nascimento (DEM) abriu o Grande Expediente parabenizando os aniversariantes de hoje da Câmara e em especial, o vereador Janduhy Ferreira.
Como integrante da Comissão de Direitos da Câmara, visitou a família do comerciante Josemar da Silva, que foi assassinado no seu estabelecimento comercial. “Prestei minha solidariedade à família e como advogado para fazer o acompanhamento do caso de forma voluntária.
Falou também, em relação à PEC 132 relativas à implantação do voto impresso auditável, o qual se posicionou favorável nas suas redes sociais, onde talvez se a população observasse o projeto na íntegra para melhor entendimento se posicionaram a favor.
Nesse contexto, fez uma observação em relação ao TSE e STJ que divulgaram algumas desinformações a respeito do voto eletrônico, quando se diz que o voto já é impresso uma vez se faz a impressão do boletim de urna, no entanto, é somente a impressão do extrato dos votos eletrônicos, destacando que na verdade o se discute é de fato desse sistema eletrônico está ‘’viciado’’ com uma ou outra intenção. Também pontuou que a auditagem na urna eletrônica, se faz necessário o conhecimento técnico da informática, onde a sociedade não pode realizar, além disso, esclareceu que voto impresso não tem o objetivo de voltar aos modelos passados do voto em cédula de papel.
Jô Oliveira (PC do B) – Destacou que hoje é o Dia do Capoeirista, 3 de agosto, e informou que tem trazido para a CMCG uma série de votos de aplausos para os homens e mulheres capoeiristas que têm realizado um trabalho importante no município.
Reforçou a importância do ‘’Agosto Dourado’’, fazendo referência a toda articulação e rede de solidariedade em torno da doação de leite materno, destacando que é preciso também pensar em políticas públicas para as mulheres trabalhadoras que muitas vezes não têm a possibilidade de realizar a amamentação no ambiente de trabalho. Por último, citou que esse também é o ‘’Mês das Juventudes’’, onde essas solicitam por trabalho, geração de renda, formação educacional, sendo importante trazer esse debate para a Câmara Municipal de Campina Grande.
Aldo Cabral (PSD) – Parabenizou a STTP e seu Superintendente, Carlos Dunga, pelos trabalhos que vêm sendo realizados, atendendo também as suas proposituras e parabenizou o vereador Janduy Ferreira, ressaltando seus grandes projetos de trabalho, atuando em prol da população e também em prol dos animais.
Janduy Ferreira agradeceu pelas palavras, estendendo os agradecimentos aos colegas vereadores, que estiveram ao lado de ambos nos momentos difíceis que enfrentou nesta pandemia com a perda de seus familiares.
MINUTO DE SILÊNCIO
A vereadora Dona Fátima (PODE) solicitou um minuto de silêncio em memória póstuma ao Dr. Júlio César da Silva Costa, do Hospital da FAP.
Olímpio Oliveira se acostou a Dona Fátima e lembrou a morte do comerciante Adilson Barreto (Camarão) do Recife Tratores; de José Cosme Heron de Oliveira; e dona Neide.
Janduy Ferreira pediu um minuto de silêncio pela morte de Carlos Augusto dos Santos; Anderson Almeida (PODE), por Ivan Medeiros.
O presidente encerrou a sessão fazendo um convite para a sessão desta quarta-feira (4), a partir das 9h30.
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DIVICOM/CMCG
Câmara de Campina Grande passa a integrar Programa Nacional de Prevenção à Corrupção
A Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG) foi integrada ao Programa Nacional de Nacional de Prevenção à Corrupção (PNPC), que é uma iniciativa para promover a adoção de boas práticas e o aprimoramento dos controles internos a fim de se evitar a ocorrência de desvios e falhas nas organizações públicas.
O programa é coordenado pela Rede Nacional de Controle da Gestão Pública e executado localmente pelo Fórum Paraibano de Combate à Corrupção (FOCCO-PB) e seus órgãos integrantes.
Visando mais transparência e controle na gestão, a presidência da Casa de Félix Araújo decidiu iniciar o processo de adesão ao PNPC em maio deste ano. Neste mês de agosto, a Câmara foi contemplada com a marca do programa e já aparece na lista de entidades no site oficial da Rede de Controle e Gestão Pública https://www.rededecontrole.gov.br/verifique-adesao-pnpc
Foto: Divulgação
Para o presidente da CMCG, vereador Marinaldo Cardoso (REP), esse é mais um importante passo dado pelo Legislativo campinense no caminho das boas práticas de gestão pública.
“Ações internas de controle são necessárias para prevenir a corrupção. Não podemos esperar somente pelos órgãos de controle externo para apontar os erros. Enxergo na transparência um mecanismo fundamental para o enfrentamento à corrupção”, afirmou.
Por meio de uma plataforma de autosserviço on-line contínua, o gestor terá a oportunidade de avaliar sua instituição, descobrindo previamente os pontos mais vulneráveis e suscetíveis a falhas ou irregularidades e partir desse diagnóstico, poderá acessar um plano de ação específico que apresentará sugestões e propostas adequadas às necessidades da sua entidade.
O procurador jurídico da Câmara Municipal, Luiz Phillipe Pinto, disse que ao participar da plataforma do PNPC, a Casa de Félix Araújo atua preventivamente para garantir que todos os atos e processos aconteçam com transparência e lisura.
“É certo que ainda há muitas deficiências no controle de gastos e no combate às fraudes e à corrupção, em todos os órgãos e poderes do estado. É preciso priorizar a política de avaliação e prevenção de riscos, pois existe forte elo entre a incidência de desvios e controles preventivos anêmicos”, ressaltou Luiz Phillipe.
Programa de Saúde Ocupacional terá início nesta terça na Câmara de Campina Grande
Tem início nesta terça-feira, 03/08, o atendimento do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) para os servidores e vereadores da Câmara Municipal de Campina Grande, resultado de uma parceria entre o Serviço Social da Indústria (SESI) e o poder legislativo municipal.
O objetivo do programa é promover um ambiente de trabalho mais saudável, prevenindo acidentes, minimizando riscos e reduzindo situações nocivas à saúde. Para isso, o Núcleo de Saúde Ocupacional do SESI vai realizar o atendimento médico em saúde ocupacional.
Para dar início às atividades, dois médicos foram designados pela coordenação do programa, realizando atendimentos em salas separadas e obedecendo todas as medidas de segurança sanitária exigidas pela pandemia. Após cada atendimento, serão emitidos atestados médicos de saúde ocupacional que serão assinados pelo servidor e médico examinador.
Além dos exames, uma série de protocolos de boas práticas voltadas à garantia da melhor saúde ocupacional dos colaboradores do legislativo serão implementados durante o desenvolvimento do programa.
“Esse tipo de iniciativa busca promover condutas de favorecimento à saúde dos servidores, o que tem um caráter humano de extrema relevância e também resulta em melhoria do trabalho em geral, com mais qualidade e segurança”, pontuou o presidente da Câmara, Marinaldo Cardoso, que voltou a agradecer ao SESI pela importante parceria.
A Norma Regulamentadora No. 7 (NR-7) determina a obrigatoriedade de elaboração e implementação de um Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), com o objetivo de promoção e preservação da saúde dos trabalhadores.
DIVICOM/CMCG
CMCG e SESI assinam parceria para aplicar o Plano de Prevenção de Riscos Ambientais
A Câmara Municipal de Campina Grande recebeu do SESI os Programas de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, Saúde e Segurança no Trabalho e o Plano de Contingenciamento COVID-19.
A parceria foi assinada entre a equipe de coordenadores do SESI/Campina Grande e o presidente da Câmara Municipal, vereador Marinaldo Cardoso (Republicanos). O convênio, que terá duração de um ano, tem como objetivo oferecer ao Poder Legislativo, seus funcionários, vereadores e colaboradores um ambiente de trabalho saudável, preventivo a acidentes, riscos e locais nocivos à saúde do trabalhador.
Para Marinaldo Cardoso, “a parceria com SESI chega em um horário oportuno e inédito na Câmara de vereadores, oferecendo segurança dentro do que existe de mais moderno em termos de normas regulamentadoras, protegendo a saúde e o bem-estar de todos, em um ambiente seguro e agradável”, disse.
No ato da assinatura do convênio foi apresentada toda a ação a ser aplicada, com início previsto para a primeira semana do mês de agosto de 2021. Participaram do ato de assinatura do contrato, além do presidente da casa, o vereador Marinaldo Cardoso, a vereadora Jô Oliveira e o procurador da Câmara, Luiz Phillipe. Pelo SESI estiveram presentes a médica do trabalho, Karla Vaneska Machado Barros e o engenheiro de segurança do trabalho, Félix Gustavo de Andrade.
Foto: Josenildo Costa/CMCG
COMO FUNCIONA O PPRA
O PPRA é um programa legal (NR 9) que estabelece ações para a prevenção dos riscos ambientais por meio de técnicas de antecipação, avaliação e reconhecimento desses riscos no ambiente de trabalho, sendo obrigatório para todo empregador ou instituição que admitam trabalhadores como empregados.
Ao contratar esse serviço, a empresa recebe do SESI um programa (documento base) com apresentação dos riscos identificados e um plano de ação com as medidas de controle recomendadas para o gerenciamento dos riscos.
Esse programa é atualizado anualmente (ou sempre que houver mudança em processos ou no ambiente) e subsidia a elaboração de outros programas, como o PCMSO.
DIVICOM/CMCG
Vereador pede voto de aplausos para Tamires Cordeiro que fez uma doação de 300 mil para o Hospital da FAP
A Câmara Municipal de Campina Grande, realizou na manhã desta quinta-feira (29), mais uma sessão remota, presidida por Marinaldo Cardoso (Republicanos). Os trabalhos foram iniciados com a leitura do expediente, em seguida a participação dos vereadores no Pequeno e Grande expedientes.
PEQUENO EXPEDIENTE
Rostand Paraíba (PP) – Informou que estava na solenidade de inauguração da ala para idosos no Hospital Municipal Dr. Edgley Maciel e que estaria acompanhando a sessão online. Além de parabenizar a ação rápida da iluminação do açude velho, solicitado pelo mesmo no dia de ontem.
”Estou esperando o prefeito Bruno Cunha Lima para realizar a entrega da ala clínica para os idosos no Hospital, aqui na zona leste. Também quero agradecer a equipe que foi ontem no Açude Velho, que colocaram todas as lâmpadas e eu tenho só que parabenizar essa equipe da iluminação. Lá está muito bonito e iluminado. A ação foi muito rápida”.
Valéria Aragão (PTB) – Solicitou votos de aplausos para os Agentes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), comandado pelo delegado Diego Beltrão e seus agentes, que em tão pouco tempo vem realizando um excelente trabalho na Paraíba. Ontem, no município de Queimadas, realizou a prisão de Almir Rogério Gomes da Silva – Chefe da Milícia da Gardênia Azul do Rio de Janeiro, o suspeito de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco.
GRANDE EXPEDIENTE
O vereador, Rubens Nascimento (DEM) – parabenizou à propositura da vereadora Jô Oliveira pela audiência ‘’Julho das Pretas’’, que teve a oportunidade de participar com outras vereadoras, considerando esse um assunto muito importante onde pode aprender mais sobre a temática.
Foto: ASCOM
Falou também respeito do requerimento que será votado em breve, de nº 2834, que solicita votos de aplausos para Tamires Cordeiro, que recentemente fez uma doação na ordem de 300 mil reais, para o Hospital da FAP (Fundação Assistencial da Paraíba), ela necessitava de R$ 5 mil para a realização de uma cirurgia, como não tinham esse dinheiro, através da internet solicitou doações públicas. Seu vídeo viralizou, e ela recebeu aproximadamente 500 mil reais, e para a surpresa de tantos, realizou a doação da maior parte do que foi arrecadado, ‘’ honrosamente ela fez a doação de R$ 300 mil ao hospital da FAP e seus pacientes’’ – destacou.
Dentro desse contexto, citou os políticos que realizam repasses para os hospitais, onde são amplamente parabenizados, no entanto, o dinheiro é de ordem pública, além de celebridades que muitas vezes recebem grandes reconhecimentos, o que considera justo, mas nem sempre histórias como a dessa jovem ganham repercussão.
Olímpio Oliveira (PSL) – Falou sobre a necessidade da efetividade das ações, citando a lei que destina subvenção para as instituições sociais do município, onde a mesma já foi aprovada, no entanto ainda não receberam os devidos repasses. ‘O projeto foi aprovado, a lei foi sancionada e essas instituições cumprem um papel fundamental dentro de Campina Grande’’.
Dentro desse tema, o vereador, Marinaldo Cardoso (Republicanos) informou que esteve na SEMAS (Secretaria Municipal da Assistência Social) tratando desse assunto, esclarecendo que é necessárias documentações do Conselho de Assistência Social, para que seja realizada a efetivação da lei. Olímpio Oliveira pontuou que essa burocracia atrasa a realização de um importante trabalho. Anderson Almeida também complementou, citando que a subvenção destinada às empresas dos transportes públicos já foi repassada, enquanto essa subvenção ainda não teve êxito.
Por fim, o vereador Rubens Nascimento, explicou sobre a diferença das destinações, uma vez que cada repasse é realizado por conselhos diferentes, não tendo relação com a vontade pública da gestão.
Por falta de quórum para a votação dos projetos, o presidente encerrou a sessão fazendo um convite para a sessão da próxima terça-feira, (3 de agosto), a partir das 9h30.
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DIVICOM/CMCG
Em defesa da Saúde, vereadores de CG se reúnem com novo superintendente do HUAC
Uma comitiva de vereadores de Campina Grande esteve reunida nesta quarta-feira (28) com o médico Mário de Oliveira, novo superintendente do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC). Participaram parlamentares das bancadas de oposição e situação.
Um dos pontos abordados pelos vereadores na reunião diz respeito a alguns problemas enfrentados na regulação de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para o HU e outros hospitais da cidade.
Uma das participantes da reunião, a vereadora Jô Oliveira (PCdoB) destacou a junção de forças da oposição e situação da Câmara de Vereadores em busca do bem comum para a população de Campina Grande e por uma saúde pública e de qualidade.
“Avalio como positiva a nossa reunião, uma vez que nos deu a possibilidade de ouvir, diretamente da direção Hospital Universitário, qual a situação das regulações de leitos, a quantidade de pessoas referenciadas para determinadas especialidades oferecidas. Esse diálogo também nos mostrou a necessidade de ampliarmos o debate junto as secretarias de saúde, do município de Campina Grande e do estado da Paraíba, inclusive, com a realização de uma audiência pública, para que possamos construir alternativas para o enfrentamento das demandas relativas à saúde”, destacou.
O presidente da Casa de Félix Araújo, vereador Marinaldo Cardoso (REP), que cumpria outra agenda administrativa, elogiou a postura dos parlamentares de se unirem em favor de Campina Grande na busca por melhoria na Saúde.
Após a reunião, o superintendente garantiu que já neste mês de agosto haverá a normalização na oferta de leitos para o serviço de atendimento clínico no hospital.
Também participaram da reunião as vereadoras Carol Gomes (Pros), presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Dona Fátima (Pode) e Valéria Aragão (PTB) e os vereadores Anderson Pila (Pode), Alexandre do Sindicato (PSD), líderes da oposição e situação respectivamente.
Audiência Pública na Câmara Municipal debate o ‘Julho das Pretas’
A vereadora Jô Oliveira (PC do B) presidiu na manhã desta terça-feira (27) de forma remota, a Audiência Pública com objetivo de debater o ‘Julho das Pretas’, para lembrar o 25 de julho, Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha.
A partir de 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana, com a realização do 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, criação da Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas foi definido o 25 de julho como Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha.
No Brasil, a Lei nº 12.987/2014, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela um líder quilombola, que viveu durante o século 18. Com a morte do companheiro, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e, sob a sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho e a população (79 negros e 30 índios), morta ou aprisionada.
A população negra, apesar de corresponder a 53% dos brasileiros, ainda luta para eliminar desigualdades e discriminações. São cerca de 97 milhões de pessoas e, mesmo sendo a maioria, está sub-representada no Legislativo, no Executivo, no Judiciário, na mídia e em outras esferas. Em se tratando do gênero, o abismo é ainda maior. Apesar da baixa representatividade de Mulheres Negras na política e em cargos de Poder e de decisão, cada ascensão deve ser comemorada como reconhecimento.
Jô Oliveira (PCdoB), agradeceu a presença de todas na audiência pública, explanando sua propositura, que teve como objetivo debater sobre o ‘’Julho das Pretas’’, salientando que esse requerimento foi aprovado por unanimidade na Câmara Municipal de Campina Grande, ressaltando também a importância de fazer o debate sobre o Dia da Mulher Negra, Latino Americana e Caribenha (25 de julho), fazendo essa relação com o Município e o Estado.
A audiência contou com a representação em maioria de mulheres negras. Jô pontuou que essa audiência e representatividade, é resultado de um sonho coletivo com construção de muitas pessoas negras, que foram alargando os caminhos para que elas pudessem ocupar os espaços institucionais.
Edinalva Rita, do Quilombo dos Crioulos (Alagoa Grande), representante da Associação de apoio à Comunidades Afrodescendentes, representante do Coletivo Cultural dos Crioulos e Empreendedora Quilombola, fez o seu agradecimento pela oportunidade de se realizar esse debate, destacando a importância de aproveitar todos os momentos para debater sobre o racismo, luta e resistência. Pontuou que faz parte dos movimentos sociais, militando na luta pela resistência, sobrevivência e pela busca de direitos e na defesa dos direitos conquistados.
Citou também que o momento enfrentado considera ser de reflexão para todos que entendem o significado dessa luta e reforçou e reafirmou a sua alegria por ter Jô Oliveira como representatividade. Relatou um pouco da sua vivência, onde foi vítima diversas vezes e de diversas formas do racismo, destacando que não foi fácil poder participar desse momento por todo o seu histórico inclusive de pouco acesso à educação e que se sente feliz em participar desse momento, destacando que ‘’é ser mulher negra, ser quilombola, é muito mais do que ser uma mulher negra, é carregar dentro de mim a essência da ancestralidade’’ – finalizou.
Margareth Maria de Melo, representante da Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba (ADUEPB) e professora de Pedagogia, inicialmente ela agradeceu pelo convite a vereadora Jô Oliveira e trouxe a pauta da educação inclusiva, pontuando que é necessário avançar nos cursos dos professores que vão atuar na educação básica com essa discussão sobre o racismo, entendendo que é muito aquém o que se fala sobre indígena e sobre negros, pois nesse momento ainda se traz um olhar do colonizador, onde considera que falta dar voz ao indígena e as pessoas negras nos livros didáticos para que seja possível reconhecer a resistência e luta dessas populações.
Citou que ainda há autores que falam da ‘’contribuição’’ do negro, porém, ressaltou que o negro não contribuiu, mas sim construiu o país juntamente com os indígenas, sendo necessário olhar a ancestralidade brasileira, enxergar a presença negra e indígena na história e reconhecê-la como valor. Por fim, ressaltou que por meio da união das lutas e articulações é possível uma formação que leve à superação do racismo e dessa visão que ainda classifica uma cultura como superior a outra.
Estela Bezerra, Deputada Estadual fez uma saudação a Jô Oliveira, como representante da democracia, da diversidade e das mulheres negras no legislativo de Campina Grande, onde até então não existia a presença da mulher negra, sendo agora ocupado pela primeira vez pela vereadora Jô e citou a oportunidade pedagógica dos parlamentares com a presença da mesma, podendo discutir pautas que tradicionalmente não eram discutidas como a do dia de hoje. Também pontuou que a diferença existente hoje na política brasileira é a importante ocupação de mais mulheres negras e trans nos espaços institucionais, uma vez que são as mulheres negras que têm limitadores maiores de salários, de saúde, de políticas públicas, sendo necessárias mudanças nessa realidade. Saudou a professora Margareth e pontuou que a educação é um grande instrumento de acesso como também de mudança de mentalidade. ‘’É preciso reconstruir a presença das mulheres negras na sociedade’’ – ressaltou.
Professora Doutora Ivonildes Fonseca, vice-reitora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) – Registrou que é uma grande conquista para a população brasileira ter esse dia sendo celebrado em um espaço de poder tão importante que é o poder legislativo municipal. Além disso, citou que é uma conquista não apenas referendada pela vereadora Jô, mas por toda a cidade de Campina Grande que abre esse espaço apontando no avanço da mentalidade social brasileira e que além desse avanço, é preciso acompanhar as políticas públicas destinadas à população afrodescendente, especialmente às mulheres negras que infelizmente lideram algumas estatísticas negativas. ‘’Precisamos dessas estatísticas revertidas e da posição digna dentro da sociedade’’ – afirmou.
Chirlene dos Santos Brito, Presidente da Associação das Trabalhadoras Domésticas – Agradeceu a oportunidade de poder participação da audiência para tratar sobre os interesses das mulheres negras e como representante da categoria das domésticas, onde vem discutindo esse tema com relação a discriminação de classe e de raça, uma vez que a maioria da categoria de domésticas são mulheres negras e sofrem esse tipo de violência.
Fez um resgate no contexto histórico, onde o trabalho análogo a escravidão ainda existe na sociedade afetando essa classe de trabalhadoras. Pontuando também a ausência de vaga nas creches, onde por ausência de políticas públicas, as trabalhadoras domésticas não têm com quem deixar seus filhos para poder realizar o seu trabalho.
Solicitou o apoio da CASA legislativa para ter um olhar específico as trabalhadoras domésticas, a mulher que está presente na casa das pessoas cuidando dos seus afazeres, fazendo parte da geração de lucro do país.
Sofia Isbelo – Candomblecista e Abiã de Terreiro de Ketu/Angola, representante do Levante Popular – Recitou uma poesia e falou sobre a sua ancestralidade e seu lugar enquanto Abiã, destacando sua participação e sua fala como um dever de todos da religião ensinar sobre as religiões de matriz africana. Trouxe a importância de se debater o julho das pretas como um marco da memória do povo afrodescendente, sabendo que essa data foi instaurada no Brasil há apenas sete anos.
Pontuou a violência e opressão ainda sofrida pela população do terreiro, sendo necessária a construção de políticas públicas e espaços educativos. Contextualizou também trazendo um resgate histórico da violência cometida contra o povo negro, sendo os terreiros espaços de resistência, escolarização e resgate das memórias ancestrais.
Jessicaelen de Oliveira, do Fórum de Artistas negros e negras e da Batalha do Pedregal – Agradeceu pelo convite pontuando que existem diversas pautas para tratar, mas que pelo tempo curto, escolheu relatar a ação ocorrida no dia de ontem com as crianças do Pedregal no Cine São José, sendo uma tarde de contação de histórias sobre ‘’Raça e Prevenção do Abuso Sexual, onde quando foi convidar uma criança para participar da vivência educacional, a mãe informou que a mesma não poderia ir, pois precisava trabalhar com reciclagem. Jéssica enfatizou essa pauta do trabalho infantil, onde as crianças precisam trabalhar desde muito cedo na periferia, relembrando a sua infância precisando trabalhar desde os 06 anos de idade.
Ressaltou que trouxe esse relato porque acredita na importância das crianças terem acesso à educação racial desde a sua infância. Pontuou que não foi fácil ocupar esse espaço institucional, assim como ficou muito feliz com a presença de trabalhadora doméstica e do povo do terreiro. Por fim, recitou uma poesia relacionada à educação, descolonização do saber e democracia racial.
Marli Castelo Branco – Coordenadora da Mulher de Campina Grande – parabenizou pela propositura, considerando esse um dia de luta pelos direitos das mulheres negras, para se chegar ao mercado de trabalho, à política e à educação.
Pontuou a importância de políticas públicas voltadas para a educação de base, para que se trabalhe a cultura e o respeito principalmente pela pessoa negra e que enquanto representante da coordenadoria da mulher, tem o conhecimento da situação difícil enfrentada pelas mulheres negras, solicitando a ‘’casa das 7 mulheres’’, união para trabalhar em prol da luta contra a violência da mulher negra.
Sam Lima, Representante do Levante Popular da Juventude – Iniciou a sua fala com um trecho escrito em 1992, por Lélia Gonzales, sendo uma das maiores intelectuais do século XX que trouxe esse debate racial. Destacou as várias facetas da violência racial e ressaltou a importância do dia 25, sendo preciso constantemente pontuar que as mulheres negras construíram a história do país. Também citou a situação da conjuntura política, que com a pandemia as violências contra mulheres negras foram agravadas (aumento da fome, sobrecarga do trabalho, violência doméstica) e que nesse ano essa data traz o tema ‘’Para um Brasil genocida, mulheres negras apontam a solução’’, destacando que estão hoje presentes nessa audiência para pontuar além dos problemas, as soluções.
Sidinéia Camilo (da cidade de Remígio), Representante da Comissão Executiva de Juventude Polo da Borborema – Falou sobre a sua vivência pessoal e a sua oportunidade de estar presente, oportunidade que jamais foi imaginada pela sua família, agradecendo e destacando as grandes mulheres ‘’Maria Margarida Alves’’, ‘’Marielle Franco’’, além da representatividade da vereadora Jô Oliveira, pontuando que a luta é importante e que ‘’se os direitos fossem garantidos não precisam lutar tanto’’ – ressaltou.
Bruna Santiago – Leitura Pretas (Representante do Movendo Estruturas) iniciou a sua fala citando uma frase do livro de Ângela Davis que diz que “A política não se situa no pólo oposto ao de nossa vida. Desejemos ou não, ela permeia nossa existência, insinuando-se nos espaços mais íntimos’’.
Citou o momento delicado que as mulheres negras estão enfrentando na atualidade e que sempre enfrentaram durante toda a vida, ressaltando o tema da data do dia 25 desse ano de 2021 e falou sobre a sua experiência, que atualmente trabalha na área da educação, em escolas da periferia e da zona rural de Campina Grande, locais onde existe a falha mais intensa do estado em atender essas crianças e que nesse processo educacional buscam atingir as crianças através do debate antirracista tentando minimizar as dificuldades e a realidade enfrentada. Por fim, ressaltou a presença de Jô Oliveira nesse espaço político e agradeceu a participação de todas.
Joelma Martins – Secretaria Municipal da Assistência Social SEMAS – Parabenizou pela iniciativa, pontuando que a secretaria existe como política pública que trabalha em prol do desenvolvimento da pessoa humana. Ressaltou o compromisso da secretaria que tem como objetivo construir uma política pública inclusiva e que esse é um momento rico para ouvir mulheres negras da universidade, dos movimentos sociais e da comunidade.
Também ressaltou a sua ancestralidade, sendo neta de negras e indígenas e que considera importante demais a informação, a reivindicação de direitos a partir do conhecimento que se tem. Fez referência a fala de Jessicaelen, do trabalho que realiza com as crianças, e do seu relato entristecido sobre a criança que precisava trabalhar e não podia participar da vivência educativa, sendo necessárias políticas públicas para mudar essa realidade.
Falando em nome da Secretaria, pontua que a mesma trabalha com inclusão social, de minorias, pessoas que não acessam aos seus direitos, aos serviços públicos, aos bens e às instituições. Considera também que é preciso conhecer a população negra do município para atuar em prol dessas pessoas e que a equipe da SEMAS é composta por muitas mulheres negras.
Rubens Nascimento (DEM) – Parabenizou a propositura, resultado da representatividade da vereadora Jô nesta CASA, pontuando que fez questão de participar para entender temas que não domina e ampliar o campo de visão, com o intuito de buscar encaminhamentos efetivos através de uma visão mais ampla.
Deixou o seu registro de ter aprendido um pouco mais com a participação de todas e que a vereadora Jô Oliveira representa não apenas as mulheres negras, mas todas as mulheres, destacando também que tem presenciado essa legislatura da Câmara Municipal de Campina Grande realizar um trabalho de maneira democrática, ouvindo e dialogando sobre todas as demandas.
Carol Gomes (PROS) – parabenizou pela propositura mais uma vez, destacando que Jô Oliveira entrou em um momento histórico da Câmara Municipal de Campina Grande, na ‘’casa das sete mulheres’’ onde, além disso, ocupa esse espaço como a primeira mulher negra eleita em Campina Grande.
Foto: Josenildo Costa/CMCG
Demonstrou satisfação em participar desse momento em que a casa Félix de Araújo abre esse espaço, onde registrou que essa manhã foi uma aula de cultura com tantas pessoas que trouxeram falas enriquecedoras nesta manhã. Agradeceu pela participação e deixou o seu mandato à disposição.
Vanessa Belmiro dos Santos, Representante da União Brasileira de Mulheres – Registrou que a memória existe para que o passado seja honrado, mas que a luta precisa ser feita. Fez uma fala referente ao governo, onde o mesmo foi irresponsável na condução da pandemia e que a sua fala não tem a ver com uma questão ideológica, mas realista.
Destacou a luta feminista, antirracista e antifascista e da união de todas as mulheres.
Valéria Aragão (PTB)- Ressaltou estar muito feliz de poder ter retornado a CASA após o falecimento do seu pai com a participação nesta audiência. Pontuou a importância desse debate, sendo um debate relevante para reflexão sobre o tema e fez um agradecimento à propositura de Jô Oliveira, destacando sua representativa na Câmara Municipal de Campina Grande.
Vanessa Késsia, representante do Movimento Olga Benário – Agradeceu a possibilidade de participar e ouvir tantas mulheres, ressaltando que a resistência vem de muito tempo, relembrando a escravidão que matou milhares de pessoas negras e pontuou importantes mulheres negras do Brasil que são símbolos de resistência negra, como Tereza de Benguela, Dandara dos Palmares e outras mulheres.
Destacou que as demandas são imensas, mas pontuou a luta contra a fome, destacando a ocupação da cozinha comunitária do bairro do Jeremias, onde as mulheres negras estão garantindo a comida de toda a população do bairro, mostrando o quanto é necessário essa luta e a reabertura das cozinhas comunitárias.
Dr. Mirna de Araújo – Presidenta da Comissão das Mulheres Advogadas – OAB – Destacou que o primeiro convite deste ano da comissão foi desta importante audiência, parabenizando e agradecendo a propositura da vereadora Jô Oliveira.
Pontuou que infelizmente os direitos estão retrocedendo, como por exemplo, a nova portaria do Ministério da Saúde, que diz respeito ao acesso ao SUS, onde a nova portaria obriga a equipe médica reportar a polícia em casos de mulheres violentadas sexualmente e as mulheres são submetidas em longo questionário sobre a violência sofrida, sendo essa uma violação do código de ética médica e recorrendo também a inconstitucionalidade.
Por fim, ressaltou que é preciso compreender a interseccionalidade, as minorias étnicas e a estratificação desigual da sociedade, onde assim será possível entender que os direitos das mulheres negras são preciosos e devem ser preservados.
Jéssica Cristina (Flor e Flor) – Trouxe um pouco da pauta educacional, trazendo um pouco da sua vivência como moradora de comunidade rural, onde poucas pessoas tiveram acesso à educação básica, sendo ela uma das poucas exceções e que hoje, enquanto estudante pôde reconhecer a discriminação que sofreu ao longo da sua trajetória, destacando a importância de ser voz para as demais pessoas que não tiveram acesso à educação e principalmente ao debate racial, e a lutar por políticas públicas que possibilitem esse acesso.
Lídia Moura, Secretária do Estado da Mulher e da Diversidade Humana – parabenizou a vereadora Jô Oliveira e o legislativo de Campina Grande pelo debate, sobretudo em um país que ainda não se considera racista. Iniciou a sua fala analisando os dados de violência, onde é possível ver que as mulheres negras são as maiores vítimas de feminicídio, demonstrando a necessidade de observar esses marcadores sociais, que também se ampliam em outros marcadores. Também citou o Ministério da Mulher no âmbito federal, que foi uma conquista do movimento social das mulheres, mas que não se tem de fato uma política para mulheres. Além disso, também destaca que a pauta das mulheres negras e contra o racismo é uma pauta criada pelos movimentos sociais, portanto sendo imprescindível os movimentos fazerem parte na construção das políticas públicas.
No âmbito estadual informou que existe o Plano da Igualdade Racial, que não está alocado apenas na secretaria da mulher e da diversidade humana e que os diversos setores têm a responsabilidade de atuação nesse tema. Além disso, citou o Centro de Referência Estadual João Balula, que embora esteja fisicamente na cidade de João Pessoa, atende casos de todo o estado com equipe multiprofissional, de pessoas afetadas pelo racismo e intolerância religiosa, e que lamentou pelos diversos casos já denunciados desde a sua abertura no final do ano passado.
Jô Oliveira (PCdoB) finalizou a audiência pública, agradecendo a participação de todas que se disponibilizaram para construir esse momento, onde cada fala marca o lugar que cada uma ocupa, sabendo a responsabilidade que tem na construção dessa sociedade mais justa e igualitária, com a participação das mulheres negras.
Também citou que todas fazem história ao chegar na Casa Félix Araújo, onde todas sabem a dificuldade que foi até ocupar esse espaço e que espera que na próxima eleição mais mulheres negras façam parte desse espaço. Por fim, destacou que essa foi a primeira audiência em relação ao dia 25 já acontecida na Câmara Municipal de Campina Grande, marcando como um pontapé o início da discussão que quer implementar a partir do seu mandato, agradecendo em especial a sua equipe.