Vereador denuncia “demora cruel e desumana” para liberação de corpos no Numol de Campina Grande

Vereador denuncia “demora cruel e desumana” para liberação de corpos no Numol de Campina Grande

O vereador Alexandre do Sindicato (PHS) usou a tribuna da Câmara Municipal de Campina Grande na manhã desta quarta-feira, 02, para denunciar o que classificou como um problema “cruel e desumano” que está acontecendo no Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) da cidade, o antigo IML.

O pronunciamento se deu após queixas de familiares de um homem de Campina Grande, que estava internado no Hospital de Emergência e Trauma há quase três meses e faleceu na última segunda-feira. Pessoas ligadas à família procuraram o vereador para denunciar a longa espera pela liberação do corpo. Segundo os relatos, a morte aconteceu na manhã da segunda, mas o corpo só foi liberado pelo Numol cerca de 24 horas depois.

O caso foi objeto de uma reportagem feita por uma emissora de televisão local, confirmando as denúncias recebidas pelo parlamentar. Na matéria, o filho da vítima relata o drama da família e a falta de respostas por parte da direção do Numol, que sequer prestou esclarecimentos à imprensa.

Segundo o familiar ouvido pela TV, a demora teria se dado porque o Núcleo de Medicina Legal de Campina Grande encontra-se sobrecarregado, em virtude do fechamento do Instituto de Polícia Científica de João Pessoa, o que ocorreu por decisão judicial em virtude das péssimas condições da estrutura do IPC, que colocavam em risco inclusive a vida dos servidores públicos.

Além disso, o Numol campinense contaria com apenas um motorista para o rabecão, veículo responsável por recolher os corpos e que tem que se deslocar para diversos municípios do estado. “Peço que a gente se coloque no lugar dessas pessoas por um instante. Imaginem a situação, em meio a uma dor tão terrível da perda de um ente querido de maneira trágica, ter que esperar um dia inteiro para receber o corpo”, comentou Alexandre, dirigindo-se aos demais vereadores.

Ele lembrou que não se trata de um caso isolado. “Estou relatando o caso de uma família, mas estamos diante de uma realidade de todos os dias ali no Numol. Uma realidade que atinge e massacra diariamente várias famílias, portanto. Uma realidade de uma crueldade impressionante e terrível”, complementou, pedindo providências por parte do Ministério Público Estadual.

***Conteúdo de responsabilidade da Assessoria




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