Vereador Janduy Ferreira parabeniza os 34 Anos do Conjunto Álvaro Gaudêncio “Malvinas”

Vereador Janduy Ferreira parabeniza os 34 Anos do Conjunto Álvaro Gaudêncio “Malvinas”

No dia em que completou, mais um ano de resistência, vitória e cidadania, o Conjunto Álvaro Gaudêncio, mais conhecido por Malvinas, foi homenageada na Câmara Municipal de Campina Grande, pelo vereador Janduy Ferreira do PT do B. “Aos 34 anos, o Bairro das Malvinas, até hoje é considerado, um dos mais bem sucedidos processos de organização popular, que resultou na habitação e dignidade para mais de 40 mil habitantes”.

De acordo com o vereador Janduy Ferreira, que tem programa semanal, na Radio comunitária das Malvinas, bem como, tem inúmeros e importantes apoiadores de seu mandato residindo no bairro, a história das Malvinas, ao longo destes 34 anos, só mostrou que a vitória, após a ocupação, extrapola de longe as batalhas em nosso país, por habitação ou terra, pois, na época, as pessoas envolvidas na coordenação da ocupação, não tinham motivações políticas, nem partidárias para invadir e ocupar as casas.

“O movimento, que levou a ocupação em 23 de março de 1983, nada teve com interferência política, e sim, eles foram movidos por um sentimento puro, de pais e mães de famílias, que não suportavam mais pagar aluguel, ou viver de favores, nas casas de seus parentes. Na época, a maior motivação das famílias, foi à vontade de conquistar uma moradia, mesmo que, para isto, durante o movimento de ocupação, fossem ameaçados pelas forças policiais, ou sofressem privações, por agua, luz e alimentação.” destacou Janduy Ferreira.

Para o parlamentar, após estes 34 anos da ocupação e vitória das famílias, que até hoje residem nas Malvinas, todos nós campinenses podemos comemorar e parabenizar este feito histórico, ressaltando a organização popular, que gerou na época, muita aflição e lagrimas. Passados os anos e as aflições da ocupação, hoje o Bairro das Malvinas, é tão consolidado, que é considerado pelos números do IBGE, mais populoso, do que 200 municípios paraibanos, ou seja, dos 223 municípios da Paraíba, apenas doze (12) têm mais de 40 mil moradores.

“Parabéns aos moradores do Conjunto Álvaro Gaudêncio, Malvinas, pois, além de parabenizar nesta data, ponho a disposição nosso Gabinete, para oferecer e garantir aos moradores das Malvinas, que intercederei junto aos demais vereadores e aos poderes públicos, pela melhoria de vida dos seus habitantes, assim como, continuarei vigilante e solidário aos problemas do bairro, sugerindo ao Executivo, alternativas e soluções para melhorias na infraestrutura daquele imenso e amado Bairro” parabenizou Janduy Ferreira.

Veja como tudo começou

No início da década de 1980, as casas do conjunto habitacional Bodocongó II, intitulado por Conjunto Álvaro Gaudêncio, começavam a ser construídas pela CEHAP (Companhia Estadual de Habitação Popular), seguindo ordens do então Governador Wilson Braga, que na ocasião havia conseguido verbas do governo federal para este fim.

Ao término das construções, no início de 1983, o Conjunto não apresentava infra-estrutura (água, luz, esgoto sanitário) para que fossem entregues as casas, por meio de sorteio, aos servidores estaduais devidamente cadastrados.

No dia 23 de março de 1983, iniciou-se a invasão das casas por pessoas não cadastradas na CEHAP, que alegavam abandono das casas e que portanto estariam naquele momento apossando-se das mesmas. Na tentativa de impedir a invasão, foi formado um cerco policial que não obteve resultados positivos. Naquele instante, o então governador do estado Wilson Braga, ordenou que as forças policiais impedissem que mais pessoas entrassem no conjunto, que até então ainda estava cercado (com arame farpado) e só existia uma única entrada (por meio de uma espécie de “porteira”).

Logo após, pensou-se numa forma de retirar os invasores da seguinte maneira: seria proibido que alguém saísse ou entrasse do conjunto, fazendo com que os invasores ficassem isolados, sem alimento e água, e, assim, desistissem das casas recém invadidas. Na época, o governo municipal impediu que esse plano fosse concretizado, e enviou alimentos e água através de carros-pipa para os invasores.

Alguns meses depois, a CEHAP viu que não haveria outra maneira a não ser cadastrar os invasores e fazer com que eles pagassem as prestações das casas. Foi feito então o cadastro de cada morador num posto de atendimento instalado nas proximidades, mais precisamente na Escola Estadual Alceu do Amoroso Lima. Funcionários passaram de casa em casa avisando aos moradores que fizessem o cadastramento e assim regularizassem sua situação junto à CEHAP.

Em seguida, por reivindicação dos moradores, foi instalada a rede elétrica, seguida da rede de água e esgotos, fazendo com que o Conjunto tivesse a infra-estrutura mínima para que pudesse atender os moradores.

Na mesma época da invasão (1983) estava acontecendo um conflito militar nas Ilhas Falkland, popularmente conhecidas como Ilhas Malvinas, localizadas ao extremo sul da América Latina, daí a origem do nome do bairro: Malvinas.

***Conteúdo de responsabilidade da assessoria




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